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A CAÇA À BALEIA NO PICO

Sábado, 10.09.16

Hoje é dado como certo que a caça à baleia chegou aos Açores através das baleeiras americanas que demandavam o Atlântico, fazendo escala nas ilhas para recrutamento de marinheiros e abastecimento de água e víveres. A cidade americana de New Bedford, no Estado de Massachussets terá sido o berço desta atividade. Na verdade foi de lá que partiram as primeiras escunas que se dedicavam à caça do cachalote no Atlântico Norte.
Só por volta de meados do século XIX terão sido construídas, na muito justamente alcunhada vila baleira do Pico, as Lajes, os primeiros botes baleeiros, pese embora as baleeiras americanas continuassem a fazer aguadas e a recrutar tripulantes entre a população das ilhas, nomeadamente do Pico, Faial e Flores, sendo que a maioria dos embarcados aproveitava para emigrar e procurar melhores condições de vida, nas terras do Tio Sam. Muitos destes emigrantes regressaram à sua ilha, anos mais tarde, colaborando na introdução da caça à baleia.

Cuida-se que terá sido na freguesia de São João, no concelho das Lajes do Pico, que se terá instalado a caça à baleia, na ilha do Pico. Naquela freguesia terão existido nos finais do seculo XIX duas companhias baleeiras equipadas com instalações para a arrecadação das canoas, bem como os apetrechos necessários ao derretimento das baleias. Sabe-se, no entanto, que em agosto de 1893, um violento ciclone destruiu aquelas instalações, pondo fim à atividade baleeira naquela freguesia. Nos anos seguintes foram construídas várias canoas, o que permitiu a extensão a caça à baleia a outras localidades do Pico, nomeadamente às Lajes e Ribeiras. Dados estatísticos revelam que no dealbar do seculo XX já estavam registadas na Delegação Marítima do Pico, situada em São Roque, cerca de trinta canoas baleeiras, 16 das quais sedeadas nas Lajes.

O epicentro da caça da baleia no Pico situa-se na década de quarenta do século passado, altura em que o óleo de baleia, ou cachalote era muito procurado para substituir o petróleo, difícil de obter durante a Segunda Guerra Mundial. O número de oficiais, trancadores baleeiros e até de vigias aumentou de tal maneira que o Pico começou a exportá-los, sazonalmente, para outras ilhas, nomeadamente para as Flores.

A emigração provocada pelo Vulcão dos Capelinhos e a decrescente procura do óleo e a descida de preço dos mesmos, a partir das décadas seguintes e ainda do lançamento da pesca do atum e indústria de conservas com resultados promissores, contribuíram significativamente para o declínio da atividade baleira no Pico e nas outras ilhas e que na década de oitenta, entrou em acentuado declínio.

Assim, em novembro de 1987 foi caçada a última baleia, no porto das Lajes, dando-se também cumprimento aos acordos internacionais celebrados entre as diversas nações europeias. Terminava assim, sem honra nem glória uma atividade marítima e industrial que, durante um século muito contribuiu para o desenvolvimento económico das ilhas.

 

NB – Dados retirados da net.

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