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A CASA ASSOMBRADA

Domingo, 29.05.16

Na Vila de Santa Cruz havia, à entrada da Praça, do lado esquerdo de quem vinha da Fajã, havia uma pensão que dava hospedagem a inúmeros habitantes das várias freguesia das Flores, incluindo os da Fajã Grande quando se deslocavam a Santa Cruz e por lá se demoravam mais de um dia, a fim de tratar de assuntos vários, no Tribunal, nas Finanças, na Recebedoria ou quando acompanhavam algum doente internado no hospital ou quando aguardavam a chegada do Carvalho.

Essa pensão ficava por cima dum café que servia refeições e que, assim como a pensão, pertencia ao Vitorino. No entanto, muitos dos forasteiros que ali pernoitavam, não o voltavam a fazer, pois, cheios de medo, queixavam-se de que durante a noite ouviam barulhos esquisitos e viam fantasmas e almas do outro mundo. Muitos dos que ouviam tais patranhas escusavam-se de lá pernoitar novamente, o que diminuía, sensivelmente, o pecúlio do Vitorino, resultante das hospedagens que o café ia servindo jantares e ceias sem problemas.

Várias eram as estórias que se contavam sobre a origem do que supostamente ali se passava, ou que os hóspedes imaginavam que se assava, durante a noite, sendo a mais comum a seguinte:

Dizia-se que há muitos anos uma mulher, arribada à ilha num naufrágio, se apaixonou por um habitante da vila com quem teve três filhos. No entanto, o casal nunca formalizou a sua relação, nem o homem se disponibilizou a partilhar a mesma casa com a mulher, limitando-se a visitá-la a horas tardias da noite, recusando casar-se com ela. Tempo depois, o homem casou-se com uma outra mulher de uma freguesia distante da vila, pois tal enlace resultava-lhe mais conveniente, tentando evitar as más-línguas e os boatos que corriam entre a população. Este facto levou a náufraga à loucura, acabando, mais tarde, por afogar os seus três filhos numa poça, à beira-mar. Depois, ao ver o que tinha feito, suicidou-se, afogando-se também nas águas do oceano.

Dizem as pessoas que desde então, o seu fantasma era visto e ouvido a gritar e a gemer, na casa onde terá vivido e que supostamente existiria no lugar daquela pensão ou num velho edifício a que lhe deu origem. Segundo uma outra versão a mulher em causa seria uma princesa abandonada na ilha, de castigo, pois tinha-se apaixonado por um soldado, preterindo o filho do monarca reinante, a quem fora prometida. Havia no entanto quem afirmasse que os gritos e gemidos eram de uma alma de outro mundo, pertencente a uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar consciência do que fez, ela, também, se teria matado.

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