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A LENDA DA ALMA PENADA

Sábado, 10.10.15

Na Fajã Grande, na década de cinquenta, era muito vulgar ouvir-se esta frase: Aquilo é que é uma Alma Penada. Com esta expressão queria-se significar que a pessoa a quem ela se referia era uma criatura, simples, ingénua, com pouca determinação na vida, com limitadas capacidades de uso da sua liberdade, alguém que vivia a sua vida com objetivos pouco claros. Tratava-se de alguém que andava no mundo simplesmente por ver os outros andarem, aplicando-se sobretudo aos bêbados, ingénuos e tontos.

Ora esta expressão parece ter a sua origem numa lenda conhecida pelo mesmo nome, mas nalguns sítios também denominada por Dama da Meia-Noite, ou ainda como Dama de Branco. Segundo essa lenda, muito antiga, uma mulher terá morrido ainda muito jovem, não se apercebendo de que tal lhe tinha acontecido, isto é, não se soube que tinha morrido. Assim, apesar de morta, a mulher continuou a viver, mas apenas como uma alma, andando e vagueando pelo mundo sem muito bem saber o que queria ou o que pretendia fazer. Como, na verdade, assumisse permanentemente a forma e o aspeto de uma alma, andava sempre vestida com uma túnica branca que lhe cobria todo corpo até aos pés. Tinha apenas um objetivo que era o de encantar os homens solitários, tontos e bêbados, aos quais se apresentava com um aspeto jovem e sedutor como se fosse uma verdadeira, bela e atraente donzela que aparece à meia-noite para desaparecer logo a seguir. Como era muito linda e ludibriava facilmente os homens, estes cuidavam que ela era uma jovem normal. Ao encontrar um homem, a Alma Penada primeiro atraia-o e, de seguida, pedia-lhe que a levasse de novo para casa. O homem atraído por ela ficava entontecido, como que fica enfeitiçado pela beleza da moça e aceitava prontamente ceder às suas seduções. No entanto, ao caminharem juntos surgia sempre pela frente um obstáculo que impedia que continuassem a caminhar juntos. A mulher, de repente, desaparecia e o homem enfeitiçado regressava à sua solidão.

Dizia-se que muitas vezes até era para o cemitério que ela conduzia os homens, uma vez que era aí que ela tinha a sua moradia. Quando o homem percebia que fora conduzido e que estava num cemitério, a rapariga desaparecia. Também se dizia que era à meia-noite que tudo isto acontecia.

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