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A VELHA E AS GALINHAS

Sexta-feira, 06.11.15

Era uma vez uma velha muito pobre que vivia na companhia de seis filhas, todas elas solteiras. As raparigas bem desejavam casar, mas era de todo impossível. É que sendo a mãe muito pobre não tinha dinheiro nem para as bodas nem, muito menos, para os dotes. Essa a razão por que as moças andavam muito tristes e revoltadas. Mas mais ainda se indignaram quando se aperceberam de que a sua velha mãe passava os dias sentada à janela simplesmente a bisbilhotar e a saber da vida de uns e de outros.

Certo dia perguntaram-lhe:

- O que é que a mãe faz aí sentada à janela todos os dias?

- Deixem-se lá, filhas da minha alma, que é da janela que vos hei-de casar.

As filhas não entenderam mas cuidando que nada podiam fazer deixaram que a mãe continuasse a sentar-se à janela de manhã à noite.

Passado tempo a velha disse às filhas que ia ao palácio real, falar com a rainha. As filhas bem a tentaram impedir. Mas os seus esforços foram vãos e a velha lá partiu com destino ao palácio do rei.

Ao chegar lá pediu para ser recebida pela rainha. Quando esta lhe perguntou o que pretendia, a velha respondeu:

- Venho aqui saber se Vossa Majestade quer mandar ensinar algumas das suas galinhas a falar? Eu própria as ensinarei se Vossa Majestade assim quiser.

- Quero, quero. – Disse a rainha. - Há-de ter sua graça! Galinhas a falarem…

E, de imediato, mandou entregar à velha uma dúzia das melhores galinhas que havia no palácio. A velha foi para casa. Nos dias seguintes bem se regalaram ela e as filhas a comerem as galinhas, cozidas, assadas e fritas Quando se acabaram os lautos manjares, a velha voltou ao palácio, e disse à rainha:

- Saiba Vossa Majestade que tenho um desgosto de morte…

- Então por quê? – Perguntou a rainha.

- Saiba Vossa Majestade que depois de muitos dias de trabalho e de muita persistência as galinhas já estavam a falar tão bem, que hoje tencionava vir entrega-las a Vossa Majestade. Quando as estava ajuntando e ao dizer que haviam de voltar para junto de sua dona, elas começaram uma estranha cantarolada: “Có-co-ro-có, cá-ca-ra-cá. A nossa Rainha andou a dormir com o Visconde da Estrebuela! A nossa rainha anda a por os cornos no rei”. Eu grandes esforços fiz para as calar, mas as malditas não se calavam e disseram-me que do seu poleiro bem viram, muitas vezes, o Visconde entrar às escondidas pelas traseiras do palácio. Eu desesperada fechei-as no poleiro, e venho saber se Vossa Majestade quer que lhas traga para o palácio.

A rainha ficou desesperadíssima e deu-lhe ordens para que fosse logo para casa e que as matasse todas, sem ficar nenhuma, e que não queria mais galinhas que falassem. E deu-lhe muito dinheiro, para que ela se calasse bem calada e não dissesse a ninguém o que tinha ouvido das malditas galinhas. Muito aflita ainda lhe disse que quando ela tivesse alguma necessidade viesse ao palácio falar com ela, que a ajudaria.

Foi assim que a velha conseguiu arranjar dinheiro para casar as suas filhas, às quais a rainha deu muitos bons dotes.

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