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AS PRIMEIRAS DEZ CASAS DA ASSOMADA NOS FINAIS DO SEC. XIX

Quarta-feira, 28.09.16

No final do século XIX, mais concretamente entre 1860 e 1900 nas primeiras dez casas que existiam no cimo da Assomada, a maior rua da nova freguesia denominada de Fajã Grande e que detinha ao todo 78 moradias, viviam as seguintes famílias:

A primeira casa pertencia a Manuel Inácio Rodrigues, filho de José Inácio Rodrigues e Ana Maria. Manuel Inácio Rodrigues casou a 1ª vez com Ana de Jesus, ainda na igreja paroquial da Fajãzinha, em vinte e um de agosto de 1843. Depois de viuvar, casou uma 2ª vez, ainda na Fajãzinha, uma vez que só no ano seguinte se realizariam os primeiros casamentos na igreja de São José da Fajã Grande, em quatro de setembro de 1860, com Maria de Jesus de Freitas filha de Manuel Coelho e de Maria de Freitas. Manuel Inácio rodrigues faleceu em seis de Junho de 1883 e a sua mulher Maria de Jesus faleceu cinco anos depois, no dia treze de fevereiro com 57 anos de idade. Consta que deste segundo casamento, Manuel Inácio Rodrigues não teve filhos.

A segunda casa pertencia a Francisco de Freitas Valadão casado com Maria Lourenço. Deste casal apenas se sabe que em vinte e quatro de abril de 1874 lhe faleceu um filho de nome António, apenas com sete anos. Por sua vez na casa vizinha morava António Joaquim Rodrigues que faleceu, com 49 anos de idade. Era casado com Carolina Rodrigues Nunes, natural da Ribeira do Nabo, ilha de S. Jorge, de quem tinha um filho. No entanto em vinte e dois de Julho de 1899 faleceu-lhes um outro filho de nome Jesuíno com apena um mês de vida. Este casal, porém terá vivido algum tempo na rua da Fontinha e depois do marido falecer Carolina foi viver para a rua das Courelas. Não voltou a casar, mas em seis de junho de 1900, teve duas meninas gémeas, tendo uma delas falecido após o parto e a outra, um mês depois.

Na quarta casa da Assomada vivia José António de Freitas filho de António José de Freitas e de Maria Jesus de Freitas. Casou, em um de outubro de 1889 na igreja da Fajã, com Maria Fragueiro de Freitas, filha de António José Jorge e Ana Fragueiro de Jesus. Este senhor faleceu com cinquenta e dois anos, em 23 de agosto de 1902 e deixou vários filhos.

Na casa número cinco vivia sozinho Manuel Rodrigues Coelho, filho de António Rodrigues Coelho e de Ana de Freitas, viúvo de Ana de Freitas. Faleceu em vinte e quatro de setembro de 1879, com 74 anos de idade.

Mais numerosa era a família da casa número seis. Nela vivia Francisco Rodrigues Coelho, filho de José Rodrigues Coelho e Maria de Jesus. Casou na igreja de São José da Fajã Grande, em oito de julho de 1880, com Maria Emília Fernandes do Coração de Jesus, filha de Manuel de Freitas Fernandes e de Policena Emília do Coração de Jesus. Este casal teve muitos filhos, quatro dos quais faleceram. Em janeiro de 1901 faleceu a filha Maria com dezoito dias. No ano seguinte faleceram os gémeos Maria e Francisco de 5 meses e em vinte e quatro de agosto de 1906 faleceu o filho João também com apenas 5 meses de idade.

Na sétima casa da Assomada vivia Manuel Rodrigues Machado filho de pai incógnito e Maria de Jesus. Era casado com Mariana Isabel de Freitas filha de Manuel de Fraga Trigueiro e de Catarina de Freitas. Casaram na igreja da Fajã em três de julho de 1873, sendo a nubente viúva de João de Freitas Lagos. Manuel Rodrigues faleceu em vinte e um de agosto de 1894.

Na oitava casa vivia André Severino de Avelar, casado com Iria Severina de Avelar, filha de António de Freitas Pimentel e de Ana da Conceição Pimentel. Ela faleceu em dezasseis de janeiro de 1897. Este casal não tinha filhos

Na casa nove morava o casal Manuel de Fraga Trigueiro e Catarina de Freitas. Deixaram uma filha solteira de nome Ana Ferreira, que faleceu em vinte e seis de outubro de 1904 com 77 anos de idade.

Na última das dez primeiras casas da Assomada morava Luciano Furtado Gonçalves filho de Manuel Furtado Gonçalves e de Maria Claudina do Sacramento. Morava com a esposa, Ana Gonçalves da Silveira, com quem havia casado em cinco de maio 1875, na paroquial da Fajã Grande. Ela era filha de António Joaquim da Silveira e Maria de Jesus. Luciano Furtado Gonçalves faleceu em vinte e quatro de março de 1905 com 63 anos. Não deixou filhos.

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