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CAÇA À BALEIA EM SÃO CAETANO DO PICO

Quinta-feira, 06.07.17

A caça à baleia, fez-se em quase todas as Ilhas dos Açores, mas foi no Pico que teve o seu epicentro e era também nesta ilha que existiam os melhores baleeiros. A quantidade e a qualidade dos baleeiros picoenses eram tantas que desta ilha muitos baleeiros saíram a procurar trabalho noutras ilhas, como acontecia na Fajã Grande, onde todos os anos se fixavam baleeiros da ilha do Pico, nomeadamente, mestres, oficiais e até o vigia, o Manuel Manquinho, pese embora existissem várias armações baleeiras, no Cais do Pico, nas Lajes, nas Ribeiras e ainda outra na Freguesia da Calheta de Nesquim. Haviam frotas estrategicamente colocadas nos diversos portos da ilha, para que pudessem chegar mais depressa à ou às baleias, consoante se tratasse duma baleia (cachalote) grande e isolada, ou de um cardume. Existiu uma frota instalada em São Caetano constituída por dois botes e uma lancha, a Espartel, a lancha que melhor andava na sua época. Em São Mateus existiam três botes e uma lancha, nas Lajes, 14 botes e quatro lanchas, nas Ribeiras, duas lanchas e quatro botes, na Calheta de Nesquim, duas lanchas e sete botes e ainda uma frota considerável, no Cais do Pico. Havia duas fábricas de transformação das baleias. Uma nas Lajes do Pico, outra no Cais do Pico, onde além da transformação do toucinho em azeite, se fabricavam também farinhas da carne e dos ossos daquelas, para adubos e alimentos de certos animais. Como já disse, também se derreteu no porto de São Mateus. Havia muita rivalidade entre as diversas companhias a laborar na ilha. Dia de baleia, era dia de alvoroço na freguesia. Estalava o foguete e, todo o baleeiro, estivesse onde estivesse, largava tudo e corria em direção ao porto. Nem passava em casa. A mulher ou filhos iam levar-lhe a comida e mais alguma peça de roupa ao porto, enquanto estes iam arreando os botes, pois a lancha já se encontrava no mar presa na sua amarração própria. Os baleeiros tinham outras atividades. Não era possível viver exclusivamente só da baleação.

Não foram poucas as vezes em que, nem todos regressaram a casa. Por vezes as coisas corriam mesmo mal. A baleia ao sentir o arpão na pele, reagia das mais diferentes maneiras; ora levantando e voltando o bote, ora batendo-lhe com o rabo de cima para baixo partindo-o e deixando tudo e todos espalhados por cima das águas profundas e salgadas, à conta de Deus e à sua sorte. Nesta operação, muitas vezes os que eram diretamente apanhados, tinham morte quase instantânea. Alguns, nunca mais apareceram.

NB - Dados retirados de uma Publicação de António Silva, em 29 de Maio de 2009

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