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DANIEL NA COVA DOS LEÕES

Sexta-feira, 08.04.16

A estória de Daniel na Cova dos Leões era mais uma das muitas que nos era contada aos serões, na década de cinquenta, sendo retirada como muitas outras de um epítome da Bíblia Sagrada que existia na casa da minha avó da Fontinha.

Rezava mais ao menos assim: Era uma vez um jovem príncipe muito bondoso e obediente a Deus que se chamava Daniel. Daniel governava o seu reino juntamente com outros dois príncipes mas era muito diferente deles, pois nele havia um espírito excelente, uma bondade inexaurível, uma generosidade tremenda. Além disso o povo amava-o mais do que qualquer um dos outros príncipes. Por tudo isso, o velho e cansado rei pensava que, quando abdicasse do trono, o constituiria seu sucessor e único governante de todo o seu reino. Mas os outros dois príncipes ao tomarem conhecimento de tal decisão enfureceram-se e os seus corações encheram-se ódio, jurando que haviam de fazer algo contra ele, a fim de que o rei alterasse os seus desígnios e afastasse Daniel dos seus caminhos. Começaram então a procurar algo contra Daniel, que o comprometesse, qualquer ato, qualquer atitude malévola. Mas por mais que procurassem não encontraram nada porque Daniel era puro, fiel, justo, bom e temente a Deus, obedecendo aos seus Mandamentos e cumprindo todas as leis do reino. Assim concluíram que não se achava nele nenhum erro ou culpa.

Mas os dois malévolos príncipes não desistiram dos seus planos de destruir Daniel e pensaram que a única maneira de o afastar do poder seria acusá-lo usando, para isso, a enorme fé que ele tinha no seu Deus. E foram juntos ter com o rei, tentando convencê-lo a promulgar um édito real, segundo o qual qualquer cidadão daquele reino que, por espaço de trinta dias, fizesse uma oração a qualquer deus, ou a qualquer homem, que não fosse o rei fosse lançado na cova dos leões. E a pedido deles o rei assinou a proibição.

Daniel, no entanto, continuava a rezar ao seu Deus em sua casa, cujas janelas abertas davam em direção a Jerusalém. Três vezes ao dia, de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer, ajoelhava em fervorosa oração, dando graças diante do Deus Altíssimo, Único e Verdadeiro. E assim continuou a fazer mesmo após saber que a proibição estava assinada pelo rei.

Os dois maliciosos e invejosos príncipes aproximaram-se da sua casa e viram-no de joelhos orando e suplicando ao seu Deus. Foram logo ter com o rei a contar-lhe o que tinham visto, acusando Daniel de não cumprir a lei que o rei decretara. O rei ficou muito triste e amargurado porque admirava muito Daniel e no seu coração queria livrá-lo de tão terrível castigo na cova dos leões e da morte que ali seria certa. Mas não conseguiu e teve que ordenar que prendessem Daniel, que o trouxessem à sua presença, a fim de, de acordo com a lei, o mandar lançar na cova dos leões.

No entanto, o rei, antes que Daniel fosse levado para cova dos leões, mandou-o chamar e ordenou-lhe que pedisse ao seu Deus que o livrasse de ser devorado pelos leões. De seguida, o rei dirigiu-se para o seu palácio e passou a noite em jejum. Não conseguiu dormir e não permitiu que trouxessem à sua presença nem instrumentos de música nem bailarinas. Logo pela manhã levantou-se e foi com pressa à cova dos leões. Chegando lá, cheio de mágoa e com a voz triste, chamou por Daniel, cuidando que ele tinha sido devorado pelos leões. Para sua surpresa Daniel estava vivo. Ajoelhado entre os leões, orava ao seu Deus.

Voltando-se e vendo o rei disse-lhe:

- O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem mal, porque eu estou inocente diante d’Ele e também contra ti, ó rei, eu não cometi delito algum.

O rei regozijou-se e, cheio de alegria mandou tirar a Daniel da cova dos leões. Depois ordenou que trouxessem os outros dois príncipes que tinham acusado maliciosamente Daniel, mandando-os lançar na cova dos leões, e junto com eles, seus filhos e suas mulheres. E ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles e os devoraram por completo.

Em seguida assinou o rei assinou um novo decreto, segundo o qual em todo o domínio do seu reino os homens poderiam adorar o Deus de Daniel, porque era o Único Deus Vivo e Verdadeiro que permanece para sempre, e cujo reino não terá fim e o seu domínio durará pelos séculos dos séculos. Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra pois foi Ele que salvou e livrou o justo e bondoso Daniel do poder dos leões.

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