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FLORÊNCIO TERRA

Segunda-feira, 10.04.17

Florêncio José Terra nasceu na Horta, em 18 de maio de 1858, tendo falecido na mesma cidade em 25 de novembro de 1941. Foi professor, jornalista e contista. Estudou no Liceu da Horta e depois partiu para Lisboa, matriculando-se na Escola Politécnica, mas a morte inesperada do pai obrigou-o a voltar à Horta. Foi professor no liceu desta cidade primeiro de Introdução à História Natural e depois de Matemática, e reitor interino-

Foi um dos fundadores do Grémio Litterário Fayalense e também Presidente da Câmara Municipal durante alguns escassos meses.

Como jornalista colaborou, assiduamente, com quase todas os periódicos do seu tempo. Começou como redator do semanário literário A Pátria e continuou em O Atlântico no Grémio Litterário, Telégrafo e Correio da Horta. Foi no diário O Açoriano e no semanário literário O Fayalense que mais se evidenciou, recorrendo, geralmente, ao uso de pseudónimos. Também colaborou em periódicos do continente.

Aos 23 anos publicou o primeiro conto, A Varinha, no Grémio Litterário mas, quando morreu, a sua obra estava dispersa por jornais e revistas dos Açores e do Continente. Entretanto, foram publicados Contos e Narrativas com prefácio de Osório Goulart, Natal Açoreano, Munhecas. Água de Verão e a antologia Às Lapas. Deixou também o romance O Enjeitado, o drama Luísa e a comédia Helena de Savignac.

Para Greaves, seu contemporâneo, «a actividade mental de Florêncio Terra inclina-se para o conto descritivo, ou emotivo: uma tragédia por tempestuosas noites nas costas dos Açores, com o céu baixo e o perigo constante; ou as cenas da vida campestre, com folguedos e risos de lábios vermelhos. Neste género tão delicado, Florêncio Terra é, indubitavelmente, o nosso primordial artista da pena».

Cultor do conto idílico e prosador fluente, Terra foi sempre destacado pelos críticos. Na vida do povo, do Faial e do Pico, encontrou temática para a sua obra ficcionista. Interessa lembrá-lo como individualidade de renome nas letras, digna de figurar na história da literatura portuguesa. Tentou o romance e o teatro, mas foi no conto que se impôs, como se pode verificar em Contos e Narrativas que contém as suas melhores produções. Segundo Rosa «Os seus contos, dentro dessa corrente, inspiram-se por norma em motivos campesinos, regionalistas. Perpassa neles o povo com a sua alma bondosa e simples, os seus costumes, a sua existência plena de alegria ou de sofrimento. Alguns constituem perfeitos quadros da vida aldeã, que deixam no espírito dos leitores uma viva sensação de paz campestre. Destaque, entre outros contos, para A debulha, Vida simples, Tão velha, Tua, tua, mas a casar e Margarida amor fiel. Em História de um pequeno trabalhador Florêncio Terra descreve um ambiente de trabalho e pobreza, de aflição e luto, um drama que nos emociona e confrange. Em Vingança sentimo-nos chocados pela atitude indiferente do egoísmo e da injustiça perante a angústia dos que padecem inocentemente».

Foi obreiro da Loja maçónica *Amor da Pátria.

Em Novembro de 1987, por ocasião do 47.º aniversário da sua morte, a Câmara Municipal da Horta homenageou-o descerrando uma fotografia sua no salão nobre dos paços do concelho e editando uma medalha comemorativa. Alguns anos antes, em 30 de Abril de 1958, aquela Câmara havia decidido atribuir o nome Jardim Florêncio Terra ao então denominado Jardim Público. A mesma Câmara criou um prémio literário com o seu nome. Luís M. Arruda

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

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