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ILHA DO PICO

Quarta-feira, 03.02.16

Com uma superfície de cerca de 447 quilómetros quadrados, o Pico é a segunda maior ilha açoriana, depois de S. Miguel. O Pico, também designado por Ilha Montanha está distanciado do Faial por pouco mais de oito quilómetros e de São Jorge por cerca de quinze. Segundo o Censos de 2011 a população residente na mais alta ilha açoriana é de catorze mil e oitocentos habitantes. O Pico mede quarenta e dois quilómetros de comprimento e vinte de largura. Deve o seu nome à majestosa montanha vulcânica, a Montanha do Pico, que termina num pico chamado Pico Pequeno ou Piquinho. É a mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Oceano Atlântico, atingindo 2.351 metros de altitude.

Administrativamente, a ilha é constituída por três municípios: Lajes do Pico e da Madalena, ambos com seis freguesias, e São Roque do Pico, com cinco freguesias.

Atualmente o Pico dispõe de um moderno aeroporto regional com ligações aéreas diretas com Lisboa e os aeroporto das Lajes na Terceira e de Ponta Delgada em São Miguel, dispondo ainda de duas ligações semanais com Lisboa. Por via marítima a ilha do Pico tem ligações marítimas diárias, operadas pela Transmaçor, com a cidade da Horta, no Faial e com a vila das Velas, na ilha de São Jorge. Durante os meses de Verão, a ilha usufrui de ligações marítimas regulares com as restantes ilhas do arquipélago operadas pela Açorline.

Geologicamente, dizem os compêndios que a ilha emergiu de uma fratura tectónica de orientação ONO-ESSE, precisamente a mesma que deu origem à ilha do Faial, denominada Fratura Faial-Pico, sendo formada por três regiões distintas: Complexo Vulcânico do Topo, Complexo Vulcânico de São Roque e Complexo Vulcânico da Montanha do Pico

Historicamente a ilha do Pico integrava o conjunto de três ilhas designadas por Ilha da Ventura e dos Pombos. Na Carta Catalã de 1375, a ilha aparece individualizada simplesmente como Ilha dos Pombos. Em 1460, a sua designação henriquina era Ilha de São Dinis. Em 28 de Dezembro de 1482, o flamengo Josh van Hurter, Capitão-do-donatário da Ilha do Faial, obtêm da Infanta D. Beatriz a Capitania da Ilha do Pico, em virtude de Álvaro de Ornelas não ter tomado posse da ilha. No ano seguinte, em 1483, ao longo da sua costa sul tem início do povoamento da ilha. Lajes do Pico, pequeno porto e recifes e lajedos dispersos fundado numa fajã lávica, foi elevada a vila em 1501. São Roque do Pico, na costa norte da ilha, foi elevada a vila em 10 de Novembro de 1542. Madalena, fonteira à Ilha do Faial, foi elevada a vila a 8 de Março de 1723.

Em termos de património histórico, arquitetónico e natural, na Madalena, há a destacar a Igreja Santa Maria da Madalena, o mais importante templo da ilha; o Museu do Vinho, instalado no antigo Convento das Carmelitas; a Gruta das Torres, na Criação Velha; Museu Etnográfico da Criação Velha; a Furnas de Frei Matias; Mistério da Santa Luzia. Em São Roque do Pico destacam-se as Furnas de Santo António; Mistério da Prainha e Museu da Indústria Baleeira. Por sua vez nas Lajes do Pico, a vila mais antiga e onde se crê que se terá iniciado o povoamento, o Museu dos Baleeiros; Museu dos Cachalotes e Lulas, em São João; Museu Marítimo de Construção Naval, em Santo Amaro, Escola de Artesanato de Santo Amaro, Mistério de São João; Mistério da Silveira.

A Reserva Natural da Montanha do Pico foi criada a 12 de Maio de 1982, pelo Decreto Regional 15/82/A. Corresponde a um estrato vulcão com uma altitude máxima de 2351 metros, sendo a montanha mais alta de Portugal. Além da sua riqueza geológica e biológica, a Montanha do Pico apresenta um elevado valor paisagístico. Por sua vez a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, foi criada em 1996. Em Julho de 2004, a UNESCO considerou-a como Património Mundial da Humanidade. A área engloba os lajidos das freguesias da Criação Velha e de Santa Luzia. O famoso vinho do Pico é cultivado em pequenas quadrículas de terreno onde crescem as vinhas, separados por muros de basalto negro feitos de pedra solta, chamados localmente de "currais". Destaque para os "maroiços", diversos amontoados de pedra basáltica em forma de pirâmide, ajuntados a quando da limpeza das terras. Localizado na freguesia da Criação Velha, a Gruta das Torres foi classificada Monumento Natural Regional. É o maior túnel lávico conhecido nos Açores, com cerca de 5.150 metros de comprimento e altura máxima de 15 metros. É constituída por um túnel principal de grandes dimensões e por vários túneis secundários laterais e superiores. O seu interior é rico em formações geológicas muito variadas. Presentemente, pretende-se constituir um Parque Nacional na Ilha do Pico, englobando a Montanha do Pico, o Planalto Central com as suas lagoas e a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

A nível de tradições e festasse a Festa e Procissão do Senhor Bom Jesus, em São Mateus, a Semana dos Baleeiros e a festa de N. Senhora de Lurdes, nas Lajes, o Cais Agosto no Cais do Pico - São Roque, a Festa de São Roque, Festas de Santa Maria Madalena, Semana das Vindimas e as Festas do Divino Espírito Santo, em todas as freguesias e na maioria das localidade da ilha.

Os picoenses dedicam-se à agricultura, pecuária, pesca e a vinicultura. As principais fontes de rendimento agrícola são os produtos hortícolas, a fruta e os cereais. A pecuária está muito desenvolvida, em especial, no município de São Roque do Pico. A pesca é outra atividade económica muito importante. As indústrias da ilha estão, na sua quase totalidade ligadas ao ramo alimentar, laticínios, conserveira, destilarias e moagens. Ultimamente tem havido um significativo crescimento do turismo, nomeadamente do turismo rural, passeios em trilhos pedestres, observação de baleias e pesca submarina. Mas o destaque vai para a vinicultura que, outrora, foi uma das grandes riquezas da ilha que produzia o afamado Verdelho do Pico, era escoado para cidade da Horta para ser exportado para a Inglaterra, a América do Norte e Rússia. No artesanato, destaca-se a escultura em basalto e em osso de baleia, bem como rendas e bordados.

 

NB - Dados retirados da Enciclopédia Açores

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