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LENDA DAS VARAS

Domingo, 17.07.16

Conta-se que há muitos séculos, a população de uma das ilhas açorianas tinha caído num grande desleixo para com o seu semelhante: havia desavenças por todo e qualquer motivo e todo o tipo de abusos. Nas igrejas os padres pregavam pedindo penitência e humildade e anunciavam castigos de Deus. Mas o povo não se emendava, continuava com os seus abusos e desavenças, maltratando-se uns aos outros.

Certo dia começaram a sentir-se grandes tremores de terra. Toda a ilha era abalada com muita violência. No cimo de um dos montes mais altos da ilha começou a sair fumo seguido de fogo e de uma grande erupção. Cinzas vulcânicas e lavas desceram do monte, aterrorizando as populações que nas partes baixas da ilha viam as lavas incandescentes a vir na direção das suas casas, destruindo-as e matando os seus animais. O castigo para os pecados tinha chegado, gritavam os padres nos altares e as pessoas de boa alma nas ruas. Do alto do monte foram atiradas pedras incandescentes até grandes alturas e a lava correu vulcão abaixo numa ribeira lenta, muito quente e caudalosa, em direção ao mar. Os abalos eram cada vez mais fortes.

Nos povoados as pessoas choravam, juntavam-se nas igrejas e rezavam, impotentes, perante a violência da natureza. Outras desorientadas, corriam de um lado para o outro numa tentativa vã de encontrar abrigo. Foi então que um fradinho teve a ideia de todos, cheios de fé saírem numa procissão fazendo preces a Deus para que parasse a erupção. Com eles levavam coroa do Espírito Santo de um dos Impérios da ilha e iam dentro de um quadro formado com as varas do Espírito Santo.

Seguiram pelas ruas cujas casas se encontravam no caminho do rio de lava. Aproximaram-se o mais possível da lava que corria lenta e pastosa, e nesse local atiraram as varas do Espírito Santo para o chão, de forma a que formassem um traçado, um caminho que queriam que a lava tomasse, que a levasse ao mar.

Fizeram-no com tanta fé que pouco depois o rio de lava começou a mudar o seu curso, encaminhando-se para o mar, seguindo assim o caminho traçado pelas varas do Espírito Santo. A população ainda chorosa e atónita, estarrecida de medo e admiração, começou a agradecer ao Divino Espírito Santo. Fizeram-Lhe muitas promessas por os ter protegido da lava.

Essa a razão por que ainda hoje se conservam as varas juntamente com outros símbolos do Espírito Santo.

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