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O CONCELHO DAS LAJES DAS FLORES

Quinta-feira, 25.08.16

Cuidam alguns historiadores que a ilha das Flores terá sido descoberta, juntamente com a do Corvo, em 1452 por Diogo de Teive e seu filho João do Teive. Diogo de Teive foi também tendo o seu primeiro Donatário. Mas os Teive abandonaram a ilha pouco tempo depois e, aparentemente, os direitos sobre as Flores e sobre Corvo foram pertencendo a vários donatários, muitos dos quais nunca terão vivido da ilha. Finalmente, por volta de 1500, D. Maria de Vilhena, na altura administradora da capitania daquela ilha, em nome do seu filho Rui Telles, por este ser menor, com o intuito de promover o seu povoamento, convidou o flamengo Willem van der Hagen, também conhecido por Guilherme da Silveira a se deslocar para as Flores, a fim de iniciar um novo e definitivo povoamento

Muito provavelmente terão feito parte da comitiva alguns dos mais importantes e mais conhecidos povoadores florentinos, nomeadamente, Lopo Vaz, Antão Vaz, Diogo Pimentel e Gomes Dias de Rodovalho. Por volta de 1508-1510 terá ocorrido o povoamento definitivo da ilha sob a direção destes e de outros povoadores, com os quais nasceu a vila das Lajes, a primeira a ser criada na maior ilha do grupo ocidental açoriano:

"A descendência generosa dos primeiros povoadores desta ilha granjeou futura estima do Governo, que logo confiou neste lugar a instituição da primeira Vila, denominada Lajes. "

No entanto, o reconhecimento oficial da criação da Vila das Lajes ocorreu no ano de 1515, embora a data exata não seja consensual.

"A história desta ilha não oferece cenas sanguinolentas como a de outras partes do Mundo Novo, porque nele não se encontravam habitantes quando se a descobriu", contudo, dada a localização geográfica da ilha, a mesma não ficou imune às incursões corsárias, primeiramente de origem mourisca e anos mais tarde de origem inglesa e americana. Os primeiros denotavam alguma inaptidão para a atividade corsária, pelo que os prejuízos causados nunca atingiram grande monta, porém, os últimos demonstraram ter uma propensão inequívoca para a prática da pirataria, tendo os seus ataques causado estragos mais significativos. As populações locais construíram fortificações estratégicas e foram instaladas peças de artilharia que ajudaram a desencorajar tentativas de saque. Lamentavelmente hoje, os vestígios dessas defesas são quase inexistentes.

Assim sendo, temos que as Lajes das Flores é um concelho sito na metade sudoeste da ilha das Flores, no Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores, com uma área de 69,59 km². É limitado a nordeste pelo município de Santa Cruz das Flores, rodeado por todos os demais lados pelo oceano Atlântico. A sede é a vila de Lajes das Flores, na costa sul da ilha e onde se situa o porto comercial que a serve. Está dividido em sete freguesias: Fajã Grande, Fajãzinha, Fazenda, Lajedo, Lajes das Flores, Lomba e Mosteiro.

A população do concelho de Lajes das Flores, decresceu sensivelmente ao longo do século XX, sofrendo grande influência da forte emigração que se fez sentir em todo o concelho, sobretudo durante as décadas de cinquenta e sessenta desse século. No início do mesmo, ou seja, em 1900 a população do concelho era de 4498 habitantes, mas nos trinta anos seguintes desceu para 3508. Em 1960 existiam no concelho das Lajes das Flores apenas 3376 habitantes e em 1981 esse número desceu para 1891. O decréscimo acentuado continuou até ao final do século XX, sendo a população do segundo concelho da ilha, no censos de 1991 de 1702 habitantes, no de 2001 de 1502 e no de 2004 de 1491 habitantes. No último censos, ou seja 2011, registou-se um ligeiro aumento sendo a população do concelho das Lajes das Flores de 1503 habitantes, dos quais 780 do sexo masculino e 723 do feminino. Segundo o mesmo censos existiam no concelho, em 2011 apenas 620 famílias.

O concelho possui um vasto património natural, com lugares de rara beleza com destaque para a Boca da Vereda, as lagoas Branca, Comprida, Funda, da Lomba, Funda das Lajes, Rasa, Seca, Pico da Marcela, Monte das Cruzes, Morro Alto, Pedrinha, Pico da Casinda, Pico da Sé, Pico do Touro, Pico dos Sete Pés, Rochas da Fajã Grande e Fajãzinha repletas de cascatas, Tapada Comprida, Tapada Nova e ainda a famosa Rocha dos Bordões. Destaque ainda para vários miradouros, com destaque para o Craveiro Lopes, e alguns lagos inesquecíveis como o Poço da Alagoinha. Possui excelentes zonas balneares.com destaque para as da Fajã Grande, e uma costa muito fértil em pescado. O concelho vive essencialmente da agricultura e da criação de gado.

No que ao património edificado diz respeito, destaque para a Bateria do Cais de Lajes das Flores, o Forte de Nossa Senhora do Rosário de Lajes das Flores, o Forte de Santo António de Lajes das Flores, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário na sede da vila e a igreja Matriz da Fajãzinha.

 

Dados e citações retiradas do Site da Câmara Municipal das Lajes das Flores.

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