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O LUGAR DO BARRO

Quinta-feira, 22.09.16

O lugar do Barro era um amplo espaço de terras de cultivo, que produziam milho, batata-doce, couves e feijão mas também havia por ali algumas relvas. O Barro localizava-se para além da Ribeira das Casas, quase na fronteira com a Ponta, nas proximidades das Covas e, consequentemente da rocha. Era uma área bastante extensa e muito fértil, até porque localizada entre duas ribeiras, a do Cão e a das Casas e constituída, quase na sua totalidade, por uma planície de terra barrenta. Era pois um lugar de grande riqueza económica para quem ali possuía propriedades.

Hoje, estranhamente, foi construída, bem no centro daquele lugar uma casa de veraneio. Na década de cinquenta, porém ainda proliferavam ali belos cerrados e terras de cultivo misturadas com outros minúsculos terrenos com as mesmas características agrícolas e, na parte norte, algumas belíssimas relvas e de excelentes pastagens para as vacas leiteiras. Na parte mais baixa e próxima do mar o terreno agrícola era substituído por enormes pedras de forma redonda e oval que constituíam uma grande parte do rolo que quase ligava o ilhéu do Constantino, na Fajã ao ilhéu do Cão, na Ponta.

Andar por ali, naqueles tempos recuados, entre o mar e a rocha caminhando sobre a fresca alfombra ou sobre as pedras do rolo, respirando ar puro, orvalhando-se com os suaves respingos de salmoura vinda do oceano trazia uma profunda sensação de paz, de calma e de tranquilidade, apenas quebradas pelo leve sussurrar das águas das ribeiras a baldarem-se em cascatas pela rocha. Lá, outrora, reinava o silêncio e a harmonia entre o homem e a natureza, apenas quebrada, uma vez ou outra, pelo barulho da ganapada da Ponta e da Fajã que ali se encontravam a fim de se defrontarem em violentas batalhas de pedradas.

Hoje, observando aquele lugar através do Google earth, parece impor-se um enorme e estranho contraste criado pelo edifício, ali construído e que inclui um amplo jardim com piscina e anexos. Ao contemplar este panorama tem-se o exemplo mais característico de quanto se tem estropiado a natureza na sua pureza original e desfeito um património natural.

Acresce dizer-se que o lugar do Barro tinha a norte o Vale do Linho, a leste as Covas, a sul o Rego do Burro e a oeste o Oceano Atlântico. O seu nome, muito provavelmente, terá origem no aspeto barrento que possuíam os terrenos ali existentes e de onde, muito possivelvelmente, em tempos idos se terá extraído o barro.

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