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O SENHOR PADRE DA FAJÃZINHA

Quinta-feira, 16.02.17

Uma das mais emblemáticas personagens que nas décadas de quarenta e cinquenta do século passado, visitava a Fajã Grande era o padre António Joaquim de Freitas, na altura pároco na vizinha freguesia da Fajãzinha.

Por ocasião das festas, por mais pequenas que fossem, na época das confissões quaresmais, na ausência do pároco da Fajã Grande e em muitas outras ocasiões, o Senhor Padre da Fajãzinha, como era carinhosamente tratado, visitava a Fajã Grande. Por outro lado muitas pessoas da freguesia, em caso de maleitas, molestas ou até doenças, deslocavam-se à Fajãzinha, a casa do prebendado, a fim de que este lhes valesse, prestando-lhes assistência, recomendando medicamentosa ou aconselhando um ou outro tratamento, sempre adequados e eficientes. Nas suas vindas à Fajã também era muito procurado para assistir, doenças, achaques, pernas ou braços desmanchados e outras maleitas. A todos atendia com cuidado, dedicação e bondade. Acompanhava-o permanentemente um doce e simpático sorriso. De alta estatura, envergando sempre a sua sotaina negra, muitas vezes acompanhada por um solidéu da mesma cor, deslocava-se sempre amparado por um guarda-chuva, a protegê-lo do sol no verão e a abrigá-lo da chuva no inverno. Deslocava-se à Fajã a pé, não utilizando o cavalo ou mulo, como era hábito de muitos padres na altura, uma vez que as estradas que ligavam as freguesias das Flores eram inexistentes. Era um exímio pregador e um observador rigoroso das normas da Igreja Católica, do Direito Canónico e da Liturgia.

António Joaquim Inácio de Freitas na Fajãzinha a 7 de abril de 1911, sendo filho de José Joaquim Inácio e de Maria de Freitas Corvelo. Depois de completar o ensino primário na sua freguesia natal, ingressou no Seminário de Angra, terminando o curso de Teologia em 1936. A 21 de Junho desse ano foi ordenado sacerdote pelo bispo diocesano Dom Guilherme Augusto da Cunha Guimarães e celebrou missa nova na igreja Matriz da Fajãzinha no dia 26 de Julho do mesmo ano. Em 31 de Outubro de 1936 foi nomeado vigário ecónomo dos Cedros das Flores, onde permaneceu até 1940, sendo, nesse ano nomeado cura de Santa Cruz e pároco da Caveira. Em Setembro de 1942 foi colocado na Fajãzinha, onde exerceu o sacerdócio até 9 de Maio de 1991, data em que faleceu. De março de 1956 a Junho de 1974 paroquiou, acumulativamente, na freguesia do Mosteiro, exercendo durante alguns anos o cargo de Ouvidor Eclesiástico da, atualmente extinta, ouvidoria das Lajes das Flores.

O padre António, como também era conhecido por toda a ilha, notabilizou-se ainda por uma notável recolha e guarda de documentos históricos, deixando um notável espólio documental, que muito tem contribuído para o estudo da história da ilha das Flores, nomeadamente, na sua vertente religiosa.

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