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PLANTADA NA ENCOSTA DA MONTANHA

Sábado, 05.03.16

A freguesia de São Caetano é, sobretudo e muito especialmente para quantos nela habitam ou nela nasceram, a mais extraordinária freguesia da ilha do Pico, senão mesmo uma das mais interessantes dos Açores. São Caetano está plantada numa encosta dos andurriais da gigantesca montanha do Pico, a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, no Atlântico Norte. Curiosamente São Caetano é a freguesia e a localidade mais próxima da montanha pelo que beneficia de uma espécie de microclima com características muito especiais e muito diferentes do resto da ilha. Na verdade, o clima nesta parte da mais alta ilha açoriana apresenta-se temperado marítimo, com as temperaturas médias a oscilarem entre os 14 °C e os 22 °C. A precipitação, dada a proximidade desta localidade com a Montanha do Pico sofre, obviamente, a influência desta no clima. Assim, por vezes, enquanto chove em toda a ilha, em São Caetano há um sol radiante, sendo o contrário também frequente.

A encosta da Montanha projetada sobre esta localidade apresenta grandes e profundas ravinas, fortemente relacionadas com o declive acentuado da mesma e com a rápida descida das águas pluviais, pelo que, atualmente é impossível de escalar.

Assim, a freguesia de São Caetano, devido à proximidade da Montanha, com quem está intimamente interligada, possui no seu solo várias elevações a ter em conta, nomeadamente o Cabeço da Prainha, o Queiró, O Valagão e a Lomba de São Mateus. Tendo em atenção estas e muitas outras elevações existentes, a freguesia apresenta vários cursos de água, nomeadamente a Ribeira da Calheta, a Ribeira da Prainha, a Ribeira Grande e a Ribeira Nova.

A nível de percursos pedestres, destacam-se em São Caetano os antigos trilhos, que na prática eram acessos quase diretos entre a baía e o seu porto, com o interior, nos tempos idos, altura em que não havia estradas. Estes trilhos situados entre o mar e a montanha, levam os caminhantes por paisagens idílicas perdidas entre as montanhas onde o estonteante verde das florestas da Laurissilva típicas da Macaronésia é uma constante.

Estas antigas veredas, algumas centenárias, são em si mesmas um património insofismável que levam o caminhante por entre uma vasta riqueza paisagística. De entre estes trilhos destacam-se o Trilho da Canada de São Caetano que tem início junto à Prainha do Galeão numa escadaria, o Trilho da Canada da Ribeira da Prainha, que fazia a ligação entre a Prainha do Galeão e a parte superior da freguesia de São Caetano e que era usado por pescadores e baleeiros, o Trilho do Largo das Fontes, que fazia a ligação da localidade com as pastagens de São Caetano e famoso pelas várias fontes que se encontram pelo caminho.

Localizada praticamente no sopé da Montanha do Pico, uma vez que a montanha nesta parte da ilha faz um cota de declive extremamente acentuado, São Caetano é, na verdade, a freguesia da ilha mais próxima da referida montanha.

Os primeiros povoadores das novas terras eram geralmente quem atribuía os nomes às terras que passavam a povoar, sendo que esta toponímia variava muito consoante os fatores existentes. Neste caso o nome desta freguesia esteve relacionado com a devoção da população com o santo católico São Caetano, sacerdote de Vicenza, na Itália. Este santo foi eleito como orago do novo povoado e foi Francisco Pires Flores quem mandou construir uma ermida em sua honra.

Igualmente foram os povoadores que atribuíram o nome à localidade da Prainha do Galeão, nome que recua ao Século XVI e que assinala a memória do barco, possivelmente um galeão, que, neste século, Garcia Gonçalves Madruga, então Capitão-mor, mandou construir a expensas suas, como forma de forma a pagar uma dívida que tinha para com o rei D. João III de Portugal. No ano de 1878 deu-se início à construção da atual igreja de São Caetano, obra que teve algumas dificuldades, entre elas a falta de madeiras adequadas ao que se pretendia. Outro facto que causou substancial atraso na obra foi a ocorrência de uma tempestade que levou à destruição de muito do trabalho então em curso. Por destino, ou não, reza a história que nessa altura aconteceu o naufrágio na Prainha do Galeão de uma embarcação proveniente Vicenza carregado de trigo cujas madeiras do casco forneceram as que faltavam para a finalização da obra.

Durante muitos séculos as atividades ligadas ao cultivo da terra foram as principais fontes de riqueza do povo desta localidade, e apesar de a agropecuária e a pesca estarem ainda entre as principais fontes de riqueza da freguesia, tem surgido outras atividades como a a pesca, carpintaria, a panificação, o comércio e o turismo, que tem diversificado o modo de viver das populações.

Aqui se localiza a Prainha do Galeão e o Porto da Prainha do Galeão também denominado na gíria como Porto de São Caetano e que representa um carácter regular ao longo do ano, embora seja mais acentuada no inverno.

Hoje com algumas casas adaptadas ao turismo rural São Caetano é um excelente lugar para passar férias.

 

NB – Alguns dados referidos neste texto foram retirados da Net.

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