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SEMPRE PICO

Terça-feira, 17.05.16

Embora seja lugar-comum é imperioso recordar e repetir que o Pico é a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores. Vizinha do Faial e muito próxima de São Jorge, o Pico tem uma superfície de 447 km², tendo o perímetro da sua orla costeira 151,84 km e, curiosamente é ladeada por 31 ilhéus, embora alguns deles sejam minúsculos outros gigantescos como o Deitado e o Em Pé, em frente a vila da Madalena. Mede 42 km de comprimento por 20 km de largura e a sua população é de cerca de 14,500 habitantes distribuídos por três concelhos e 7 freguesias.

Faz jus ao nome devido à sua majestosa montanha vulcânica, que culmina num pico pronunciado, o Pico Pequeno ou Piquinho. Trata-se da mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Atlântico, atingindo 2 351 metros acima do nível do mar.

Administrativamente, a ilha é constituída por três concelhos: Lajes do Pico e Madalena, ambos com seis freguesias, e São Roque do Pico, com cinco freguesias. Pertencem ao concelho da Madalena as freguesias de Madalena, Bandeiras, Criação Velha, Candelária, São Mateus e São Caetano. Por sua vez o concelho das Lajes, a povoação e a vila mais antiga da ilha, é constituído pelas freguesias de Lajes, São João, Ribeiras, Calheta, Piedade e Ribeirinha, Finalmente as freguesias de São Roque, Santa Luzia, Santo António, Prainha do Norte e Santo Amaro constituem o concelho de São Roque. Religiosamente o Pico que forma uma única Ouvidoria possui dezanove paróquias, uma vez que o lugar da Silveira, pertencente às Lajes é paróquia, sendo a freguesia das Ribeiras constituída por duas paróquias: Santa Bárbara e Santa Cruz das Ribeiras.

Atualmente o Pico dispõe, entre as freguesias de Santa Luzia e Bandeiras, de um moderno aeroporto regional com ligações aéreas diretas com Lisboa, Terceira e Ponta Delgada. Possui um porto Comercial em São Roque e um de passageiros na Madalena, tendo ligações marítimas diárias com a cidade da Horta e as vilas das Velas. Durante os meses de verão.

Há quem considere o Pico a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ele lhe pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atração. É mais do que uma ilha, segundo Raul Brandão é uma estátua erguida até ao céu e amolgada pelo fogo - é outro Adamastor como o do cabo das Tormentas.

Em termos de património cultural destacam-se, na Madalena, o Museu do Vinho, instalado em um antigo Convento das Carmelitas, o Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico, e o Museu Regional dos Baleeiros, nas Lajes do Pico. Destacam-se ainda o Forte de Santa Catarina, nas Lajes, assim como as igrejas, os conventos e os moinhos espalhados pela ilha. São tradicionais na ilha a festa e procissão do Senhor Bom Jesus, em São Mateus, as comemorações da Semana dos Baleeiros e a festa Nossa Senhora de Lurdes, nas Lajes, o Cais Agosto e a festa de São Roque, as festas de Santa Maria Madalena, a Semana das Vindimas, e as Festas do Espírito Santo.

A população dedica-se principalmente à agricultura, à pesca e à pecuária, esta última muito desenvolvida, em especial no concelho de São Roque do Pico. A vinha, outrora uma das grandes riquezas da ilha, sendo o vinho do Pico exportado para a Inglaterra e para a América do Norte, e que chegou a ser servido à mesa do próprio czar do Império Russo, foi gradualmente afetada pela praga do oídio na segunda metade do século XIX, perdendo importância. No entanto, a cultura da vinha ainda domina a parte ocidental da ilha, sendo a vinha Verdelho do Pico cultivada em pequenas quadrículas de terreno separados por muros de pedra solta de basalto, chamados localmente de currais. A sua extensão é tal que dariam cerca de duas voltas ao equador terrestre e a sua importância é tão grande que contribuíram para a classificação vinha do Pico como património da humanidade.

As indústrias da ilha estão, na sua quase totalidade, ligadas ao ramo alimentar: lacticínios, pesca, com a maior fábrica de conservas de atum do arquipélago dos açores, destilarias e moagens. No artesanato destaca-se a escultura em basalto e em osso de baleia, bem como rendas e bordados.

Notável e muito rica e variada é a gastronomia da ilha, nomeadamente no que toca aos produtos do mar. Os crustáceos como a lagosta, o cavaco e o caranguejo, os moluscos, como as lapas e as cracas, as lulas e os polvos servem de base a pratos variados e ricos. Entre os peixes destacam-se espécies como a abrótea, o chicharro, a moreia, a salema, o cherne, a garoupa, o espadarte e a veja que depois de escalada e seca se é designada como o bacalhau açoriano. Entre os vários pratos destaca-se o tradicional caldo de peixe. Por sua vez as carnes de bovino e suíno encontram-se presentes em pratos da culinária regional como molha de carne à moda do Pico, torresmos, linguiças e morcelas. Com a carne de vaca são feitas as celebérrimas sopas do Espírito Santo. Em termos de laticínios destacam-se os queijos de São João e do Arrife, ambos produzidos a partir do leite de vaca. São consumidos com vinho verdelho, vinho de cheiro ou outros produzidos localmente e pão de massa sovada. Em termos de doces destacam-se os pratos de arroz doce, massa sovada e rosquilhas. Em termos de digestivos destacam-se o bagaço do Pico, a aguardente de figo ou um dos vários licores a partir de amora, nêspera ou de uma angelica.

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