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SENTIR O PICO

Domingo, 19.06.16

Decorreu, de 10 a 12 de junho do corrente, o II Festival Sentir o Pico, no lugar do Lajido, na freguesia de Santa Luzia, tendo como principal objetivo a divulgação dos produtos locais, entre eles o vinho cuja uva é produzida nos extensos campos de lava que marcam a paisagem da ilha montanha e que a população local denomina de lajidos ou terras de biscoito consoante são planos ou escarpados. Muita da vinha também é cultivada nos célebres currais. Ao lado os maroiços entrincheirados nos terrenos agrícolas, os muros de caminhos, as veredas e até as divisórias dos terrenos, todos feitos de lava ainda bem viva e que dão à ilha uma tonalidade cinzenta entremeada com o verde da vegetação. Plantada neste cenário a majestosa montanha, rasgando o azul do céu, umas vezss límpida e clara outras envolvidas por eloquentes mantos de nuvens, por vezes, encantadores, mágicos e deslumbrantes. Ao lado da montanha  caminhando para leste o resto da ilha como que a espreguiçar-se numa longa cordilheira vulcânica, de exuberantes manchas de vegetação endémica e verdejantes pastagens, encharcadas de pequenos montes sob a forma de vulcões fosseis e de pequenos vales muitos deles transformados em belas lagoas. Plantas endémicas e aves residentes e exóticas migradoras povoam todo este paraíso e dão-lhe vida.

Vista de longe a montanha é uma sombra, um segredo, um enigma mas contemplada de peto manifesta-se imponente, majestoso, magnífico, atraente, acolhedora e bela. O cone vulcânico que a ilha alberga é o terceiro maior vulcão do Atlântico e impõe-se na paisagem da ilha, exercendo uma atração irresistível sobretudo para quem, viajando de avião, o avista lá do alto na sua negritude emblemática. Na cratera principal aloja-se um cone de lava designado de Piquinho, no topo do qual fumarolas permanentes encarregam-se de lembrar a sua natureza vulcânica. A cerca de 1250 metros de altitude, onde está a Casa da Montanha e onde se inicia escalada pedestre, o olhar já abarca grande parte da ilha, bem como as vizinhas Faial e São Jorge. A subida até ao topo é servida de elevadas doses de cansaço, e de satisfação: pelo feito extraordinário e por panorâmicas fantásticas e únicas. Em dia límpido, tem-se como prémio adicional o vislumbre das ilhas Graciosa e Terceira.

A parte oriental da ilha também tem a sua beleza porquanto alberga turfeiras, charcos ou lagoas, como as do Grotões, Rosada, Paul, Landroal, Caiado, Peixinho e Negra. Esta área constitui um dos locais mais importantes dos Açores em termos de vegetação endémica, com espécies como cedro-do-mato, queiró, sanguinho ou trovisco em extensas e densas manchas.

Mas, são os campos de lava basáltica a imagem de marca da ilha, repositório de inúmeros e diversificados vestígios da atividade vulcânica que a fez nascer. Nalguns casos estes campos de lava estão associados a erupções testemunhadas pelas populações, que, temerosas, designaram de mistérios tais terrenos rochosos e incultos nascidos do fogo dos vulcões, hoje cobertos de faias, incensos e cana roca. O cinzento do basalto, o azul cristalino do mar e o branco leitoso da espuma da rebentação marcam a trilogia colorida do litoral da ilha do Pico. Sem praias, mas com encantadoras baías e enseadas, a ilha oferece várias zonas balneares, frequentemente aproveitando o recorte da costa para proporcionar um cenário natural único. Em contrapartida, altas arribas marcam certos troços da orla costeira do Pico, como Miradouro da Terra Alta, p Alto dos Cedros ou até o Promontório dos Coxos. Noutras zonas podem observar-se grutas litorais e bancadas de rocha negra e dura, a que se seguem os terrenos de vinha com as suas típicas adegas que para além de armazéns de fabrico e guarda do vinho são locais de romarias permanentes e contínuas nas tardes de domingos e feriados, ou de visitas diárias, à noitinha, em dias de semana e de trabalho, umas e outras, prolongadas, estendidas e ramificadas, vezes sem conta, pela noite dentro, por vezes, até pela madrugada.

Se a tudo isto juntarmos a riqueza culinária e a simpatia das suas gentes vale a pena ir ao Pico e, sobretudo, Sentir o Pico.

NB - Alguns dos dados deste texto foram retirados da net.

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