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TEXTO NARRATIVO

Quarta-feira, 12.07.17

Texto narrativo é um texto que narra ou conta uma estória. Os seus elementos fundamentais são, para além do autor, o narrador, as personagens e as ações.

O autor é a pessoa real que inventa, imagina e escreve a estória. Por sua vez o narrador é uma pessoa imaginária, criada pelo autor, que tem como função apenas narrar ou contar a estória. O que distingue estes dois elementos, para além das funções que desempenham na construção do texto, é o facto de o primeiro ser real, existir de facto, enquanto o segundo é, simplesmente, imaginário, isto é, não é pessoa real, existe apenas dentro da estória. O mesmo acontece com as personagens, seres criados pelo autor, que apenas existem dentro da estória. Por vezes o narrador desempenha, simultaneamente, as funções de narrador e de personagem. Neste caso chama-se narrador presente e as suas marcas são facilmente detetáveis no texto.

As ações são factos, atitudes, gestos e sentimentos praticados pelas personagens dentro da estória pelo que também são imaginários, embora autor, geralmente, se baseie em factos reais que molda, altera e enriquece com a sua imaginação. Muitas ações, porém, são meramente inventadas pelo autor. Importante é situar as ações no espaço e no tempo pelo que o autor também pode basear-se no real, embora muitas vezes recorra apenas à sua imaginação.

Na construção do texto narrativo, no entanto, o autor pode ainda ter que recorrer a descrições quer das personagens, quer dos espaços, quer das ações. São os momentos de pausa em que a estória para e que são facilmente detetáveis ao longo do texto porquanto geralmente são utilizados exclusivamente os verbos estáticos: ser, estar, permanecer e ficar. Estas descrições também podem ser fruto só da imaginação do autor, embora muitas vezes também recorra ao real. Recorrer ao real para ajudar a imaginação, para muitos autores, torna, na verdade, a escrita mais fácil e mais apelativa.

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publicado por picodavigia2 às 09:06

AS SETE ESPADAS DE DORES DE MARIA SANTÍSSIMA

Sábado, 15.04.17

Segundo uma crença popular religiosa, em revelações a Santa Brígida, a Virgem Maria, mãe de Jesus prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Ave-Marias em honra das suas Dores e Lágrimas. Por sua vez o poeta brasileiro Joaquim Batista de Sena, nascido no dia 21 de maio de 1912, em Fazenda Velha, do termo de Bananeiras, escreveu o poema em epígrafe claramente inspirado no romance de Pérez Escrich, notadamente na passagem que o poeta e escritor espanhol relata o encontro da Sagrada Família com Dimas, o bom ladrão, nos desertos das Judeia. Na Fajã Grande as pessoas mais antigas também haviam tido como herança esta crença, rezando nestes dias de semana santa orações adequadas. Aqui o reproduzo o poema de Joaquim Batista de Sena:

 

Inspirai-me ó Virgem Pia
Mãe de Deus, mãe amorosa
Para em poema versar
A coroa dolorosa
E ver se colho uma lágrima
Da pessoa impiedosa.

Quem subir o pensamento
Vai do Gólgota observando
Jesus pregado na cruz
A sua vida ultimando
Maria ao pé do lenho
Seus tormentos contemplando.

Os tormentos de Jesus
São os mesmos de Maria
Quando furavam seu filho
O seu coração feria
Ele sofria no corpo
Ela na alma sofria.

E não foi só no Calvário
Aquelas lágrimas sentidas
Mas toda a sua existência
Foi de dores comovidas
Era uma sobre a outra
Como ondas embravecidas.

A primeira dor foi quando
Jesus Cristo foi à pia
Que o velho Simeão
Tomou ele de Maria
E com a profetisa Ana
Declarou-lhe a profecia:

- Senhora, esse vosso filho,
Disse o velho Simeão
Será para vós motivo
De lágrimas, dor e paixão
E por ele, sete espadas
Transpassam o teu coração.
(...)

A segunda dor foi quando
Veio um anjo lhe avisar
Que fugisse para o Egito
E deixasse o seu lugar
Que Herodes o perseguia
Para o menino matar.

(...)

 

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publicado por picodavigia2 às 00:05

DO PAVILHÃO DE PENAFIEL À ONU

Sábado, 08.10.16

Era ano de Eleições Legislativas e estávamos em plena campanha eleitoral. O Engenheiro António Guterres era, incondicionalmente, o principal candidato Primeiro-Ministro de Portugal.

Nesse ano a Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, numa decisão inédita, havia atribuído a organização dos Campeonatos Nacionais de Jovens à Associação Recreativa Novelense, com a colaboração da Câmara Municipal de Penafiel. Toda a organização e direção da prova eram única e exclusivamente da minha responsabilidade.

A prova realizava-se no Pavilhão Municipal de Penafiel. Mas o elevado número de atletas participantes – cerca de 450 jovens – obrigou à colocação de algumas mesas de jogo no pavilhão desportivo daa Escola Preparatória de Penafiel, situada a uns bons metros do pavilhão, o que implicava, da minha parte, frequentes deslocações a um e outro dos pavilhões.

Na véspera da prova, o Engenheiro Agostinho Gonçalves, na altura Presidente da Câmara de Penafiel, telefonou-me, dizendo-me que no dia seguinte o Engenheiro António Guterres vinha a Penafiel, em campanha eleitoral e que gostaria de o levar ao pavilhão. Anuí e regozijei-me até porque sabia que era a única forma da televisão dar algumas imagens da prova.

Assim aconteceu. Porém na altura em que o Engenheiro António Guterres acompanhado da sua comitiva chegou ao pavilhão eu havia-me ausentado para o outro local onde decorria a prova. O Pavilhão Municipal, no entanto, estava repleto de atletas e público, numa excelente e dinâmica organização o que causou alguma admiração por parte do futuro Primeiro-Ministro, que mostrou interesse em cumprimentar o responsável pela organização da prova.

Disseram-lhe que eu não estava, que me deslocara a outro local onde parte da prova decorria mas que decerto não me demoraria. Num gesto de grande humildade e respeito pelo trabalho dos outros, o Engenheiro António Guterres fez questão de esperar por mim. Na verdade e, para espanto meu, quando cheguei ao pavilhão deparei-me com o Engenheiro António Guterres à minha espera. Abraçou-me e felicitou-me por aquela excelente organização e sobretudo por ser uma competição desportiva que envolvia e movimentava dezenas e dezenas de jovens de todo o país.

Senti-me lisonjeado, agradeci-lhe e, conduzindo-o ao gabinete que me fora disponibilizado durante a prova, ofereci-lhe um símbolo do campeonato – uma miniatura em estanho do Sameiro de Penafiel, com dados referentes àqueles campeonatos.

A Associação Recreativa Novelense sagrou-se Campeão Nacional de Ténis de Mesa e, alguns dias depois, o Engenheiro António Guterres foi nomeado Primeiro- Ministro de Portugal. Hoje foi eleito Secretário-Geral das Nações Unidas.

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publicado por picodavigia2 às 00:05

FISGAS DE ERMELO

Sábado, 01.10.16

A Cascata das Fisgas de Ermelo é uma queda de água ou cascata localizada junto à União de Freguesias de Ermelo e Pardelhas, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real, em Portugal.

Esta cascata é uma das maiores quedas de água do país e uma das maiores da Europa fora da Escandinávia e dos Alpes, não se precipitando num único salto vertical: fá-lo em vários saltos, ao atravessar progressivamente uma grande barreira de quartzitos, num profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes.

O desnível desta cascata, apresenta cerca de 200 metros de extensão cavados pelas águas calmas, mas perseverantes do rio Olo que nasce no Parque Natural do Alvão.

Antes do início das quedas de água existe, a montante, um grupo de lagoas de águas cristalinas muitos usadas nas épocas de veraneio, como excelente e muito procurada praia fluvial.

O acesso à Cascata de Fisgas do Ermelo pode ser feito pelas estradas florestais que ligam Lamas de Olo à localidade de Ermelo ou a partir de Mondim de Basto e Vila Real através da estrada EN304 junto à aldeia de Ermelo e à ponte sobre o rio Olo. As Fisgas de Ermelo constituem, inequivocamente, o local mais emblemático de quantos existem na área protegida Parque Natural do Alvão. Trata-se de uma das maiores quedas de água da Europa, com um desnível de cerca de 400 metros, assentes em rochas quartzíticas com aproximadamente quinhentos milhões de anos. Foi a fracturação, resultante da junção das placas de antigos continentes, destas rochas duras que permitiu que o Rio Olo nelas se tenha “enfisgado”, dando origem ao nome popular pelo qual é conhecida a mais bela cascata do território continental português.

É um local que possui um elevado valor científico, didático e patrimonial, tendo associada uma notável vocação turística, na vertente Turismo de Natureza. A presença de marcas fósseis nestas rochas, deixadas por organismos marinhos já extintos, podem também ser vistas como uma espécie de “ilustração” de tempos distantes, em que a vida só existia no mar, por contraponto à biodiversidade excecional conhecida atualmente nesta área protegida.

A beleza singular e selvagem das Fisgas de Ermelo atrai dezenas de milhares de visitantes todos os anos, que daqui saem com todos os sentidos despertos e com o desejo e a promessa de voltarem muitas outras vezes. Dispersos nas encostas ainda se podem observar inúmeras cabras e carneiros selvagens. Integrado na mesma área existe o trilho das Fisgas, com a designação de PR3 – Fisgas de Ermelo. O seu percurso permite conhecer um pouco da bonita Serra do Alvão e, consequentemente, uma das suas paisagens emblemáticas, as Quedas de Água de Fisgas de Ermelo. A aldeia de Ermelo, onde tem início o trek, é facilmente acessível a partir da vila de Mondim de Basto. O Trilho das Fisgas de Ermelo é uma autêntica descoberta da alma do Alvão. O trilho atravessa uma série de paisagens verdadeiramente surpreendentes que permitem mais uma vez confirmar aquilo que nós há muito desconfiávamos: Portugal é mesmo um dos países mais bonitos do mundo.

 

NB – Dados retirados da Internet

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AND THE WINNER IS PORTUGAL

Segunda-feira, 11.07.16

Finalmente caiu o pano sobre o Campeonato de Futebol Europeu, o Euro 2016. And the winner is PORTUGAL Hoje, na verdade foi o dia que o Senhor fez, o dia de todas as decisões. Portugal e França disputaram, numa final inédita, o jogo que deu a conhecer o novo campeão europeu. Foi Portugal, após 120 minutos de jogo, que venceu a França por 1-0, com golo de Eder.

Recorde-se que as duas seleções tiveram percursos sensivelmente diferentes até chegaram à final de Paris. Portugal, na verdade, não começou da melhor forma, terminando a fase de grupos no 3.º lugar do grupo em que estava inserido, (Islândia, Áustria e Hungria) com três empates em três jogos, somando apenas três pontos. Nos oitavos de final, no sistema mata-mata a equipa lusa esteve um pouco melhor apesar de ter que ir a prolongamento para eliminar o seu adversário, a Croácia. Seguindo em frente, nos quartos de-final Portugal foi forçado ao desempate através da marcação de grandes penalidades para eliminar a Polónia. Só nas meias-finais é que Portugal venceu a partida nos 90 minutos regulamentares com uma vitória por 2-0 sobre o País de Gales.

Por sua vez a França teve um percurso mais vitorioso. Os gauleses terminaram a fase de grupos no 1.º lugar do Grupo A, com duas vitórias e um empate. Mas na fase seguinte revelaram algumas dificuldades para eliminar quer a Roménia, quer a Albânia visto que os golos das vitórias só surgiram em período de compensação, resolvendo, no entanto, todos os jogos no tempo regulamentar, incluindo a eliminação, nas meias-finais, da atual campeã do mundo, a todo poderosa Alemanha.

Lamentáveis as afirmações de alguns responsáveis e jogadores franceses, nomeadamente, as de Jérôme Rothen, antigo jogador da seleção francesa, que afirmou literalmente Portugal não tem hipóteses nenhumas na final e Renato Sanches não tem nenhuma visão de jogo. Outros franceses consideraram o jogo de Portugal nojento, muito faltoso e mau. Para os franceses, pelos vistos Portugal não merecia vencer este europeu. Razão tinha o treinador Português, Fernando Santos, quando na véspera declarou em tom jocoso, perante as insinuações dos franceses:

- Não me importo nada de na segunda-feira ler nos jornais franceses: “Portugal não mereceu mas venceu”.

Por sua vez a casa irlandesa de apostas Paddy Power, nas vésperas da final, deixou no seu site um apelo polémico

Querida França:

Por favor, por favor, por favor, vence Portugal e faz Cristiano Ronaldo chorar. Fá-lo chorar lágrimas salgadas.

Estariam os responsáveis destas afirmações simplesmente a recordar Fernando Pessoa: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” ou a pré-anunciar o que um jogador francês havia de fazer ao melhor jogador do mundo?

Verdade é que no fim do jogo as lágrimas de Cristiano Ronaldo, dos restantes jogadores e de todos os portugueses foram bem doces, simplesmente porque Portugal venceu a todo poderosa França e é o campeão da Europa.

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EURO 2016

Sexta-feira, 10.06.16

Começa hoje a Fase Final do XV Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2016. A prova que se realiza na França será disputada, pela primeira vez, por 24 seleções, distribuídas por 6 grupos, assim constituídos: Grupo A - França, Roménia, Albânia e Suíça; Grupo B - País de Gales, Eslováquia, Inglaterra e Rússia; Grupo C - Polónia, Irlanda Norte, Alemanha e Ucrânia; Grupo D – Espanha, República Checa, Turquia e Croácia; Grupo E – Irlanda, Suécia, Bélgica e Itália; Grupo E – Áustria, Hungria, Islândia e Portugal.

Das catorze edições anteriores as seleções da Alemanha e Espanha lideram o grupo de vencedores, com três títulos cada, enquanto a seleção anfitriã ganhou duas vezes. As restantes seis edições foram ganhas pela Dinamarca, Grécia, Rússia, Itália, Checoslováquia e Itália.

O Calendário da prova é o seguinte:

 

Fase de grupos: 

 

10 Junho, 20.00 (St-Denis): França-Roménia – Grupo A 

11 Junho, 15.00 (Lens): Albânia-Suíça – Grupo A 

11 Junho, 18.00 (Bordéus): Gales-Eslováquia – Grupo B 

11 Junho, 20.00 (Marselha): Inglaterra-Russia – Grupo B 

12 Junho, 15.00 (Paris): Turquia-Croácia – Grupo D 

12 Junho, 18.00 (Nice): Polónia-Irlanda Norte – Grupo C 

12 Junho, 20.00 (Lille): Alemanha-Ucrânia – Grupo C

13 Junho, 15.00 (Toulouse): Espanha-Rep. Checa – Grupo D 

13 Junho, 18.00 (St-Denis): Irlanda-Suécia – Grupo E 

13 Junho, 20.00 (Lyon): Bélgica-Itália – Grupo E

14 Junho, 18.00 (Bordéus): Austria-Hungria – Grupo F

14 Junho, 20.00 (St-Etienne): Portugal-Islândia – Grupo F

15 Junho, 15.00 (Lille): Russia-Eslováquia – Grupo B 

15 Junho, 18.00 (Paris): Roménia-Suíça – Grupo A 

15 Junho, 20.00 (Marselha): França-Albânia – Grupo A 

16 Junho, 15.00 (Lens): Inglaterra-Gales – Grupo B 

16 Junho, 18.00 (Lyon): Ucrânia-Irlanda Norte – Grupo C

16 Junho, 20.00 (St-Denis): Alemanha-Polónia – Grupo C 

17 Junho, 15.00 (Toulouse): Itália-Suécia – Grupo E

17 Junho, 18.00 (St-Etienne): Rep. Checa-Croácia – Grupo D 

17 Junho, 20.00 (Nice): Espanha-Turquia – Grupo D

18 Junho, 15.00 (Bordéus): Bélgica-Irlanda – Grupo E 

18 Junho, 18.00 (Marselha): Islândia-Hungria – Grupo F 

18 Junho, 20.00 (Paris): Portugal-Áustria – Grupo F

19 Junho, 20.00 (Lille): Suíça-França – Grupo A 

19 Junho, 20.00 (Lyon): Roménia-Albânia – Grupo A 

20 Junho, 20.00 (St-Etienne): Eslováquia-Inglaterra – Grupo B 

20 Junho, 20.00 (Toulouse): Russia-Gales – Grupo B 

21 Junho, 18.00 (Paris): Irlanda Norte-Alemanha – Grupo C

21 Junho, 18.00 (Marselha): Ucrânia-Polónia – Grupo C

21 Junho, 20.00 (Bordéus): Croácia-Espanha – Grupo D 

21 Junho, 20.00 (Lens): Rep. Checa-Turquia – Grupo D

22 Junho, 18.00 (Lyon): Hungria-Portugal – Grupo F 

22 Junho, 18.00 (St-Denis): Islândia-Austria – Grupo F 

22 Junho, 20.00 (Nice): Suécia-Bélgica – Grupo E 

22 Junho, 20.00 (Lille): Itália-Irlanda  – Grupo E

 

Oitavos de final

 

25 Junho, 15.00 (St-Etienne): Segundo Grupo A-Segundo C – Jogo 1

25 Junho, 18.00 (Paris): Vencedor B-Terceiro A/C/D – Jogo 2

25 Junho, 20.00 (Lens): Vencedor D-Terceiro B/E/F – Jogo 3

26 Junho, 15.00 (Lyon): Vencedor A-Terceiro C/D/E – Jogo 4

26 Junho, 18.00 (Lille): Vencedor C-Terceiro A/B/F – Jogo 5

26 Junho, 20.00 (Toulouse): Vencedor F-Segundo E – Jogo 6

27 Junho, 18.00 (St-Denis): Vencedor E-Segundo D – Jogo 7

27 Junho, 20.00 (Nice): Segundo B-Segundo F – Jogo 8

 

Quartos de final

 

30 Junho, 20.00 (Marselha): Vencedor Jogo 1-Vencedor Jogo 3 – QF1

1 Julho, 20.00 (Lille): Vencedor Jogo 2-Vencedor Jogo 6 – QF2

2 Julho, 20.00 (Bordéus): Vencedor Jogo 5-Vencedor Jogo 7 – QF3

3 Julho, 20.00 (St-Denis): Vencedor Jogo 4-Vencedor Jogo 8 – QF4

 

Meias-finais

 

6 Julho, 20.00 (Lyon): Vencedor QF1-Vencedor QF2 – SF1

7 Julho, 20.00 (Marselha): Vencedor QF3-Vencedor QF4 – SF2

 

Final

 

10 Julho, 20.00 (St-Denis): Vencedor SF1-Vencedor SF2

 

Força Portugal!

 

 

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ULISSES

Segunda-feira, 07.12.15

Ulisses foi, nas mitologias grega e romana, um personagem da Ilíada e da Odisseia, de Homero. É o personagem principal dessa última obra, e desempenhou um papel importante na Guerra de Troia. É um dos mais ardilosos guerreiros de toda a epopeia grega, mesmo depois da guerra, quando do seu longo retorno ao seu reino, Ítaca, uma das numerosas ilhas gregas.

Como herói grego, Ulisses era rei de Ítaca e filho de Laerte e Anticleia. Seu pai era filho único de Arcésio e sua mãe era filha de Autólico, um famoso ladrão.

Quanto Tíndaro, rei de Esparta, teve conhecimento de que havia vários pretendentes para sua filha Helena, para resolver o imbróglio, Ulisses, também chamado de Odisseu, sugeriu que todos os pretendentes jurassem defender o escolhido de qualquer mal que fosse feito contra ele. Aceite esta condição, Tíndaro escolheu Menelau para casar com Helena e ordenou ao seu irmão Icário que casasse a sua filha Penélope com Ulisses. Da união de Ulisses com Penélope nasceu Telêmaco, de quem o pai teve de se separar muito cedo para lutar ao lado de outros nobres gregos em Troia. Ulisses foi um dos elementos mais atuantes no cerco de Troia, no qual se destacou principalmente pela sua prudência e astúcia, com destaque na construção do célebre cavalo de madeira.

Durante a guerra de Troia, muitas foram as batalhas que os gregos venceram sob o comando de Ulisses, que assim se revelou um notável guerreiro, apesar de sua baixa estatura. Após a derrota dos troianos, Ulisses iniciou uma atribulada viagem de dez anos de regresso a Ítaca onde a sua mulher, Penélope, o esperava com uma fidelidade obstinada, personificada na célebre manta que tecia de dia e desmanchava de noite. Mas Penélope, sobretudo devido à demora de Ulisses, não o reconheceu de imediato. O único ser vivo que o reconheceu foi o seu cão Argus.

Esta atribulada viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, no qual são narradas as aventuras e desventuras de Ulisses e dos companheiros desde que deixaram Troia, algumas causadas por eles e outras devido à intervenção dos deuses.

Quando levado por uma corrente chegaram a uma ilha estranha, cegaram o ciclope Polifemo que a habitava, despertando a ira de Posídon, que os atormentou durante o resto da viagem. Assim foram atracar à ilha de Calipso, onde uma mulher os seduziu e aprisionou, durante anos e não o soltaria de lá até que Hermes, Deus mensageiro, apareceu para a deusa Calipso e deu ordens de Zeus a ela, ordenando que Ulisses fosse libertado. A deusa ajudou-o a construir uma jangada, a fim de que continuasse o seu caminho rumo à sua pátria e ao seu lar.

Com a ajuda de Zeus e de outros deuses, Ulisses chegou a casa sozinho para encontrar o filho Telémaco, já feito homem e sua esposa Penélope, importunada por vários pretendentes. Disfarçado como mendigo, primeiro verificou se Penélope lhe fora fiel durante a sua ausência e, em seguida, matou os pretendentes à sua sucessão que a perseguiam, limpando o palácio de todos aqueles malévolos que, diariamente, a importunavam. Com isso, iniciou-se uma batalha final contra as famílias dos homens mortos, mas a paz foi, finalmente, restaurada por Ulisses com a proteção e o auxílio da deusa Atena.

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MANTEIGAS

Terça-feira, 08.09.15

O concelho de Manteigas, encravado no Coração da Serra da Estrela, totalmente integrado no Parque Natural, possui belezas paisagísticas emblemáticas, consideradas verdadeiras "ex-libris" da Região.

A vila situa-se num Vale Glaciar, serpenteado pelo Rio Zêzere, com um ambiente pastoril característico e lugares naturais de beleza rara, com destaque para os imponentes Cântaros, constituídos por um rochoso granítico na zona do Covão D'Ametade, onde no sopé brota a nascente cristalina do Rio Zêzere, o Poço do Inferno, cascata de água límpida e gélida de uma beleza rara e extraordinária e as Penhas Douradas. Mas outros locais merecem especial destaque como por exemplo o Miradouro do Fragão do Corvo, o Vale da Castanheira, o Covão da Ponte, o Vale de Sameiro, etc.

Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também um valioso Património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história. Destaque ainda para a Casa das Obras, Solar construído no Século XVIII.

Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a gastronomia tradicional, como o caso da chanfana, as trutas, os enchidos regionais, o arroz doce, o requeijão e o célebre queijo da Serra da Estrela. Por sua vez, o artesanato assenta na tecelagem tradicional, destacando-se os trabalhos em madeira. No inverno Manteigas é procurada pela neve, no verão é a beleza natural que domina as atenções dos visitantes.

O concelho de Manteigas é constituído, apenas, por 3 freguesias: Sameiro com cerca de 500 habitantes, Santa Maria com 1.752 habitantes e São Pedro com quase dois mil, estas últimas constituindo a vila de Manteigas

Ignora-se a origem do nome de Manteigas e por quem teria sido fundada esta povoação. Mas consta que o imperador Júlio César passou por aqui, no ano 50 a c., à frente dos seus exércitos. Em 1188, D. Sancho I deu o primeiro foral à Vila de Manteigas e D. Manuel I concedeu-lhe foral novo a 4 de Março de 1514. O concelho de Manteigas, extinto a 26 de Junho de 1896 e anexado ao da Guarda, veio a ser restaurado em 13 de Janeiro de 1898. Com uma área aproximada de 11.000 km2, tem como limítrofes os concelhos da Guarda, Covilhã, Seia e Gouveia.

As principais atividades económicas do concelho são os têxteis, os lacticínios, o turismo, a construção civil e o comércio.

Igreja de Santa Maria de Manteigas, a mais antiga da Vila, possuía, em meados do séc. XVIII, cinco altares; Igreja de S. Pedro de Manteigas, cuja sua construção é posterior à da Igreja de Santa Maria. Desta Igreja saía, em anos alternados, nos meados do séc. XVIII, a procissão real do Corpus Christi. Esta igreja era enriquecida pelo valor de sete capelas anexas: Santo Amaro, S. Domingos, S. Sebastião, Santo André, Santo António d’Além do Rio, Santo António da Argenteira e Senhora dos Verdes. A capela da Senhora dos Verdes é a mais recente edificação e foi mandada erigir pelos moradores de Manteigas no ano de 1756. A Igreja da Misericórdia de Manteigas, construída em meados do séc. XVII, a Casa das Obras (IPP), robusta construção de tipo solarengo, encimada por brasão a conferir título de nobreza.

A nível cultural, há a salientar a existência de duas bandas centenárias, a Banda Boa União – Música Velha e a Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova, que muito contribuem para o enriquecimento cultural do concelho. São igualmente importantes, a nível cultural, o Rancho Folclórico da Casa do Povo e o Rancho Folclórico "Os Malmequeres" de Sameiro, que divulgam a cultura e etnografia manteiguense, bem como o Grupo Coral e o Grupo de Teatro Amador de Manteigas que desempenham o mesmo papel.

Muito ligado a Manteigas está o Zêzere, afluente da margem direita do Tejo. O Zêzere nasce na Serra da Estrela, ao pé do Cântaro Magro, na vertente da Estrela, concelho de Manteigas, a cerca de 1.900 m de altitude. Inicia o seu curso por um pequeno troço – Alto Zêzere – orientado no sentido SO-NE, em que passa junto de Manteigas. Trata-se de uma corrente volumosa e de grande longitude que circula em pleno coração do país, onde a pluviosidade se mostra elevada devido às precipitações quer das chuvas quer das neves e lhe confere frequentes desníveis. É constituído por um leito estreito, com pequenos desfiladeiros e gargantas rasgadas por entre os granitos dos Montes Hermínios, salvo no breve trecho entre Manteigas e Valhelhas, no qual diminui a inclinação e o vale aproveita os terrenos pré-câmbricos para se alargar um pouco. Por sua vez o Rio Mondego serve de fronteira natural entre este concelho e o vizinho Gouveia.

 

NB – Dados retirados da net, Wilkipédia

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´ÉDIPO E A ESFINGE

Segunda-feira, 22.06.15

Reza a história com a ajuda da mitologia ou esta como auxílio da história, que após o assassinato do rei Laius e do seu filho, príncipe herdeiro, o trono da cidade de Tebas, na antiga Grécia, foi ocupado pelo seu cunhado, Creonte II. Durante os primeiros tempos do seu reinado, Tebas foi assombrada e devastada pela presença de uma Esfinge. Era uma criatura estranha, enviada por Hades, o deus dos infernos, que possuía cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia.

Para além de ter um aspeto macabro, a Esfinge tinha o maléfico dom de, por onde passar tudo destruir, devorando campos, casas e pessoas. Nos intervalos das suas catastróficas atividades, a enviada de Hades passava o tempo a cantarolar uma estranha ladainha, que afirmava ter aprendido com as Musas do Olimpo. Esse cantarolar continha um desafio, um enigma que ninguém até à altura tinha conseguido decifrar. Depois de muito cantar e destruir outro tanto, a Esfinge, sentou-se no alto de um monte e fez a Creonte a seguinte proposta que ele não podia recusar:

" Se algum tebano resolvesse o enigma, ela partiria e a paz regressaria a Tebas. Pelo contrário, todos os tebanos que falhassem seriam devorados e a devastação de Tebas continuaria.

Desesperado, Creonte decidiu que daria a mão de sua filha a quem fosse capaz de resolver o enigma. Este estava contido na seguinte pergunta:

" Qual é a coisa qual é ela, que tem quatro pernas pela manhã, duas à tarde e três à noite?"

Foram muitos os candidatos a arriscarem a vida e todos eles morreram. A esperança era já pouca quando Édipo, sabendo do desafio, se apresentou em Tebas, junto do rei Creonte. Édipo ao nascer tinha sido abandonado por Laio, no monte Citerão, pregando-lhe um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como "Edipodos", que significava "pés-furados", Édipo foi adotado pelo rei de Corinto e, mais tarde, voltou a Delfos, onde consultou o Oráculo que lhe dá a mesma previsão dada a Laio, que mataria seu pai e desposaria sua mãe. Achando se tratar de seus pais adotivos, fugiu de Coríntio para Tebas. Durante a uma jornada muito atribulada, entre outros episódios, matou o próprio pai. Matara-o, porém, sem saber que se tratava do seu pai, pois cuidara que era um homem qualquer com quem se tinha cruzado e o mandara sair da frente. Junto de Creonte, Édipo jurava que estava porque sabia qual a resposta dar à Esfinge Esta, afinal, era bastante simples: o Homem. E Édipo explicava: Só ele tem quatro patas, quando gatinha em criança, serve-se de duas para andar na idade adulta, e de três quando é velho, pois é obrigado a usar uma bengala.

A Esfinge ao ouvir as palavras de Édipo, sabendo que decifrara o enigma, lançou-se a um precipício. Um sentimento de alívio e uma nova esperança encheram os corações dos tebanos.

Édipo veio, mais tarde, a tornar-se rei de Tebas e, tal como os oráculos tinham previsto, no seu trágico e atribulado percurso viria a casar, sem o saber, com sua própria mãe, a rainha Jocasta, pois Édipo não tinha sido criado pelos seus pais naturais. E foi numa situação de desespero, na altura em que uma peste devastava Tebas, que a verdade lhe foi revelada pelos oráculos, a quem tinha recorrido em busca de melhores novas. Sentindo-se culpado por não ter reconhecido o pai no homem que tinha morto nem a mãe, tomando-a como sua amante, Édipo cegou-se a si próprio, furando ambos os olhos, depois de ter amaldiçoado os seus filhos, enquanto sua mãe se suicidava. De seguida pediu a Creonte, que voltar ao governo da cidade, que o exilasse, suplicando-lhe ainda que tomasse conta dos seus filhos Etéocles, Ismênia, Antígona e de Polinice. Assim fez Creonte II, rei de Tebas.

 

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publicado por picodavigia2 às 13:25

TAÇA DE PORTUGAL

Terça-feira, 02.06.15

O Sporting conquistou este domingo, pela 16.ª vez, a Taça de Portugal de futebol, ao derrotar o Sporting de Braga, no desempate por grandes penalidades, após um empate a dois golos no final do tempo regulamentar. Com esta conquista o Sporting volta aos títulos sete anos depois. Numa partida de muitas emoções, o Braga chegou a ter o jogo na mão, ao estar a vencer por 2-0 e com mais um jogador, mas o Sporting superou-se e empatou mesmo no final do tempo regulamentar. Depois de um prolongamento sem golos, os bracarenses vacilaram da marca das grandes penalidades e a festa no Jamor ficou verde e branca.

A Taça de Portugal é uma competição portuguesa de futebol organizada pela Federação Portuguesa de Futebol e disputada por todos os clubes da Primeira Liga, Segunda Liga, Campeonato Nacional de Seniores e os 20 vencedores das Taças Distritais. A competição teve início em 1938, mas não se realizou nas épocas de 1946/47 e 1949/50. Os jogos disputam-se utilizando o sistema de eliminatórias a uma mão, com exceção das meias-finais que se disputam a duas mãos.

O Benfica é o maior vencedor da competição, com 25 troféus conquistados. Porto e Sporting estão agora empatados, uma vez que ambos conquistaram a taça por 16 vezes. O Boavista ergueu o trofeu por 5 vezes e o Setúbal 3, assim como o Belenenses que a conquistou também por 3 vezes. Na lista dos vencedores segue-se a Académica com 2 vitórias e Braga, Guimarães, Beira-Mar, Estrela da Amadora e Leixões venceram o troféu apenas 1 vez cada. 

Eis a lista de vencedores e finalistas vencidos, com os respetivos resultados:

1938–39          Académica     4 – 3    Benfica.

1939–40          Benfica           3 – 1    Belenenses.

1940–41          Sporting          4 – 1    Belenenses.

1941–42          Belenenses     2 – 0    Guimarães.

1942–43          Benfica           5 – 1    Setúbal

1943–44          Benfica           8 – 0    Estoril

1944–45          Sporting          1 – 0    Olhanense

1945–46          Sporting          4 – 2    Atlético

1947–48          Sporting          3 – 1    Belenenses

1948–49          Benfica           2 – 1    Atlético

1950–51          Benfica           5 – 1    Académica

1951–52          Benfica           5 – 4    Sporting

1952–53          Benfica           5 – 0    FC Porto

1953–54          Sporting          3 – 2    Setúbal

1954–55          Benfica           2 – 1    Sporting

1955–56          FC Porto         2 – 0    Torreense

1956–57          Benfica           3 – 1    Sporting da Covilhã

1957–58          FC Porto         1 – 0    Benfica

1958–59          Benfica           1 – 0    FC Porto

1959–60          Belenenses     2 – 1    Sporting

1960–61          Leixões           2 – 0    FC Porto

1961–62          Benfica           3 – 0    Setúbal

1962–63          Sporting          4 – 0    Guimarães

1963–64          Benfica           6 – 2    FC Porto

1964–65          Setúbal           3 –1     Benfica

1965–66          Braga             1 – 0    Setúbal

1966–67          Setúbal           3 – 2    Académica

1967–68          FC Porto         2 – 1    Setúbal

1968–69          Benfica           2 – 1    Académica

1969–70          Benfica           3 – 1    Sporting

1970–71          Sporting          4 – 1    Benfica

1971–72          Benfica           3 – 2    Sporting

1972–73          Sporting          3 – 2    Setúbal

1973–74          Sporting          2 – 1    Benfica

1974–75          Boavista         2 – 1    Benfica

1975–76          Boavista         2 – 1    Guimarães

1976–77          FC Porto         1 – 0    SC Braga

1977–78          Sporting          2 – 1    FC Porto

1978–79          Boavista         1 – 0    Sporting

1979–80          Benfica           1 – 0    FC Porto

1980–81          Benfica           3 – 1    FC Porto

1981–82          Sporting          4 – 0    SC Braga

1982–83          Benfica           1 – 0    FC Porto

1983–84          FC Porto         4 – 1    Rio Ave

1984–85          Benfica           3 – 1    FC Porto

1985–86          Benfica           2 – 0    Belenenses

1986–87          Benfica           2 – 1    Sporting

1987–88          FC Porto         1 – 0    Guimarães

1988–89          Belenenses     2 – 1    Benfica

1989–90          Estrela            2 – 0    Farense

1990–91          FC Porto         3 – 1    Beira-Mar

1991–92          Boavista         2 – 1    FC Porto

1992–93          Benfica           5 – 2    Boavista

1993–94          FC Porto         2 – 1    Sporting

1994–95          Sporting          2 – 0    Marítimo

1995–96          Benfica           3 – 1    Sporting

1996–97          Boavista         3 – 2    Benfica

1997–98          FC Porto         3 – 1    Braga

1998–99          Beira-Mar       1 – 0    Campomaiorense

1999–00          FC Porto         2 – 0    Sporting         

2000–01          FC Porto         2 – 0    Marítimo

2001–02          Sporting          1 – 0    Leixões

2002–03          FC Porto         1 – 0    União de Leiria

2003–04          Benfica           2 – 1    FC Porto

2004–05          Setúbal           2 – 1    Benfica

2005–06          FC Porto         1 – 0    Setúbal

2006–07          Sporting          1 – 0    Belenenses

2007–08          Sporting          2 – 0    FC Porto

2008–09          FC Porto         1 – 0    Paços de Ferreira

2009–10          FC Porto         2 – 1    Chaves           

2010–11          FC Porto         6 – 2    Guimarães

2011–12          Académica     1 – 0    Sporting

2012–13          Guimarães      2 – 1    Benfica

2013–14          Benfica           1 – 0    Rio Ave

2014–15          Sporting          2 – 2    SC Braga

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publicado por picodavigia2 às 08:03

CAMPEÕES NACIONAIS DE FUTEBOL

Segunda-feira, 18.05.15

O Benfica sagrou-se, ontem, pela 34ª vez, Campeão Nacional de futebol. Até hoje, apenas o Belenenses e o Boavista, para além dos três grandes (Benfica, Sporting e Porto), conseguiram ser campeões nacionais. Pertence ao Benfica o maior número de vitórias no Campeonato Nacional. O Porto ganhou o título 27 vezes, enquanto o Sporting foi 18 vezes campeão. Eis a relação dos campeões:

I Liga

1934/35 FC Porto  

1935/36 Benfica

1936/37 Benfica

1937/38 Benfica

Campeonato Nacional

1938/39 FC Porto

1939/40 FC Porto

1940/41 Sporting

1941/42 Benfica

1942/43 Benfica

1943/44 Sporting

1944/45 Benfica

1945/46 Belenenses

1946/47 Sporting

1947/48 Sporting

1948/49 Sporting

1949/50 Benfica

1950/51 Sporting

1951/52 Sporting

1952/53 Sporting

1953/54 Sporting

1954/55 Benfica

1955/56 FC Porto

1956/57 Benfica

1957/58 Sporting

1958/59 FC Porto

1959/60 Benfica

1960/61 Benfica

1961/62 Sporting

1962/63 Benfica

1963/64 Benfica

1964/65 Benfica

1965/66 Sporting

1966/67 Benfica

1967/68 Benfica

1968/69 Benfica

1969/70 Sporting

1970/71 Benfica

1971/72 Benfica

1972/73 Benfica

1973/74 Sporting

1974/75 Benfica

1975/76 Benfica

1976/77 Benfica

1977/78 FC Porto

1978/79 FC Porto

1979/80 Sporting

1980/81 Benfica

1981/82 Sporting

1982/83 Benfica

1983/84 Benfica

1984/85 FC Porto

1985/86 FC Porto

1986/87 Benfica

1987/88 FC Porto

1988/89 Benfica

1989/90 FC Porto

1990/91 Benfica

1991/92 FC Porto

1992/93 FC Porto

1993/94 Benfica

1994/95 FC Porto

1995/96 FC Porto

1996/97 FC Porto

1997/98 FC Porto

1998/99 FC Porto

1999/00 Sporting

2000/01 Boavista

2001/02 Sporting

2002/03 FC Porto

2003/04 FC Porto

2004/05 Benfica

2005/06 FC Porto

2006/07 FC Porto

2007/08 FC Porto

2008/09 FC Porto

2009/10 Benfica

2010/11 FC Porto

2011/12 FC Porto

2012/13 FC Porto

2013/14 Benfica

2014/15 Benfica

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publicado por picodavigia2 às 00:05

DAGBA

Quarta-feira, 21.01.15

Dagba é um deus celta, irlandês, patrono da terra e dos acordos, que governa sobre a vida e a morte. Dagda, que significa deus bom, é um dos mais proeminentes deuses celtas, mestre da magia, guerreiro amedrontado e hábil artesão. Dagda é filho da deusa Danu, e pai da deusa Brigit e o deus Aengus Mac Oc. Morrigan é a sua esposa, com quem acasala, somente, nos dias de Ano Novo.

Dagda é retratado como possuidor tanto de uma força sobre-humana como de grande apetite. Normalmente os símbolos que o acompanham são um caldeirão com comida inesgotável, uma harpa mágica e um enorme porrete, com o qual podia matar 9 homens, mas com um outro restitui-lhes a vida. Dagba também é possuidor de 2 maravilhosos porcos que podiam ser comidos várias vezes e que, depois de comidos, voltavam a viver e ainda era dono de um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.

Dagda pode ser considerado o patrono do panteão celta e o rei e pai dos deuses, a muitos dos quais deu origem. Através da sua filha Danna, Dagba originou uma tribo da qual se tornou juiz.

Dagba também é considerado pelos celtas o deus da magia, da poesia, da música, da abundância e da fertilidade. Muitos contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão, o tal caldeirão da abundância. Entre os celtas, o caldeirão era um dos objectos carregado de simbolismo mágico e mítico, pois, para além da comida inesgotável, no seu fundo guardavam-se as essências do saber, da inspiração e da extraordinária taumaturgia, com o qual alimentava, intelectualmente, todas as criaturas. Os humanos que se aproximavam e comiam do caldeirão de Dagba não só ficavam satisfeitos de forma material, mas também, sentiam saciadas as suas apetências de conhecimento e sabedoria. Era também neste caldeirão que Dagba banhava, durante a noite, os guerreiros que morriam em batalhas durante o dia para que recuperassem a vida ao amanhecer do dia seguinte. O mesmo caldeirão também era fonte inesgotável de alimentos para suas tropas.

Outra qualidade do deus Dagda era a sua relação directa com a música e com o seu poder evocador. Um dos seus atributos era precisamente a harpa, instrumento que manejava com habilidade e arte e que lhe servia para convocar as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma, ou sem se aperceberem da morte.

Da união de Dagda com Boann, a mulher do deus das águas, Nechtan, nasceu Angus, ou Mac Og. Mais tarde, a sua mãe violou a proibição de visitar a fonte de Nechtan e, em consequência disto, apareceu afogada. Og metamorfoseou-se com o objectivo de se transformar no Boyne, ou seja, o rio-modelo da mitologia irlandesa.

Os celtas, acreditando no poder deste deus, por meio dos seus sacerdotes, os druidas, criaram uma festa como forma de celebrar o pacto com Dagda, a fim de que protegesse o povo celta de todos os males que poderiam acometê-los caso o deus fosse desagradado. Por isso, foi criada em cada fim de ano, a festa de Samain, durante a qual todas as pessoas saíam de suas casas e apagavam todas as fontes de luz a fim de permitir que os mortos visitassem os seus familiares. Para tanto, misturavam num grande caldeirão as bebidas mais fortes e os frutos mais doces. Ferviam-nos até que a mistura atingisse a consistência de um licor - chamado de “queimada”. Depois bebiam este licor até não mais aguentarem. Este ritual era celebrado com música e dança. Ao amanhecer, acordavam e levavam consigo uma brasa incandescente provinda do resto da fogueira da festa e que era usada para reacender os braseiros e velas que iluminavam as casas. Pretendia-se, assim, glorificar Dagda e pedir que eliminasse os efeitos nocivos dos mortos.

Hoje, cuida-se que foi esta festa de Samain que deu origem à data folclórica do Hallowenn. Daí o costume de, nesta festa, visitar as casas solicitando “doces ou travessuras”.

(Dados retirados da Net)

 

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publicado por picodavigia2 às 11:45

FASES DA LUA - 2015

Segunda-feira, 05.01.15

Fase da Lua                    Data

                 

Lua cheia                          05 De janeiro

Quarto minguante            13 De janeiro

Lua nova                           20 De janeiro

Quarto crescente              27 De janeiro

Lua cheia                          03 De fevereiro

Quarto minguante             12 De fevereiro

Lua nova                           18 De fevereiro

Quarto crescente              25 De fevereiro

Lua cheia                          05 De março

Quarto minguante             13 De março

Lua nova                           20 De março

Quarto crescente              27 De março

Lua cheia                          04 De abril

Quarto minguante             12 De abril

Lua nova                           18 De abril

Quarto crescente              25 De abril

Lua cheia                          04 De maio

Quarto minguante             11 De maio

Lua nova                           18 De maio

Quarto crescente              25 De maio

Lua cheia                          02 De junho

Quarto minguante             09 De junho

Lua nova                           16 De junho

Quarto crescente              24 De junho

Lua cheia                          01 De julho

Quarto minguante             08 De julho

Lua nova                           15 De julho

Quarto crescente              24 De julho

Lua cheia                          31 De julho

Quarto minguante             06 De agosto

Lua nova                           14 De agosto

Quarto crescente              22 De agosto

Lua cheia                          29 De agosto

Quarto minguante             05 De setembro

Lua nova                          13 De setembro

Quarto crescente              21 De setembro

Lua cheia                         27 De setembro

Quarto minguante            04 De outubro

Lua nova                          12 De outubro

Quarto crescente             20 De outubro

Lua cheia                         27 De outubro

Quarto minguante            03 De novembro

Lua nova                          11 De novembro

Quarto crescente              19 De novembro

Lua cheia                          25 De novembro

Quarto minguante             03 De dezembro

Lua nova                           11 De dezembro

Quarto crescente              18 De dezembro

Lua cheia                          25 De dezembro

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publicado por picodavigia2 às 12:34

GRIPE, UM TORMENTO

Segunda-feira, 29.12.14

Chegou o frio. Frio a valer. Embora não fosse previsível para quem, no início do inverno, sie vacinou contra a gripe, verdade é que a dita cuja não esteve com meias medidas e, mandando às ortigas a vacina, invadiu terreno que lhe estava interdito. A gripe este inverno foi mis forte do que a vacina ou melhor a vacina é que não teve a capacidade de obliterar toda a gama de vírus que são capazes de provocar a gripe, uma doença, incómoda, desgastante infeciosa, que pode, em casos de pessoas mais fragilizadas pela idade ou por outras doenças, ser fatal. Geralmente é provocada pelos tais diversos vírus que a vacina cuida que tenta abafar na globalidade. Traz consigo, uma vez que o tempo é de frio, calafrios, febre, corrimento excessivo do muco nasal, inflamação dores de garganta, dores musculares, dores de cabeça, tosse, fadiga e sensação geral de desconforto.

A gripe parece ser, geralmente, transmitida por via aérea através de tosse ou de espirros, os quais propagam partículas que contêm o vírus. A gripe pode também ser transmitida por contacto direto com excrementos ou secreções nasais de aves infetadas, ou através de contacto com superfícies contaminadas.

Os números falam por si. A gripe propaga-se e provoca anualmente entre três e cinco milhões de casos graves da doença e entre 250 000 e 500 000 mortes, número que pode ascender a milhões em anos de pandemia. Ao longo do século XX ocorreram três pandemias de gripe, cada uma delas provocada pelo aparecimento de uma nova estirpe do vírus em seres humanos, e responsáveis pela morte de dezenas de milhões de pessoas.

Cuidado pois. Com a gripe não se deve brincar. Há que curá-la bem. Isso demora o seu tempo. Há que evitar recaídas.

Estou, pois, de molho desde há dois dias e, embora com sensíveis melhoras, permanecerei mais alguns. Gripe, um tormento!

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publicado por picodavigia2 às 00:04

A TODOS UM BOM NATAL

Quarta-feira, 24.12.14

(EXCERTOS DE POEMAS DE NATAL DE POETAS PORTUGUESES)

 

Natal, Natalinho, chega de pressa, traz-me um presentinho.

Nasce mais uma vez, menino Deus! Nasce mais uma vez, neste Inverno gelado. Nasce nu e sagrado. Nasce e fica comigo.

Nasce mais uma vez, menino Deus, porque é Natal, é Natal, é Natal!

Vamos por o sapatinho, lá na chaminé. É a noite de Natal, no meu país, agora. Dois milhões de almas e outros tantos corações põem de parte ódios, torturas e aflições.

Vejo a estrela que percorre a noite larga. Vejo a estrela que perturba fundos mares, a estrela que revela a eternidade.

A noite já se avizinha, as luzes já estão a cintilar e os animais a descansar.

Guardavam os pastores o rebanho, nas vigílias da noite de Belém e a glória do Senhor resplandeceu, para lhes anunciar Supremo Bem:

- Ó pastores do monte e prado, acordai por vosso bem, ide já guardar o gado, para ver Jesus em Belém. Pastorinhos de Belém é pois certo, que na noite de Natal, num curral, baixou o Filho de Deus, lá dos céus.

Sede bem-vinda, noite sem par, trazes encanto a cada lar!

Noite de paz. Noite de luz. Numa gruta de Belém, nasceu o Menino Jesus:

- Eu vou dar ao menino uma fitinha pró chapéu. Ele também me dará um lugarzinho no Céu. É Natal! É Natal! É Natal!

Foi na noite de Natal, noite de santa alegria, em que o mundo parou e o Menino nasceu. Nasceu num estábulo, pequeno e singelo. Ao lado do menino, o homem e a mulher. Uma tal Maria, um José qualquer. O mundo parou e o menino nasceu.

Duas tábuas… Era um berço! Tudo escuro… Estaria Deus lá dentro? Lá estava! Hossana nas alturas. Estava dormindo, nas palhinhas, os anjos estão cantando:

- Glória a Deus nas alturas.

O Menino está dormindo, nos braços da Virgem pura, os anjos estão cantando. O Menino está dormindo nos braços de S. José, os anjos estão cantando.

E havia, lá na Judeia, um rei, feio bicho, de resto, um cara de burro, sem cabresto e duas grandes tranças. A gente olhava para ele, reparava e via que naquela figura havia, olhos de quem não gostava de crianças. E o malvado mandou matar quantos eram pequenos, só porque não gostava de crianças. Mas os anjos em coro, no reino da luz, entoam hossanas a Cristo Jesus.

O nosso Menino nasceu em Belém. Nasce tão-somente para nos querer bem. Adoremos o Menino nascido em tanta pobreza e Lhe oferecemos presentes da nossa pobre riqueza.

Jesus pequenino não quis ter um berço, numa manjedoura ficou. Adoramos o Menino, ofereçamos-lhe presentes: a nossa manta de pele, o nosso gorro de lã, a nossa faquinha amolada, o nosso chá de hortelã.

Os anjos cantavam hinos, a alegria era tão grande e nós cantamos também:

- Que noite bonita é esta, em que a vida fica mansa, em que tudo vira festa e o mundo inteiro descansa…

Chove! É dia de Natal. Na província neva. Lá para o Norte é bem melhor. Nos lares aconchegados. Um sentimento conserva os sentimentos passados. É dia de Natal e toda a gente está contente porque é dia de o ficar.

Chove no Natal presente. Antes isso que nevar. É Natal! É Natal! É Natal.

O jornal fala dos pobres em letras grandes e pretas. Traz versos e historietas, desenhos bonitinhos. Traz bodos, bodos, bodos:

- Hoje é dia de Natal mas quando será de todos?

- Hoje é dia de Natal! Natal de quem? Dos que trazem às costas as cinzas de milhões.

- Natal de paz nesta guerra de sangue? Natal de liberdade num mundo de oprimidos? Natal duma justiça roubada sempre a todos? Natal de ser-se igual mas ser-se esquecido? Natal de caridade quando a fome ainda mata? Natal de esperança, num mundo de bombas? Natal de honestidade num mundo de traição?

- Natal de quê? De quem? Daqueles que o não têm.

É Natal! É Natal! É Natal.

Entremos, apressados, friorentos, numa gruta, no bojo de um navio, num presépio, num prédio, num presídio, no prédio que amanhã for demolido. Entremos e depressa em qualquer sítio porque sofremos porque temos frio.

Entremos e cantemos: “A Todos um bom Natal”.

 

(NB - Texto elaborado com excertos de poemas de alguns poetas portugueses.)

 

 

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publicado por picodavigia2 às 00:35

DIETORENAL

Sábado, 06.12.14

Um blogue do sapo onde se pode encontrar uma dieta gourmet contendo, exclusivamente, produtos alimentares compatíveis com a alimentação de pessoas portadoras de insuficiência renal.

Procurar em:http://dietorenal.blogs.sapo.pt

http://dietorenal.blogs.sapo.pt/

 

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publicado por picodavigia2 às 20:36

O CONCELHO DE MANTEIGAS

Quarta-feira, 26.11.14

O concelho de Manteigas é um dos mais belos e de grande interesse turístico da zona da Serra da Estrela, destacando-se lugares de grande beleza natural que urge visitar como Cântaros, Covão d'Ametade, Covão da Ponte, Covão do Boi, Lagoa Comprida, Miradouro do Fragão do Corvo, Nave de Santo António, Penhas da Saúde, Penhas Douradas, Poço do Inferno, Viveiro das Trutas, Torre, Vale da Castanheira, Vale Glaciar do Zêzere, etc., etc.

No entanto e para além destas e de muitas outras belezas naturais, o concelho possui um Património Histórico considerável no que se refere a Monumentos, nomeadamente igrejas, capelas e outros baluartes artísticos e culturais que marcam a história do Concelho ao longo dos séculos e a fé religiosa dos antepassados.

São de destacar, na freguesia de Sameiro, a igreja de São João Baptista e a capela de Santa Eufémia, na de Santa Maria, a igreja Matriz de Santa Maria e a da Misericórdia e as capelas do Senhor do Calvário, de São Lourenço, de São Gabriel, de Santa Luzia de Nossa Senhora da Estrela, de Nossa Senhora de Fátima, de Nossa Senhora do Carmo e a de Nossa Senhora da Saúde. Por sua vez na freguesia de São Pedro, há a destacar a igreja de São Pedro e as capelas de Nossa Senhora dos Verdes, de Santo António, de São Domingos, de São Sebastião, de Santo André, de Nossa Senhora de Lurdes e a do Imaculado Coração de Maria. Finalmente há destacar igreja de Vale de Amoreira, na freguesia com o mesmo nome.

Igreja de Santa Maria em Manteigas, a mais antiga da Vila, possuía em meados do Séc. XVIII, cinco altares; Igreja de São Pedro em Manteigas, a sua construção é posterior à da Igreja de Santa Maria, desta igreja saía, em anos alternados, nos meados do Séc. XVIII, a procissão real do Corpus Christi. Esta igreja era enriquecida pelo valor de sete capelas anexas: Santo Amaro, São Domingos, S. Sebastião, Santo André, Santo António d´Além do Rio, Santo António da Argenteira e Senhora dos Verdes, sendo esta, a mais recente edificação e foi mandada erigir pelos moradores de Manteigas no ano de 1756. Quanto à igreja da Misericórdia de Manteigas, supõe-se que tenha sido construída em meados do Séc. XVII, hipótese que parece confirmar-se pelo facto de existir no interior da igreja uma têmpera com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada uma missa no ano de 1688.

Igreja da Freguesia do Sameiro, a primitiva igreja foi edificada no alvorecer da nacionalidade portuguesa, em sítio ainda mal definido, nos princípios do Séc. XVII, já aquela igreja não existia e nos fins do mesmo século, nem o local já era respeitado. A construção da nova igreja no local em que hoje se encontra, deve datar dos princípios do Séc. XVIII, possivelmente do ano 1700, a sua ampliação deve datar do primeiro quartel do Séc. XIX, mantendo ainda hoje as mesmas dimensões. A Capela de Santa Eufêmia, na Freguesia de Sameiro, cuja data da primitiva edificação é difícil de estabelecer, remontando por certo a época muito distante, visto que a primeira imagem da Santa se encontrava já deteriorada no ano de 1696, sabe-se porém, que serviu de sede de culto durante a segunda metade do Séc. XVII. A Capela de Nossa Senhora dos Pastores está esculpida em rocha granítica, no alto da serra Covão do Boi;

A nível do património arquitetónico não religioso há a destacar a Casa das Obras, robusta construção de tipo solarengo, encimada por brasão a conferir título de nobreza. No interior existem ainda algumas peças de mobiliário de qualidade, nomeadamente sete quadros a óleo dos Séculos XVIII e XIX, retratando algumas das mais iminentes figuras da Família. Construída em Manteigas, na segunda metade do Séc. XVIII pelo capitão - mor e mais tarde desembargador João Teodoro Saraiva Fragoso de Vasconcelos Cardoso. Este edifício impõe-se pelas suas dimensões e qualidade, estando o seu nome relacionado com a duração e a expectativa da sua construção, que deve ter durado, pelo menos, de 1770 ao primeiro quartel do Séc. XIX. Existem também vários oratórios e painéis, a Torre do Cume, com 9 m (A perfazer 2000 m de altitude), no topo da Serra da Estrela a assinalar o ponto mais alto de Portugal

 

NB – dados retirados na net

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publicado por picodavigia2 às 09:36

RELATO/SINTESE DUMA EXPERIÊNCIA OU NOVAS METODOLOGIAS PARA O ENSINO DE LINGUA PORTUGUESA

Terça-feira, 18.11.14

A educação deve ser concebida como condição necessária ao desenvolvimento do ser humano. Neste sentido as metodologias a utilizar na nossa prática lectiva devem desenvolver a autonomia intelectual do aluno, levando-o a aprender por si próprio, tendo como lema o célebre provérbio chinês “O que eu ouço esqueço; o que eu vejo recordo; o que faço aprendo.” e valorizar aprendizagens experimentais que desenvolvam atitudes, consciencializem valores e tenham como “pilares” fundamentais: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver em comum e aprender a ser.

Assim importa que o aluno aprenda a conhecer, a aprender, a reflectir, a pensar, a resolver, a investigar e a fazer. Por isso a Reorganização Curricular como que impõe que se dê tanta importância aos métodos e processos de aprendizagem como se tem dado aos conteúdos. Há que apostar na “Valorização das aprendizagens experimentais nas diferentes áreas e disciplinas... e na diversidade de metodologias e estratégias de ensino e actividades de aprendizagem visando favorecer o desenvolvimento de competências numa perspectiva de formação ao longo da vida.”  Cf. as alíneas e) e h) do Artº 3º do DL nº 6/2001.

Por sua vez M.C. Roldão também esclarece que não devemos valorizar só os conteúdos. É preciso valorizar os métodos, até porque aqueles não se adquirem sem ser através destes, mas também adverte que não se deve valorizar os processos em detrimento dos conteúdos. E acrescenta que a gestão do currículo visa fundamentalmente tornar os indivíduos competentes e sabedores através de um domínio articulado de uma sólida informação e dos métodos e processos de a ela ter acesso, de a organizar e transferir.

Por isso, ainda segundo M.C. Roldão, o currículo escolar deverá incluir nos seus conteúdos de aprendizagem os modos de aceder ao conhecimento, de descodificar, contextualizar e interpretar a informação. Assim os processos também são conteúdos curriculares porque e enquanto objectos de aprendizagens.

A metodologia a adotar-se no ensino de LP deve privilegiar o trabalho de grupo.

O ensino de LP poderá organizar-se em blocos que terão uma duração variável, sendo cada bloco constituído por vários tempos letivos (90 m). Cada bloco tem tempos destinados às seguintes atividades: apresentação do programa das actividades propostas pelo professor através de uma grelha própria, exposição pelo do professor de novos conteúdos, de novos métodos ou técnicas de trabalho (caso se trate de conteúdos ou modelos novos) ou ainda um tempo para revisões, realização, pelos grupos, dos trabalhos propostos com acompanhamento do professor, apresentação dos trabalhos à turma por cada grupo, devendo a ordem de apresentação ser registada na grelha, avaliação de cada grupo e dos seus elementos e realização de um trabalho de avaliação para toda a turma e elaboração coletiva do sumário respeitante a todo o bloco (1 sumário por bloco). Por sua vez, os grupos deverão ser relativamente pequenos 2/3 alunos e heterogéneos, isto é, deverão ter na sua constituição alunos que revelam mais capacidades, alunos médios e alunos mais fracos. Esta caracterização resulta duma avaliação diagnóstica rigorosa, feita no início do ano lectivo e que fica registada no PCT. Cada grupo realiza atividades diferentes, embora alguns trabalhem os mesmos temas/conteúdos. Os temas a tratar deverão os conteúdos contemplados no Programa de Língua Portuguesa e são os seguintes: Oralidade, Leitura de obra completa, Leitura e compreensão de texto, Expressão escrita, Funcionamento da Língua e Atividades diversa. Em cada bloco deverão ser sempre programadas atividades complementares destinadas aos grupos que eventualmente terminem mais cedo o trabalho. Na apresentação do seu trabalho cada grupo, com a colaboração do professor, adopta a metodologia que melhor entender, incluindo, por vezes, propostas de trabalho para os outros alunos, que poderão funcionar como TPC.

Ao longo do ano o professor deverá elaborar uma grelha de registo das actividades realizadas por cada grupo, a fim de que as mesmas se não repitam frequentemente e também para que todos os grupos realizem os diversos tipos de actividades.

Consoante as características e dificuldades reveladas por um determinado grupo, por vezes, podem ser programadas atividades destinadas a remediar essas dificuldades.

 

(Apresentação num Congresso de LP)

 

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publicado por picodavigia2 às 16:27

ALEA IACTA EST

Sexta-feira, 15.08.14

Inicia-se hoje o 81º Campeonato Nacional de Futebol, no qual, ao longo dos anos em que se disputou, já participaram 70 clubes portugueses. Destes uns são habitués, outros participaram com alguma frequência, outros, de vez em quando e alguns apenas uma vez. Actualmente designado por Primeira Liga, esta prova é a mais alta competição do sistema de ligas de futebol de Portugal, sendo o seu actual campeão, o Benfica, o clube, até ao presente, com mais vitórias, uma vez que conquistou 33 dos 81 campeonatos disputados, seguindo.se o Porto com 27 e o Sporting com 18. Apenas outros dois clubes venceram este campeonato e, apenas, por uma vez cada: o Belenenses e o Boavista.

Esta época não se verifica nenhuma estreia mas acontecem dois regressos importantes: o Boavista e o Penafiel.

Aparentemente e como desde há alguns anos, o campeonato parece virado a norte e ao litoral, centrando-se nos três grandes, supostamente os três crónicos candidatos ao título que, como os reis da Babilónia, são apenas um. “Os três candidatos ao título são o Porto.”

São os seguintes os dezoito clubes participantes:

Boavista - Saído da Primeira Liga, sem honra nem glória, regressa poucos anos depois, por via de um processo administrativo que se pode revelar prematuro. O Boavista conta com o treinador de Petit, com os jogadores Bobó, Beckeles e o veterano Fary, a completar 40 anos, um relvado sintético e meia dúzia de jogadores com experiência na divisão maior. Esta é a sua 52ª participação nesta prova

Penafiel – Com Rabiola e Mbala, sendo treinado por Ricardo Chéu, que com apenas 33 anos é o mais novo da Liga e que se destacou na época passada no Académico de Viseu, o Penafiel vai competir pela 13ª vez na 1ª divisão, tendo como objectivo principal a manutenção, tentando ultrapassar a sua melhor classificação de sempre. o 10º lugar. É a equipa mais nacional da prova. Aguarda a contratação do guarda-redes do Irão, que brilhou no Mundial, comandado por Carlos Queirós.

Moreirense – Foi o campeão da II Divisão e participa pela 5ª vez, tendo como objectivo tentar fugir à fatalidade de voltar a ser despromovido, como nas últimas duas presenças. Destacam-se os jogadores Ramón Cardoz, Edivaldo Bolívia e Anilton, sendo o treinador Miguel Leal que na época passada treinou o Penafiel. Alguns reforços estão a ser introduzidos no onze, com o objectivo de garantir mais qualidade e maior experiência.

Paços de Ferreira – Passando do céu ao inferno nas duas épocas anteriores, O Paços acabou por confirmar, depois de disputar uma liguilha, a sua 17ª presença na 1 , sob o comando do regressado Paulo Fonseca, também ele à procura de equilibrar a sua carreira, depois do fracasso no FCP Destaque para os jogadores Paolo Hurtado e Valkenedy.

Belenenses - Um dos clássicos do futebol português, confirmou a 73ª presença na prova que venceu em 1945/46. O objectivo é sobreviver entre os grandes, sob o comando de Vidigal, pelos vistos com dificuldades em obter um grupo que lhe dê garantias de permanência. Jogadores em destaque Miguel Rosa e Abel Camará.

Gil Vicente – Na sua 18ª  presença na 1ª divisão o clube de Barcelos pretende aproveitar os "restos" dos 3 grandes e uma boa relação com o vizinho Braga. Destacam-se ss jogadores Gladstone, César Peixoto e Marwan, mantendo-se o treinador João de Deus no comando da equipa, que pretende ter melhor performance doque a segunda volta da época passada.

Arouca – Foi estreante na prova há um ano conseguindo um interessante 12º lugar, pelo que apostou na continuidade de Pedro Emanuel, como treinador, mantendo um núcleo importante de jogadores. O objectivo principal é o de tentar consolidar a sua presença entre os maiores e para isso conta com alguns valores como David Simão e Goicoechea.

Rio Ave – Ufana-se o clube de Vila do Conde por viver o melhor período da sua história, uma vez que chegaram às finais da Taça de Portugal, da Taça da Liga e da Supertaça, tendo, já esta época, obtido um excelente resultado a nível europeu, eliminando da Liga Europa o Gotemburgo. Com um novo treinador, Pedro Martins vindo do Marítimo, destacam-se os jogadores Tarantini e Marvin Zeegelaar. A nível interno, nesta sua 21ª presença no campeonato maior, o objectivo principal parece ser ultrapassar a melhor classificação de sempre, ou seja o 5º lugar alcançado em 1981/82.

Vitória de Guimarães – Depois do Benfica, Sporting, Porto e Belenenses, o Guimarães é o clube com mais presenças na Primeira Divisão, atingindo, este ano a 70ª. Rui Vitória mantém-se há quatro anos como treinador do clube que tem como objectivo conquistar um lugar europeu, apostando em jogadores como Bernard e Douglas,

Braga - O clube que, nos últimos tempos, mais se aproximou dos três grandes, teve uma época decepcionante. Agora, ao participar pela 59ª vez na 1^Divisã, sob o comando de Sérgio Conceição, tenta voltar à ribalta, lutando pelos lugares cimeiros da tabela. A ajudar os jogadores Rafa e Wallace, entre outros.

Académica - Em Coimbra, a época transacta foi tranquila, longe da despromoção e muito perto dos lugares europeus. Naturalmente que, com 63 presenças na 1ª divisão, a Académica quer repetir, com Paulo Sérgio no comando, no mínimo o mesmo lugar da época transacta, espreitando a conquista de um lugar europeu, com jogadores como Rui Pedro e Olascuaga.

Vitória de Setúbal – Neste clube que participa pela 67º vez na 1ª divisão, o objectivo é manter o excelente 7º lugar alcançado por José Couceiro, na época anterior. Agora orientado por Domingos Paciência, a equipa sadina tenta relançar-se na saga da Europa, para o que conta, entre muitos outros jogadores com Zequinha e Lukas Raeder.

Marítimo – Nesta sua 35ª na 1ª liga, apadrinha o Porto na jornada inaugural e, muito naturalmente, tem como objectivo principal a conquista de um lugar europeu. Com o adjunto de Paulo Bento na Selecção, Leonel Pontes o Marítimo pretende o acesso aos lugares europeus, contando com um leque de jogadores de boa qualidade, com destaque para Danilo Pereira e Edgar Costa

Nacional - Mantendo Manuel Machado no comando do team, o objectivo é continuar a  crescer e aproximar-se, cada vez mais dos grandes, o que passa pela obtenção, novamente de um lugar na liga europa, ou na champions. O clube que inicia a sua 15ª

Presença na 1ª liga e que na época passada se classificou em 5º lugar com apuramento para a Liga Europa, pretende fazer melhor. Para isso conta com um excelente plantel onde se destacam Mário Rondon e Marco Matias.

 

Estoril - O Estoril, nos últimos anos, arquitectou e construiu um interessante e surpreendente projecto no futebol português. Os resultados não se fizeram esperar e o clube tem, não só, mantido uma a alta qualidade de futebol, mas também obtendo excelentes resultados, conquistando, na época passada, o 4º lugar do campeonato por dois anos seguidos. José Couceiro, ao iniciar a 23ª presença do Estoril na 1ª Divisão Nacional, é o novo treinador, tendo, com a colaboração de jogadores como Kuca e Sebá, como objectivo o desafio de, no mínimo, manter os resultados anteriores.

Porto - Depois de uma época desastrosa o Porto apostou tudo, transformando-se numa espécie de selecção B da Espanha. Lopetegui é o treinador também ele espanhol e que já foi contratar mais de meia equipa a Espanha. Alguns de qualidade comprovada como Jackson Martinez, outros por confirmar como Casemiro. Porto, Sporting e Benfica fizeram o pleno, no que a presenças no campeonato da 1ª Divisão diz respeito.

Sporting - O Sporting completou uma época excelente garantindo o 2º lugar que lhe abre a porta da Champions. Marco Silva vai tentar dar continuação ao competente trabalho do seu antecessor. Procurando manter a base da equipa enquanto procura reforços que façam a diferença, o Sporting parecia determinado a entrar forte na nova época, com um lote valioso de jogadores onde se destacam William Carvalho e Paulo Oliveira.

Benfica – O objectivo principal do clube da luz parece ser o de ganhar dois campeonatos seguidos, tarefa que se avizinha difícil para Jorge Jesus, que viu grande parte dos jogadores que mais se destacaram na equipa da época transacta. Na condição de Campeão Nacional e mantendo a dinâmica de jogo o Benfica terá de ser considerado candidato ao título. Para isso mantém ainda alguns nomes sonantes como Enzo Perez e Bebé.

Alea iacta est. Os dados estão lançados. Vamos à peleja.

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publicado por picodavigia2 às 18:56

PATRIMÓNIO CULTURAL DE MANTEIGAS

Quarta-feira, 23.07.14

O concelho de Manteigas constitui, por si só, um local de grande interesse cultural e turístico, visitado durante todo o ano por turistas nacionais e estrangeiros. São lugares de rara beleza natural e de interesse turístico neste concelho os seguintes: Cântaros (Magro, Raso, Gordo), Covão d' Ametade, Covão da Ponte, Covão do Boi, Fonte de Paulo Luís Martins, Lagoa Comprida, Miradouro do Fragão do Corvo, Nave de Santo António, Penhas da Saúde, Penhas Douradas, Poço do Inferno, Posto Aquícola da Fonte Santa - Viveiro das Trutas, Torre, Vale da Castanheira e Vale Glaciar do Zêzere

Em termos de património artístico e cultural, o concelho de Manteigas também é muito rico, possuindo um património histórico considerável, sobretudo, no que se refere a monumentos religiosos, nomeadamente, igrejas e capelas. Além disso, existem muitos padrões que marcam a história do concelho ao longo dos séculos e a fé religiosa dos antepassados., com destaque para a freguesia de Sameiro, a igreja de São João Baptista e a capela de Santa Eufémia. Destacam-se também monumentos de interesse na freguesia de Santa Maria e as igrejas Matriz de Santa Maria e a da Misericórdia, as capelas do Senhor do Calvário, de São Lourenço, de São Gabriel, de Santa Luzia, de Nossa Senhora da Estrela, de Nossa Senhora de Fátima, de Nossa Senhora do Carmo e a de Nossa Senhora da Saúde. Na freguesia de São Pedro, destaca-se a igreja de S. Pedro e as capelas de Nossa Senhora dos Verdes, de Santo António, de São Domingos, de São Sebastião, de Santo André, de Nossa Senhora de Lurdes e a do Imaculado Coração de Maria. Na freguesia de Vale de Amoreira, a igreja de Matriz.

Na vila de Manteigas a igreja de Santa Maria, a mais antiga da Vila, que possuía em meados do Séc. XVIII, cinco altares, a igreja de São Pedro, cuja construção é posterior à da Igreja de Santa Maria. Desta igreja saía, em anos alternados, nos meados do Séc. XVIII, a procissão real do Corpus Christi. Esta igreja era enriquecida pelo valor de sete capelas anexas: Santo Amaro, São Domingos, S. Sebastião, Santo André, Santo António d´Além do Rio, Santo António da Argenteira e Senhora dos Verdes, a mais recente edificação, mandada erigir pelos moradores de Manteigas no ano de 1756. Destaque ainda para a igreja da Misericórdia, que se supõe que tenha sido construída em meados do Séc. XVII, hipótese que parece confirmar-se pelo facto de existir no interior da mesma uma têmpera com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada uma missa no ano de 1688. Em Manteigas destaque ainda para as capelas do Senhor do Calvário, de São Lourenço, de São Gabriel, de Santa Luzia, de Nossa Senhora da Estrela, de Nossa Senhora de Fátima, de Nossa Senhora do Carmo na Castanheira, de Nossa Senhora da Saúde na Quinta da Boavista, de Nossa Senhora dos Verdes, recentemente reconstituída, de Santo António, de São Sebastião, de Santo André, de São Domingos e a de Nossa Senhora dos Pastores, esculpida em rocha granítica, no alto da serra Covão do Boi. Vários oratórios, painéis e alminhas enriquecem este vasto património cultural religioso de Manteigas.

No que aos monumentos civis diz respeito, destaque para a Casa das Obras, robusta construção de tipo solarengo, encimada por brasão a conferir título de nobreza. No seu interior existem ainda algumas peças de mobiliário de qualidade, nomeadamente, sete quadros a óleo dos Séculos XVIII e XIX, retratando algumas das mais iminentes figuras da Família. Construída em Manteigas, na segunda metade do Séc. XVIII pelo capitão - mor e mais tarde desembargador João Teodoro Saraiva Fragoso de Vasconcelos Cardoso, a Casa das Obras impõe-se pelas suas dimensões e qualidade e o seu nome está relacionado com a duração e a expectativa da sua construção, que deve ter durado, pelo menos, de 1770 ao primeiro quartel do Séc. XIX.

Finalmente, outro lugar de interesse turístico neste concelho é Torre do Cume, com 9 metros, a perfazer 2000 metros de altitude, no topo da Serra da Estrela a assinalar o ponto mais alto de Portugal; Torre do Cume, com 9 m (A perfazer 2000 m de altitude), no topo da Serra da Estrela a assinalar o ponto mais alto de Portugal;

 

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publicado por picodavigia2 às 19:18

IN MEMORIAM DO NOÉ

Terça-feira, 08.07.14

Confesso que durante os anos que vivi no Seminário, nunca tive oportunidade de desenvolver e cultivar grande amizade com o Noé. Desde o primeiro ano que ele, devido à sua opulência corporal, pertencia ao grupo dos “grandes”, ou seja, dos últimos da fila, juntamente com o Onésimo, o Octávio, o José Maria Couto, o José Gabriel, o José Maria Ávila e mais um ou outro. Eu, o Faria, o Jorge Nascimento, o Lima Oliveira, o José Augusto, o José Adriano (de São Bartolomeu) e mais alguns, ocupávamos os lugares da frente, dos mais “pequenos”. Habituados a andar em “bicha” para todo o lado, nos passeios pelo Relvão, pela Doca, pelo Alto da Mãe de Deus ou pelo Jardim António Borges, ao dispersar, raramente nos separávamos.

Um episódio ocorrido no início do nosso 2º ano, veio agravar este injustificável “fosso”. No salão de estudo, estreito que nem um corredor, ao fundo, do lado das escadas que davam para os lavatórios e a seguir às malas dos alunos do 1º ano, existiam cerca de vinte carteiras pretas, grandes e com ampla capacidade de arrumação. Creio que teriam sido enviadas, como excedentes, do SEA, pois eram iguais às que ali encontrei mais tarde. As restantes eram umas simples mesas de madeira, envernizadas, muito pequenas e exíguas, com um tampo por cima, que mal fechavam se lhe colocássemos dentro mais um caderno que fosse. As carteiras grandes eram, obviamente, reservadas aos alunos do segundo ano, mas não chegavam para todos. Possuir uma carteira daquelas, no segundo ano, era um sonho de todos. Os “das ilhas de baixo”, no início do segundo ano, ao chegar, no Carvalho, uns dias mais cedo do que os de S. Miguel, ocuparam-nas, literalmente, todas. Chegaram os micaelenses, entre eles os “grandalhões” e não é que o padre José Franco, impõe uma imediata acção de “despejo” das ditas cujas, sem direito a protesto, a mim, ao Faria e a outros, alegando, simplesmente, “que aquelas carteiras eram para os maiores”. Ficamos furiosos!

É verdade que em Angra, já maiores e mais maduros, aquele “fosso” foi, naturalmente, diminuindo, sem no entanto se esvair por completo. O Noé abandonou o Seminário, creio que ao terminar o Curso de Filosofia e eu o de Teologia. Nunca mais nos encontrámos.

Mas quis o destino que, passados muitos anos, nos reencontrássemos num desses maravilhosos e inesquecíveis encontros do Mucifal - berçário de memórias e cimeira de troca de afectos - com a agravante de, nesse dia, sermos os únicos de 1958/59. Não nos largámos um ao outro e o dia foi pequeno para reavivarmos memórias, saudades, recordações e estórias dos anos do Seminário e para partilharmos as nossas posteriores vivências, humanas, familiares, profissionais e sociais. Foi então que percebi que o Noé fora um digno, competente e exímio profissional, orgulhoso do seu valor, ufano do seu excepcional currículo, aureolado de uma excelsa dignidade e de uma notável dedicação e empenhamento. Senti, sobretudo que o Noé era dotado duma grande alma e de um bondoso coração.

E creio que o Noé sentiu algo semelhante em relação a mim, porque no fim do dia, ao despedirmo-nos, ambos lamentámos, termos desperdiçado tantos momentos em que, no Seminário, poderíamos ter vivido sensações tão intensas e tão gratificantes como as daquele dia. Foi então que, para desagravar, esse défice de troca de afectos e amizade, prematuramente, desperdiçados, prometemos um ao outro que nos havíamos de voltar a encontrar, talvez no Norte, na Madeira ou até nos Açores…

Infelizmente, já não nos reencontraremos, porque o Noé partiu hoje e para sempre.

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publicado por picodavigia2 às 18:19

ADORO TE DEVOTE

Domingo, 22.06.14

A liturgia da festa de Corpus Christi é repleta de textos muito interessantes, tanto no que à forma e composição diz respeito tanto como pela profundeza mensagem teológica que contêm.

Cuida-se que esta festa terá sido instituída no século XIII, quando um padre de nome Pedro de Praga, da Boémia, sentindo uma enorme crise de fé sobre a veracidade da transubstanciação, terá feito uma peregrinação a Roma, a fim de alcançar uma graça para que esta tentação o deixasse. Ao deslocar-se a Bolsena, enquanto celebrava a Missa num altar com as relíquias de S. Cristina, aconteceu o milagre. Após pronunciar a fórmula da consagração, levantou a Hóstia e sentiu escorrer algo quente nas suas mãos. Observando melhor, viu que era sangue a gotejar da Hóstia Consagrada. Para ele, desvaneciam-se todas as dúvidas. A Hóstia Consagrada transubstanciara-se, verdadeira e realmente, no Corpo de Cristo. Reza a lenda, ainda, que o Sangue era tanto que caiu sobre o corporal e sobre o altar até chegar ao mármore e ainda hoje podemos encontrar as suas marcas sobre este.

A Hóstia cheia de sangue foi guardada. Naquela mesma época, a Beata Juliana de Cornillon havia pedido ao Papa Urbano IV a introdução da festa de “Corpus Domini” no calendário litúrgico da Igreja, e o Santo Padre pediu a Deus um sinal para saber se era Deus que queria essa festa ou se era algo humano. Quando o Papa soube do acontecido, deslocou-se a Bolsena. Ao ver a Hóstia cheia de Sangue ajoelhou e disse, simplesmente: Corpus Christi. De seguida, guardou a Hóstia e levou-a para Roma, juntamente com os objectos de culto. Ao regressar a Roma, o Papa colocou a Hóstia, ainda com vestígios do sangue, no ostensório e andou pelas ruas da cidade, em procissão. Para a passagem de Jesus, todos os romanos enfeitaram suas ruas.

No ano seguinte, o Papa promulgou a bula “Transiturus” que instaurava para toda a cristandade a Festa do Corpo de Deus, pedindo a Santo Tomás de Aquino que compusesse um hino, para o ofício de Corpus Christi. O hino chama-se Adoro té e é uma das mais belas composições que compõem o Canto Gregoriano.

 

Adoro te devote, latens Deitas,

Quae sub his figúris vere látitas

Tíbi se cor méum tótum súbjicit

Quia te contémplans tótum déficit.

 

Vísus, táctus, gústus in te fállitur,

Sed audítu sólo tuto creditur

Credo quídquid díxit Dei Fílius

Nil hoc verbo veritátis vérius.

 

In crúce latébat sola Deitas,

At hic látet simul et humánitas

Ambo tamen crédens atque cónfitens,

Péto quod petívit látro paénitens.

 

Plagas, sicut Thomas, non intúeor

Déus tamen méum te confíteor

Fac me tíbi semper magis crédere,

In te spem habére, te dilígere.

 

O memoriále mórtis Dómini,

Pánis vívus vítam praéstans hómini,

Praésta méae ménti de te vívere,

Et te ílli semper dulce sápere.

 

Pie pellicáne Jésu Domine,

Me immundum munda túo sánguine,

Cújus una stílla sálvum fácere

Tótum múndum quit ab ómni scélere.

 

Jesu, quem velátum nunc aspício,

Oro fiat illud quod tam sítio

Ut te reveláta cérnens fácie,

Vísu sim beátus túae glóriae. Amem.

 

Outro hino composto por São Tomás, a fim de enriquecer a liturgia deste dia foi Pange Lingua, cujas duas últimas estrofes são cantadas durante adorações e bênçãos do Santíssimo Sacramento, na Igreja Católica, sendo mais conhecidas por Tantum Ergo.

Tantum ergo Sacramentum

 Veneremur cernui:

 Et antiquum documentum

 Novo cedat ritui:

 Praestet fides supplementum

 Sensuum defectui.

 

 Genitori, Genitoque

 Laus et jubilatio,

 Salus, honor, virtus quoque

 Sit et benedictio:

 Procedenti ab utroque

 Compar sit laudatio.

 Amen.

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publicado por picodavigia2 às 00:30

QUINTA FEIRA DA ESPIGA

Quinta-feira, 29.05.14

O Dia da espiga é celebrado em Portugal na antiga Quinta-feira da Ascensão, pelo que também é conhecido por Quinta-feira da Espiga. Neste dia é tradição as pessoas darem um passeio aos campos, colheendo espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira e alecrim para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição. o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada de casa, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso.

A Quinta-feira da Espiga é, de facto, um dia para ser celebrado, fundamentalmente, no campo, entre as sociedades agrícolas, mas, como nas aldeias rurais a desertificação cada vez é maior, actualmente, já poucas são as pessoas que ainda vão ao campo no dia de hoje, abandonando as suas obrigações, para apanhar a espiga, ou o raminho formado com ela, com algumas flores e ramos. Antigamente, de norte a sul do país, o dia de hoje, em que,em tempos idos, liturgicamente, se celebrava a festa da Ascensão, era considerado uma data faustosa, das mais festivas do ano, repleta de cerimónias sagradas e profanas.

A origem gaudiosa deste dia é, contudo, muito anterior à era cristã. Crê-se qu este dia seja um herdeiro directo de rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mundo mediterrâneo, em que grandiosos festivais, de intensos cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a natureza. Para alguns povos antigos, esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância. Nela se exortava o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.

A Igreja Católica, à semelhança do que fez com outras festas ancestrais pagãs, cristianizou, mais tarde, esta data, atravessando, assim, os tempos com uma dupla acepção: como Quinta-feira de Ascensão, para os cristãos, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, esta traduzindo aspectos e crenças não religiosos, mas exclusivos da esfera agrícola e familiar.

O Dia da Espiga é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um viçoso ramo de várias plantas - cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região –, guardado durante um ano, mas é também um poderoso e multifacetado amuleto, que é pendurado, por norma, na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.

Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. E a simbologia de cada planta, comumente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão; o malmequer o ouro e a prata; a papoila o amor e vida; a oliveira o azeite e a paz; a videira o vinho e a alegria; e o alecrim a saúde e a força.

Além destas associações basilares ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, isto é, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, tomando mesmo, nalguns sítios do país a designação de Dia da Hora. Nas localidades em que assim é entendida esta quinta-feira, acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data e nas igrejas realiza-se um serviço religioso de Adoração, após o qual toca o sino. Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam” .

 

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publicado por picodavigia2 às 13:41

CRUDIVORISMO

Domingo, 11.05.14

O crudivorismo é uma dieta moderna, em que os alimentos são consumidos crus. Embora, habitualmente, os seus adeptos e consumidores, sigam uma dieta vegetariana estrita, o crudivorismo permite, no entanto, a inclusão de alguns produtos de origem animal, como o mel e o leite e até o peixe. Mas o que caracteriza verdadeiramente o crudivorismo e que o distingue de outras dietas é que nada pode ser preparado ao fogo, quer cozido, quer assado quer grelhado ou gratinado, por defender o postulado de que qualquer tipo de colocação dos alimentos no lume lhe provoca a perda de nutrientes. Isto, no entanto, não quer dizer, necessariamente, que se comam apenas alimentos crus. Existem processos de preparação que não causam perda de nutrientes, como a desidratação dos alimentos.

A alimentação crudívora, também chamada de "alimentação viva" ou "comida viva", é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, fruta fresca ou seca (desidratada), vegetais, sementes, grãos germinados como o germe de trigo e algas, isto porque, ainda, consideram os seus defensores de que os alimentos crus são ricos em enzimas, indispensáveis na alimentação das células humanas, por isso, se considera esta alimentação enzimática. Consideram também os crudivoristas que a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das maiores responsáveis pelo envelhecimento e morte precoce e ainda a causa subjacente de muitas doenças.

Há, no entanto, metrólogos que consideram que estas teorias não têm fundamento, porquanto não existe nenhuma comprovação de que as enzimas dos alimentos ajudem na digestão e, além disso, cuidam que também não há uma alteração significativa na quantidade de fibras nem de vitaminas, Outros vão mais longe, afirmando que muitos alimentos podem ser contaminados por vírus, fungos ou bactérias se não forem refrigerados na temperatura correta.

 

Dados retirados da Wikipédia

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publicado por picodavigia2 às 16:31

QUINTA-FEIRA SANTA

Quinta-feira, 17.04.14

Quinta-feira Santa é a quinta-feira imediatamente anterior à Sexta-feira da Paixão, da Semana Santa, ou seja ao dia em que, liturgicamente, se recorda a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Este dia marca o inicio do Tríduo Pascal na celebração que relembra a ultima ceia de Jesus Cristo com os doze Apóstolos.

Os ofícios da Semana Santa chegam à sua máxima relevância litúrgica na Quinta-Feira, quando começa com a recordação da Última Ceia e culminante na Vigília Pascal que celebra, na noite do Sábado de Aleluia e a ressurreição de Jesus Cristo, no Domingo.

Na "Missa dos Santos Óleos" ou Missa do Crisma, celebrada apenas pelos bispos diocesanos na igreja catedral da sua diocese, a Igreja celebra a instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos usados nos sacramentos do Baptismo, do Crisma e da Unção dos Enfermos, e os sacerdotes, participantes, renovam as suas promessas. De entre os rituais do dia, adquire especial relevância simbólica o "lava-pés", realizado pelo sacerdote em memória do gesto de Cristo para com os seus apóstolos antes da Última Ceia. Ma realidade e de acordo com os relatos dos Evangelh os, Jesus lavou os pés dos discípulos como um ato de humildade e serviço, criando assim um exemplo de que devemos amar e servir um ao outro em humildade. Na Quinta-Feira Cristo ceou com seus apóstolos, seguindo a tradição judaica, já que segundo esta deveria cear-se um cordeiro puro; com o seu sangue, deveria ser marcada a porta em sinal de purificação; caso contrário, o anjo exterminador entraria na casa e mataria o primogénito dessa família, segundo o relatado no livro do Êxodo. Nesse livro, pode ler-se que não houve uma única família de egípcios na qual não tenha morrido o primogénito, pelo que o faraó permitiu que os judeus abandonassem do Egipto, e eles, de imediato, partiram na demanda da terra prometida e da sua liberdade; o faraó rapidamente se arrependeu de tê-los deixado sair, e mandou o seu exército em perseguição, mas Deus não permitiu e, depois de os judeus terem passado o Mar Vermelho, fechou o canal que tinha criado, afogando os egípcios. Para os católicos, o cordeiro pascoal de então passou a ser o próprio Cristo, entregue em sacrifício pelos pecados da humanidade e dado como alimento por meio da hóstia.

Num calendário em que varia cada ano para buscar a coincidência da Semana Santa com a primeira lua cheia posterior ao equinócio de outono, celebra-se, este ano, hoje, 17 de Abri a Quinta-feira Santa.

 

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publicado por picodavigia2 às 11:38

CIRCUITO PEDESTRE AO REDOR DE PAREDES

Segunda-feira, 14.04.14

O circuito diário, pedestre, ao redor da Cidade de Paredes, tem cerca de 5 Km e demora 12x5 minutos, ou 60x1 minutos, ou seja uma hora. Inicia-se no edifício Fonte Sacra II e termina no mesmo, frente ao Blush. É constituído por 12 etapas, dividias em cinco partes cada.

 

1. F. Sacra

1.1.   Cruzamento

1.2.   Hotel

1.3.   Cabine

1.4.   Anúncio de Semáforo

1.5.   Casa Amarela

2. Expansão

2.1.   Fossa

2.2.   Rua da Saudade

2.3.   Numerus

2.4.   Entrada das Finanças

2.5.   Banco BIC

3. Sentiais

3.1.   Eirado

3.2.   Padaria

3.3.   Biblioteca (fim)

3.4.   1º Cruzamento do Parque

3.5.   2º Cruzamento do Parque

4. Estrebuela

4.1.   Ourivesaria

4.2.   Multi-ópticas

4.3.   Junta

4.4.   A. Chinês

4.5.   A. Fonte

5. S. José

5.1.   Igreja

5.2.   Garagens

5.3.   P. do Passal

5.4.   Infante

5.5.   Rede

6. Estação/Feira

6.1.   V. Real

6.2.   Montepio

6.3.   Doce Cake

6.4.   Rover

6.5.   Feira

7. Pias

7.1.   Paragem

7.2.   C. Dentária

7.3.   Passagem

7.4.   Misericórdia

7.5.   A. Hospital

8. Castelões

8.1.   Queen

8.2.   2º Estacionamento

8.3.   Centro Comercial

8.4.   Avenida

8.5.   Cimo da Rua Nova

9. S. da Guia

9.1.   S. Bar

9.2.   Cadeia

9.3.   E. dos Bombeiros

9.4.   A. Casa

9.5.   R. de Jogos

10.Perrace

10.1. C. Amarela

10.2. Tasco

10.3. Milénio

10.4. T. da Adega

10.5. C. do Correio

11. Gaia

11.1. Antiga Electro

11.2. Clínica

11.3. Casas Velhas

11.4. Fim da Nacional

11.5. Última Entrado Inter

12. Inter/Queimadas

12.1. Placa da Rotunda

12.2. Fim da Rede

12.3. Pinheiros Altos

12.4. Termo da Mata

12.5. FonteS Sacra

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publicado por picodavigia2 às 11:56

AD EXTIRPANDA

Quarta-feira, 26.03.14

A bula “Ad extirpanda” foi promulgada pelo papa Inocêncio IV, em 15 de Maio de 1252, sendo confirmada, sete anos mais tarde, por Alexandro IV e em 3 de Novembro de 1265 por Clemente IV. Bem se poderia chamar a “Bula dos Quartos”

Esta bula tornou-se célebre devido ao seu conteúdo ser pouco abonatório dos princípios evangélicos que a Igreja Católica anuncia ao mundo, uma veze que decretava que a heresia era una razão de Estado, pelo que, a fim de a evitar, criava a Inquisição e não só autorizava como, também, apoiava e incentivava o recurso à tortura física, moral e psicológica como meio legítimo para obter a confissão dos hereges. Pior ainda, pois a malfadada bula decretava a pena de morte e a condenação a serem queimados vivos numa fogueira todos os que recaíam nas suas doutrinas e práticas heréticas e a confiscação dos seus bens. A bula, finalmente, concedia ao Estado una parte de los bens confiscados aos hereges declarados culpados.

Muitos povos, entre os quais os albigenses foram massacrados com as determinações desta bula que mais parecia obra satânica do que divina.

Recorde-se o currículo destes papas: Inocêncio IV era conde de Lavagna, Sinibaldo Fieschi, sendo eleito papa em Junho de 1243 depois da libertação dos dois cardeais aprisionados pelo imperador Frederico II. Reinou no trono de S. Pedro até Dezembro de 1254. No ano seguinte à sua eleição, iniciou a reforma do Colégio Cardinalício e um ano depois, todos os cardeais iniciaram o uso de um capelo vermelho honorífico, e o Colégio atingiu uma tal importância que as suas reuniões tinham o mesmo poder que os antigos sínodos, exercendo com o papa o governo centralizado da Igreja. O poder da Igreja tornou-se tão forte que permitiu a Inocêncio IV destronar o imperador Frederico II. no Concílio de Lyon. A criação da Inquisição foi a sua obra principal, embora lhe seja reconhecido o mérito de ter imposto certos limites aos procedimentos muitas vezes pouco ortodoxos que se empregavam para obter confissões dos hereges. Por sua vez, Alexandre IV foi Papa de 12 de Dezembro de 1254 até a data da sua morte, em 25 de Maio de 1261. Chamava-se Reginaldo Conti e foi elevado a cardeal pelo seu tio, o Papa Gregório IX, em 1227. Prosseguiu a guerra contra os descendentes do imperador Frederico II. Opôs-se à sucessão no trono imperial alemão de Conradino. Viveu quase sempre fora de Roma, por causa do conflito entre guibelinos e guelfos. Ocupou-se do governo da Igreja, procurando a união com as igrejas gregas. Promoveu a influência dos franciscanos, intervindo na universidade de Paris em favor desta ordem mendicante, e também dos dominicanos. Finalmente Clemente IV, nascido Guy Foulques, foi papa de Fevereiro de 1265 a Novembro de 1268. Foi soldado e advogado, nesta última qualidade foi secretário de Luís IX de França, a cuja influência deve, provavelmente, a sua eleição.

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publicado por picodavigia2 às 16:10

JOGRAIS - O NABO GIGANTE

Terça-feira, 11.02.14

(BASEADO NO LIVRO DE ANTÓNIO MOTA COM O MESMO TÍTULO)

 

TODOS -        Numa aldeia / à beira duma montanha / havia uma pequena casa / coberta de musgo.

SETE -            Junto da casa havia uma horta.

UM -               Na horta havia uma laranjeira.

UM-                Que dava laranjas muito doces.

UM -               Um limoeiro.

UM -               Que dava limões muito grandes.

UM -               Uma cerejeira.

UM -               Que dava cerejas brancas.

UM -               Três videiras.

UM -               Que davam enormes cachos de uvas saborosas.

UM -               Uma capoeira que tinha:

UM -               Galinhas e galos.

UM -               Perus.

UM -               Codornizes e patos.

TODOS -        Junto da casa havia uma horta.

SETE -            Na horta havia um tanque.

UM -               Por cima do tanque havia uma bica que deitava água fresca todo o ano.

TODOS -        Numa aldeia / à beira duma montanha / havia uma pequena casa / coberta de musgo.

SETE -            Na casa viviam duas pessoas.

UM -               Um velho.

UM -               Muito magro e baixinho.

UM -               E a sua mulher.

UM -               Alta / gorda e velhota.

SETE -            Na casa viviam duas pessoas.

UM -               O velho.

UM -               Sachava.

UM -               Regava.

UM -               Mondava

UM -               Colhia.

TODOS -        E comia o que a terra dava.

UM -               Também repartia

UM -               Com as galinhas e os galos.

UM -               Com os perus.

UM -               Com as codornizes e os patos.

SETE -            Que viviam na capoeira.

TODOS -        Numa aldeia / à beira duma montanha / havia uma pequena casa / coberta de musgo.

UM -               Num ano.

UM -               Quando os primeiros dias da Primavera trouxeram sol e calor.

SETE -            Os pássaros começaram a voar sobre a terra.

UM -               À procura de raízes finas.

UM -               De penas.

UM -               De trapinhos e ervas secas.

SETE -            Coisas leves que levaram no bico.

UM -               Para cima das árvores.

UM -               Para os buracos dos muros.

UM -               Para os telhados.

UM -               Para os beirais.

TODOS -        Para aí construírem os ninhos.

SETE -            Caminhas fofas.

SETE -            Onde haviam chocar os ovos.

SETE -            Para que outros passarinhos nascessem.

SETE -            Bem protegidos e agasalhados.

TODOS -        Os pássaros começaram a voar sobre a terra.

UM -               Um dia...

TODOS -        Na aldeia onde havia uma pequena casa / coberta de musgo,

UM -               Onde viviam duas pessoas,

UM -               O velho, muito velhinho,

UM -               Levantou-se muito cedo,

UM -               Tomou o pequeno-almoço,

SETE -            E foi trabalhar para a horta.

SETE -            Que ficava junto à casa / coberta de musgo.

UM -               Encheu uma carreta com estrume do galinheiro,

UM -               E levou-a para a horta,

SETE -            Que ficava junto à casa coberta de musgo.

UM -               Com um ancinho espalhou o estrume sobre a terra,

UM -               E cavou-a com a sua enxada,

SETE -            Muito velha,

SETE -            Muito pesada,

SETE –           Muito usada.

TODOS -        E o velho muito transpirado,

UM -               Pôs a terra muito lisinha,

IM -                Tirou do bolso um pacotinho com sementes de nabo

SETE -            E semeou-as no chão cultivado.

UM -               Delicadamente.

UM -               Com muitos vagares,

UM -               Com muito amor.

TODOS  -       Na horta que ficava junto à casa  / coberta de musgo.

UM -               Depois cobriu as sementes com terra,

UM -               Regou-as com água do tanque

UM -               E disse.

RAPAZES -   Façam favor de crescer, / está bem?!

UM -               Os dias passaram ... muito devagar,

UM -               Os passarinhos nasceram nos ninhos / e começaram a pedir comida aos pais / que voavam muito atarefados.

TODOS -        E na horta que ficava junto à casa / coberta de musgo.

UM -               O sol aquecia a terra,

UM -               Fazia desabrochar as folhas,

UM -               E as flores.

UM -               E as sementes dos nabos

UM -               Bem estrumadas

UM -               Bem regadas

UM -               Bem mondadas

SETE -            Transformaram-se em pequeníssimos rebentos verdes

MENINAS -   E mais tarde em grandes plantas.

UM -               E numa tarde o velho descobriu que um nabo crescia mais do que os outros,

UM -               Ficou curioso,

UM -               Contou à mulher

UM -               E todos os dias corria para a horta para ver o nabo.

RAPAZES -   E o nabo estava cada vez maior.

TODOS -        Na horta que ficava junto à casa / coberta de musgo.

UM -               E o nabo ia crescendo...

SETE -            Crescendo...

RAPAZES -   Crescendo...

TODOS -        O nabo era gigante.

UM -               O nabo tinha a altura do velho

UM -               O nabo continuava a crescer

SETE -            Hora a hora,

SETE -            Dia a dia.

TODOS -        Na horta que ficava junto à casa / coberta de musgo.          

UM -               E o nabo já incomodava

UM -               As alfaces

UM -               As abóboras

UM -               As couves

UM -               E o velho muito velho

TODOS -        Que morava na casa coberta de musgo,

UM -               Decidiu ir arrancar o nabo.

UM -               E foi para a horta

TODOS -        Que ficava junto à casa coberta de musgo.

UM -               Agarrou-se ao nabo

UM -               E puxou uma vez,

UM -               Duas vezes...

UM -               Três vezes,

UM -               Com muita força.

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               E o velho chamou a mulher para o ajudar.

UM -               A velhota veio e puxou o velhinho,

UM -                O velhinho puxou o nabo

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               E a velhota chamou uma menina que vivia lá perto.

UM -               A menina veio e puxou a velhota

UM -               A velhota puxou o velhinho,

UM -                O velhinho puxou o nabo.

SETE -            Fartaram-se de puxar.

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               E a menina foi chamar o irmão que andava a brincar,

UM -               O rapaz veio e puxou a menina.

UM -               A menina  puxou a velhota

UM -               A velhota puxou o velhinho,

UM -               O velhinho puxou o nabo.

SETE -            Fartaram-se de puxar.

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               E o rapaz resolveu chamar o seu cão / que era grande, meigo e muito forte.

UM -                E o cão veio ajudar a puxar o nabo.

UM -               O cão puxou o rapaz.

UM -               O rapaz  puxou a menina.

UM -               A menina  puxou a velhota

UM -               A velhota puxou o velhinho,

UM -               O velhinho puxou o nabo.

SETE -            Fartaram-se de puxar.

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               O cão ladrou a um gato

UM -               E o gato veio a correr para ajudar a tirar o nabo.

UM -               E o gato puxou o cão.

UM-                O cão puxou o rapaz.

UM -               O rapaz puxou a menina.

UM -               A menina  puxou a velhota

UM -               A velhota puxou o velhinho,

UM -               O velhinho puxou o nabo.

SETE -            Fartaram-se de puxar.

TODOS -        Mas o nabo não se mexeu.

UM -               O cão ladrou a um gato

UM -               E o gato pôs-se a miar

UM  -              E apareceu um rato muito pequenino.

UM -               O rato puxou o gato

UM -               O gato puxou o rato.

UM -               O cão puxou o rapaz.

UM -               O rapaz puxou a menina.

UM -               A menina  puxou a velhota

UM -               A velhota puxou o velhinho,

UM -               O velhinho puxou o nabo.

SETE -            Puseram-se a puxar...

SETE -            A puxar...

MENINAS -   E de repente...

TODOS -        O nabo saiu da  terra / na horta que ficava junto à  casa / coberta de musgo.

UM -               E o gato caiu sobre o rato,

UM -               E o cão sobre o gato,

UM -               E o rapaz sobre o cão.

UM -               A menina sobre o rapaz,

UM -               A velhota sobre a menina,

UM -               O velhinho sobre a velhota

TODOS -        E o nabo ao lado de todos.

UM -               A velhota era boa cozinheira,

UM -               Cortou o nabo em pedacinhos,

UM -               E fez um cozinhado

UM -               Muito apetitoso,

UM -               Muito saboroso,

TODOS -        Na casa coberta de musgo.

UM -               E o rato,

UM -               O gato,

UM -               O cão,

UM -               O rapaz

UM -               A menina

UM -               A velhota,

UM -               E o velhinho

TODOS -        Comeram um fabuloso cozinhado / feito com o nabo / apanhado na horta / da casa coberta de musgo / na aldeia à beira da montanha.

 

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publicado por picodavigia2 às 09:38

EMÍLIO PORTO

Sábado, 01.02.14

Faz agora precisamente um ano, que “Farol da Ponta”, uma das, até então, mais insignes e respeitáveis colunas do jornal “O Dever”, se apagou. Infelizmente pela razão mais triste, pesarosa e angustiadora. O falecimento do responsável quer pela criação quer pela manutenção semanal, naquele semanário lajense, duma coluna, intitulada “Farol da Ponta”.

A família, os amigos, a vila das Lajes e a ilha do Pico choraram a sua morte, por quanto ela significava uma perda de vulto, não apenas do colunista do “Dever”, mas sobretudo e especialmente de um músico de elevada craveira, de um maestro de inquestionável competência. Que o diga o Grupo Coral das Lajes do Pico, que, na semana passada lhe prestou condigna, justa e merecida homenagem.

Na realidade foi nesta área que Emílio Porto marcou a sua presença, contribuindo, com o seu trabalho e mestria, para o desenvolvimento da cultura musical açoriana. Desde os tempos de aluno do Seminário de Angra, onde, não apenas, fez grande parte da sua formação, mas também onde já se distinguiu como músico insigne, regente de capela e de grupos corais, que Emílio Porto se consagrou como um dos mais insignes músicos e maestros açorianos. Como ele próprio confessou, foi o ambiente musical do Seminário que o motivou para música, pois segundo ele: “O ambiente musical que se vivia no Seminário em 1950 era o reflexo de uma tradição forte nas ilhas açorianas. Consequências, talvez, dos apelos do Motu Próprio do Papa Pio X, e também da necessidade de ir ao encontro das pessoas que viviam em quase isolamento total. Os padres deveriam saber música para poderem ensinar e exercer condignamente as funções litúrgicas da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, contribuir para o seu desenvolvimento cultural. E continuou a ser assim. (…) No meu primeiro ano lectivo - 1950-1951 - assisti na minha cadeira, ao fundo do salão, ao concerto do Orfeão do Seminário, na festa de São Tomás de Aquino. Aí ouvi, pela primeira vez, as primeiras palavras do hino do Seminário "Se há grandeza, no mundo, é aquela..." O Seminário respirava música por todo o lado. Que me contagiou. A partir do primeiro ano esteve sempre presente. Nessa mística me integrei. Desde as primeiras noções do solfejo entoado, à teoria musical e História da Música, e às práticas musicais curriculares e ocasionais. E depois, pela vida fora, até hoje.”

A morte de Emílio Porto, há um ano, no entanto, para além da enorme perda que constituiu, a nível musical, também fez silenciar as colunas deste jornal e o seu blogue “Alto dos Cedros, onde divulgava a maior parte dos seus escritos. Neste aspecto também constituiu e constitui uma perda irreparável.

Conheci o Emílio Porto, quando em Setembro de 1960, demandei, pela primeira vez, o Seminário de Angra. Recordo-me de o ver assomar à janela do seu quarto, voltada para os “miúdos”, sempre sério e pensativo, a descer os degraus dos teólogos, a correr para a sala seis, a fim de chegar a tempo à aula de Teologia, a jogar voleibol no campo junto à cozinha, a percorrer as ruas de Angra, com passagem pelo pátio da Alfândega e, sobretudo, a reger, com mestria, elegância e emoção, a capela do Seminário. Frequentava o décimo primeiro ano e eu, o terceiro. As normas de um regulamento interno, rígido e rigoroso, impediam a comunicação diária entre os alunos das três prefeituras, quebrada apenas, nas manhãs de Natal, nos dias de Festa, nos ensaios do orfeão e pouco mais. Não era de muitas falas, nem se metia em graçolas ou brincadeiras com os mais pequenos. Tinha, no entanto, um ar alegre, prazenteiro, solene, digno, concentrado e trabalhador, revelando já dotes extraordinários e inexauríveis, a nível da formação musical.

Anos mais tarde, embora em tempos diferentes, cruzei-me com ele em São Caetano do Pico, substituindo-o, nas inúmeras actividades em que ele ali se envolvera e a que procurei dar continuidade e prosseguimento. Em São Caetano do Pico, Emílio Porto, para além de granjear o respeito, a consideração e a estima de toda a população, deixou uma obra notável. Dedicado à juventude, que acompanhava em todas as actividades e com quem se envolvia em todos os acontecimentos, com destaque especial para a música e também para o teatro, Emílio Porto deixou ali uma obra notável, marcando positivamente uma geração.

Mais tarde serviu o exército português no ultramar, durante a guerra colonial, realizando duas comissões de serviço em Angola. A forma como o fez, estabelecendo a amizade como estandarte da guerra e a verdade como lema de vida, granjeou-lhe o respeito, a consideração e a estima de quantos com ele conviveram. A atestá-lo os variadíssimos testemunhos de quantos acompanhou naquelas missões e os encontros regulares que, passados quarenta anos, ainda mantinha com os seus camaradas de guerra.

A partir de então, perdi-lhe as pegadas. Sei, no entanto, que, quer como homem, quer como cidadão ou professor e ate como político, teve sempre um comportamento digno, nobre e exemplar, pautado por um empenhamento honesto, por uma competência fluente, por uma dignidade desmedida e por uma humildade transparente, que nem o Grau de Comendador, com que foi agraciado pelo presidente Jorge Sampaio em 2008, nem a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico que a Assembleia Regional dos Açores lhe atribuiu, haviam de desfazer.

Quis o destino que, nos últimos tempos, nos reencontrássemos e restabelecêssemos uma amizade recíproca, íntima, sã e enternecedora, a nível individual e familiar. Não apenas em encontros frequentes, que agora podíamos fruir, mas também no “Alto dos Cedros” e no “Pico da Vigia”, onde, dia após dia, íamos fazendo deslizar memórias de um passado que, afinal, tinha muito em comum.

Como herança final, haveria de ser eu a dar-lhe continuidade nesta coluna, embora muito longe da competência que nele refulgia. Apenas e tão só, até porque de maneira diferente, para que este “Farol da Ponta” que ele criou com tanto interesse, continuasse a cintilar.

 

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O MITO DO RIO SADO

Sábado, 11.01.14

Há milhares e milhares de anos, povos de características semelhantes ou iguais aos conhecidos como pre-Abbevilenses, terão sido os ocupantes e povoadores de toda a zona litoral alentejana. De condição primitiva e rude, estes homens teriam que procurar por si próprios os seus meios de subsistência, desenvolvendo, para isso, técnicas primitivas e rudimentares, em ordem a tentar ultrapassar ou até sobrepor-se às temíveis dificuldades que, na luta pela sobrevivência,  as forças da natureza lhes opunha. E uma das grandes forças foi, incontestavelmente, a das águas.

Ao longo dos tempos, muitos povos que ocuparam e viveram no Alentejo interrogaram-se e  ainda hoje, talvez, alguns se interroguem, sobre a razão pela qual o rio Sado,  Calipus segundo os romanos e Xâter segundo os árabes, nascendo na serra do Caldeirão, passando ao lado de Ourique, correndo para o mar, na direcção de noroeste, ao chegar a Alvalade, muda o seu curso, isto, é, corre para norte, fenómeno inédito na orografia portuguesa, acabando por ir desaguar  em Setúbal e não em Santiago do Cacém, como seria mais natural.

A explicação fácil e simplista de que hoje somos detentores, centrada na morfologia do solo e personificada na serra do Cercal, não era plausível nos tempos dos pre-Abbevilenses, simplesmente porque, por um lado, desconheciam a lógica e, por outro,  a morfologia do solo lusitano, de épocas tão remotas, era substancialmente diferente da actual.

E o homem pre-abbevilense, que viveu na região onde hoje se situa  Alvalade, assim como os seus congéneres, quer de outros  tempos, quer de outros espaços, pura e simplesmente ultrapassou   os limites da sua incompreensão,  recorrendo ao sobrenatural, atribuindo a origem de tão aparentemente irregular e inexplicável fenómeno, como a de tantos outros, a  poderes, vontades e forças superiores, estranhas e sobrenaturais.

Surgiu assim uma explicação teogónica e mitológica, um mito, perdido na história e até, talvez, no paralelismo de tantos outros,

 

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