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FOGO DESTRUIDOR

Terça-feira, 27.06.17

Todo o fogo, qualquer que ele seja, arrasa, aniquila, mata e tudo destrói.

O fogo foi a maior conquista do homem que depressa aprendeu a utilizá-lo em seu proveito.

Na verdade o fogo, inicialmente, foi muito proveitoso para o homem, pois serviu-lhe de proteção contra os predadores mais perversos, protegeu-o do frio e ajudou-o em muitas atividades relacionadas com a sua sobrevivência, incluindo o cozinhar dos alimentos. Mas o fogo foi e continua a ser o grande responsável pelo desenvolvimento e criação de armas de guerra e a impor-se como força, desastradamente, destruidora.

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publicado por picodavigia2 às 00:05

VERBO HAVER

Sexta-feira, 23.06.17

O verbo haver, no sentido de acontecer ou existir, é sempre impessoal, pelo que tem de se conjugar apenas na terceira pessoa do singular.

É verdade que a regra geral da concordância verbal da Gramática Portuguesa obriga a que o verbo concorde sempre com o seu sujeito, porém esta regra não se aplica ao verbo haver, quando ele substitui o verbo existir ou uma expressão similar. Neste caso, o verbo haver é impessoal. Assim não se deve dizer “Houveram problemas”, mas “Houve problemas”. Note-se, no entanto, que se substituirmos o verbo haver por existir, esse deve ser flexionado normalmente: “Existiram problemas.” Assim, o verbo haver, enquanto verbo impessoal, com sentido de existir, é conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular (houve), independentemente da restante frase estar no plural ou no singular. Assim o correto é dizer:

Houve muitas pessoas interessadas na vaga de emprego.

Houve dificuldades na implementação do novo projeto.

Na verdade o verbo haver, geralmente, refere-se ao ato de ter existência, de acontecer, de estar presente, de decorrer, fazer, recuperar, julgar, comportar-se e entender-se. Contudo, é usado principalmente com significado de ter ou existir. É um verbo irregular e complexo, com algumas particularidades na conjugação.

A forma conjugada houveram tem uma utilização muito reduzida, estando apenas correta a conjugação do verbo haver em todas as pessoas quando o verbo haver se apresenta como verbo auxiliar, precedendo um verbo principal, com sentido equivalente ao verbo ter: Eles tiveram/eles houveram.

Exemplos:

Semana passada, ele houve de ir conversar com o diretor sobre suas novas funções.

Semana passada, eles houveram de ir conversar com o diretor sobre suas novas funções.

Houve de acontecer essa situação para que você me desse valor.

Houveram de acontecer essas situações para que você me desse valor.

Houveram de esperar largo tempo

Havia aparecido uma   mancha de  óleo.

Haviam  aparecido manchas de óleo.

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publicado por picodavigia2 às 00:05

OBRIGADO

Sábado, 22.04.17

 

A todos aqueles que no dia de ontem e também no de hoje tiveram a gentileza de me felicitar e dar os parabéns por mais um aniversário, o meu sincero e sentido obrigado.

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publicado por picodavigia2 às 16:16

VELHICE

Sexta-feira, 21.04.17

 

Afinal,

bem vistas as coisas,

a velhice é um dádiva,

um dom

que não é concedido a todos.

 

Há que aproveitá-la!

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DEMOGORGON O PRÍNCIPE DOS DEMÓNIOS (MITOLOGIA)

Quarta-feira, 15.02.17

Demogorgon ou simplesmente Gorgo era, na Antiguidade, o nome grego dado ao demônio, segundo a bíblia de demônios. Demogorgon seria a sombra de um guerreiro chamado Yeegil, cujo nome significava provedor do mal, mas histórias antigas dizem que esse homem não poderia fazer o mal pelo que foi o diabo lhe deu uma sombra com a qual podia fazer todo o mal que ele imaginasse ou quisesse.

Demogorgon apresentava-se com uma forma um tanto humanoide. Possuía duas cabeças em forma de mandril. Do seu corpo escamado brotavam dois pescoços gêmeos semelhantes a serpentes, e os seus braços terminavam em longos tentáculos. As duas cabeças eram dotadas de mentes individuais e distintas, pelo que possuíam nomes diferentes. A cabeça esquerda chamava-se Aameul e a direita Hethradiah. Um dos seus segredos mais bem guardados e desconhecidos dos humanos, incluindo dos que lhe prestava culto, era a do esforço que as duas personalidades faziam para dominar e até mesmo matar os humanos, Felizmente Demogorgom nunca conseguia atingir este objetivo. Ele, com a sua dualidade, dualidade apenas conseguia separar ou unir as suas próprias personalidades. Sorte a dos humanos

De acordo com algumas lendas do kopru, Demogorgon tinha duas mães, que seriam as  responsáveis pelas suas personagens gêmeas. A sua pele era azul-esverdeada, chapeada como a das serpentes, com escamas e os seus pés seriam semelhantes aos dos lagartos gigantes, tendo a cauda grossa e bifurcada. Tinha uma aparência muito idêntica às dos répteis, nomeadamente, à das Serpentes e o seu sangue era frio.

Demogorgon tinha o poder de encantar os seus inimigos, conduzindo-os insanos com o seu olhar. Se ambas as cabeças olhassem, simultaneamente, para um humano seu inimigo podia hipnotiza-lo. Por sua vez a sua cauda, semelhante a um chicote tinha a capacidade de retirar a energia vital a um inimigo vivo. Lançando os seus tentáculos sobre os seres vivos fazia com que eles ficassem cobertos com uma espécie de lepra e apodrecessem. Terrível!

Segundo outras lendas e relatos antigos, Demogorgon e o demônio Rimmon uniram-se para entrar no Mar Astral e invadir o domínio divino de Kalandurren, uma espécie de paraíso do deus Amoth. Mas Amoth matou Rimmon e tentou cortar Demogorgon ao meio, fazendo-lhe uma enorme ferida, antes que Orcus o matasse. Foi esta ferida que originou as duas cabeças de Demogorgon e a sua dupla personalidade.

Demogorgon vivia no Abismo, um grande mar de água salgada quebrada por altas, afiadas e feias proeminências rochosas que sobiam da interminável água turva até a um céu de névoa amarela. O palácio de Demogorgon era formado por duas torres gêmeas de forma muito grossa, como serpentes bem enroladas, cobertas de feições afiadas e feias e espinhos, e coroadas no topo com minaretes em forma de caveira. As duas torres estavam ligadas por uma ponte perto do topo. Abaixo da fortaleza havia recifes e cavernas onde morvam seres estranhos, constantemente lutando uns com os outros e adorando Demogorgon. Na verdade Demogorgon era adorado não só por humanos maus, mas também pelos raios inteligentes conhecidos como ixitxachitl. Os adoradores de Demogorgon que ainda não eram demônios, eram frequentemente perturbados por ele a fim de que se convertessem e tornassem em demónios.

Muito interessante é a Mitologia!

 

NB – Dados retirados da Wikipédia.

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ONDE?

Domingo, 12.02.17

Como me interesso muito por contos e muito especialmente por contos açorianos, há dias fui à FNAC (Norte Shoping) a fim de comprar Novas Estórias Açorianas de Carlos Alberto Machado. Dirigi-me à funcionária que manuseava o computador e indiquei-lhe o nome do autor e o da obra. A senhora informou-me que o livro em causa existia mas não o tinha. De seguida perguntei-lhe se tinham obras de Álamo Oliveira, Daniel de Sá, Onésimo Almeida, Martins Garcia… Nada!

Antes de me vir embora, no entanto, dirigi-me à secção Literatura Lusófona. Eram uns bons metros de prateleiras recheadas com autores continentais, brasileiros, angolanos, etc. Bastantes! Dos Açores apenas um autor e um único livro: Mau Tempo no Canal de Vitorino Nemésio.

No aeroporto de Ponta Delgada, onde há uma pequena livraria, já procurei livros destes e outros autores. O mesmo numa livraria da Madalena. Nada!

ONDE andam afinal os livros de tantos e tão bons escritores açorianos?

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HORAS DE SONO

Sábado, 11.02.17

Conforme noticiou um telejornal de ontem, alguns profissionais de saúde, após alguns estudos realizados, concluíram que os humanos devem estar deitados, pelo menos, oito horas por dia. Além disso, cientistas do sono descobriram que dormir 7 horas por dia é a quantidade ideal de sono. Por outro lado, uma outra pesquisa recente mostrou que a redução do período de sono necessário, mesmo que seja por 20 minutos antes de completar o ciclo, prejudica o desempenho e a memória no dia seguinte. Os mesmos estudos também concluíram que o excesso dele está associado a problemas de saúde, incluindo diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares com altas taxas de mortalidade.

"A menor mortalidade e morbidade é de sete horas dormidas", disse Shawn Youngstedt, professor na Faculdade de Enfermagem e Inovação em Saúde da Universidade Estadual do Arizona, em Phoenix. "Oito horas ou mais tem sido demonstrado, consistentemente, ser perigoso", afirma o mesmo professor, que pesquisa os efeitos de dormir demais.

No entanto parece que muitos especialistas nesta matéria não estão de acordo com estes dados. O mesmo acontecia com os habitantes da Fajã Grande que, fazendo jus à sua sabedoria popular, outrora cantarolavam, na tentativa de justificar as poucas horas de sono de que dispunham devido ao excessivo trabalho agrícola diário:

 

Cinco horas dormem os santos,

Seis os estudantes,

Sete o que não é tanto,

Oito o porco

E daí para cima

Tudo o que é morto.

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DEZEMBRO BOM

Sexta-feira, 30.12.16

Que bom está este dezembro! Mais uma vez, tal como em 2014, este dezembro parece ter-se transformado num travesti da primavera. Brinda-nos com dias, é verdade que frios diria mesmo muito frios, mas claros, luminosos, cheios de sol, a abarrotar de calmaria, apesar de pequenos e cheios. Não há chuva, nem vento nem nuvens e o céu abre-se num abraço acolhedor, num impressionante elo de luminosidade entre o mar e o céu, ornando os montes e os vales duma sublimidade verde, reluzente e atrativa.

É doce, salutar e transcendente acordar neste verão de um santo qualquer que não de São Martinho, abrir a janela e sentir o astro rei a penetrar pela casa, a acordá-la do ronronar da noite, enchê-la de luz natural e doce, avivar-lhe os recantos mais escuros, a despeja-la do silêncio morno da noite. Se há lua na noite, a claridade do dia não se esconde em nuvens sonolentas, nem se aterroriza com tempestades invernais. Por isso, se o luar da noite é belo a claridade do dia não lhe fica atrás. É sublime! O problema será pensar-se que este sol, nunca seguirá o exemplo da lua, pelo que terá os seus dias contados, poderá muito bem nem sequer chagar a Janeiro. Mas recordemos que, afinal, dezembro não é todo outono. Uma pequena parte também inverno e não creio que este tenha a generosidade de, imitando este outono de dezembro também se trasvestir de primavera. Impossível.

Que assim seja janeiro do próximo 2017.

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A CASA DE GEMILDO OU A MANSÃO PROTETORA

Quarta-feira, 21.12.16

Suldemansul era uma cidade assolada pela guerra. Apesar de tudo, naquela tarde de agosto fora invadida por milhares de forasteiros que ali procuravam abrigo e proteção. Suldemamsul transformou-se num mar de gente. Ao povo ali reunido na tentativa de procurar proteção juntavam-se guerreiros, vindo dos arredores. Todos se haviam reunido numa pequena praça, em frente ao rude templo românico, com um portal de arco redondo e paredes escuras, cujas portas se haviam aberto. Os sinos dobravam em sinal de alarme. Ao lado a meia dúzia de casas de ricos-homens, entre as quais se erguia-se a mansão do honrado Gerolmido Pais. Era uma casa enorme e esbranquiçada, a contrastar com o escuro do templo e dos casebres que circundavam Suldemansul. A frente, voltada para uma pequena praça, precedida de um ádito, era rodeado por um muro coberto de heras, begónias e orcínias e rasgada por diversas janelas e duas enormes portas. A maior abria-se apenas em dias de grande solenidade e dava para um corredor escuro e comprido, ladeado por portas que conduziam aos quartos e salas. Ao fundo, do lado direito de quem entrava, uma enorme sala, com uma mesa monumental, onde eram servidos os lautos banquetes durante as festanças em que o quotidiano do honrado comerciante era profícuo. Do lado esquerdo a cozinha, onde criados labutavam na preparação de comida para os refugiados.

Estávamos em plena Idade Média.

 

 BOAS FESTAS

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ILHAS FAROÉ

Terça-feira, 11.10.16

Ontem, durante o jogo que Portugal defrontou contra as Ilhas Faroé em Tosrhavn, na ilha de Streymoy, o jornalista televisivo interrompeu o relato do jogo para dar uma interessante informação: o último crime registado nestas ilhas nos últimos cinco anos foi o roubo de um par de chinelos numa piscina... Fantástico! Durante o mesmo jogo e sobretudo no fim do mesmo  também se pode verificar amplamente que mesmo com a sua seleção a perder por seis zero, os adeptos cantavam, dançavam e faziam uma enorme festa como se estivessem a ganhar por igual marca. Recorde-se que estas ilhas, num total de dezoito, têm apenas 48 mil habitantes mas possuem uma autonomia independente da Dinamarca.

Se a isto juntarmos a beleza das paisagens e a singularidade das vilas e cidades, pois não há aldeias e a vila mais pequena rtem apenas dois habitantes, possivelmente seria muito bom viver ali, apesar do clima muito frio e dos aviões terem dificuldade em aterrar quando há muito vento…

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TELEMOVELAR

Quinta-feira, 19.05.16

Segundo Ferdinand Saussure as línguas são organismos vivos pois nascem, crescem, vivem e morrem. Essa a razão pela qual na verdade hoje existem línguas mortas e essa, também, a razão pela qual a nossa língua se tem enriquecido ultimamente com o aparecimento de novas palavras sobretudo relacionadas com as novas tecnologias e a sua galopante ascensão.

Quando surgiu o telefone depressa nasceu a palavra telefonar. Com a chegada do telemóvel, no entanto, não surgiu um novo verbo relacionado com o seu uso porquanto o pequeno retângulo se destinava apenas a falar à distância de uma forma mais prática e sobretudo mais à mão do que o já velhinho telefone fixo.

Depressa, porém, o telemóvel adquiriu muitas outras funções tornando-se um companheiro muito útil e quase inseparável de cada um de nós. Apegamo-nos a ele muito mais do que os nossos avoengos se agarravam ao telefone. Pode mesmo dizer-se que o recurso ao telemóvel se tornou um verdadeiro vício, exagerando-se o seu uso, pelo que já foi proibida a sua utilização durante a condução e na descolagem e aterragem dos aviões. Mas como se pode verificar, quer num caso, quer noutro, as transgressões são muito frequentes e se não consta que algum avião tenha tido problemas ao aterrar ou a levantar, até porque neste caso a fiscalização por parte do pessoal de bordo dos aviões geralmente é eficiente, o mesmo se não pode dizer no que ao uso do telemóvel ao volante, onde as consequências são bastante trágicas.

É deste premente uso do telemóvel devido às suas variadíssimas funções parece estar a nascer uma nova palavra telemóvelar.

Há dias ao entrar numa casa de banho do aeroporto Francisco Sá Carneiro, enquanto aguardava o avião com destino aos Açores, dei de caras com um jovem a utilizar um urinol. Mas o jovem não se limitava apenas a urinar. Com uma mão na pila e outra no telemóvel, enquanto urinava dedilhava com destreza as teclas do telemóvel, isto é telemovelava.

 

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ERA UMA VEZ UM PAÍS

Segunda-feira, 25.04.16

(EXCERTOS DO POEMA AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU DE JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS)

 

Era uma vez um país

onde entre o mar e a guerra

vivia o mais infeliz

dos povos à beira-terra.

Onde entre vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

um povo se debruçava

como um vime de tristeza

sobre um rio onde mirava

a sua própria pobreza.

 

Era uma vez um país

onde o pão era contad

onde quem tinha o dinheiro

tinha o operário algemado

onde suava o ceifeiro

que dormia com o ga

onde morria primeiro

quem nascia desgraçadodo.

 

Era uma vez um país

de tal maneira explorado

pelos consórcios fabris

pelo mando acumulado

pelas ideias nazis

pelo dinheiro estragado

pelo dobrar da cerviz

pelo trabalho amarrado

que até hoje já se diz

que nos tempos do passado

se chamava esse país

Portugal suicidado.

 

Ali nas vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

vivia um povo tão pobre

que partia para a guerra

para encher quem estava podre

de comer a sua terra.

 

Um povo que era levado

para Angola nos porões

um povo que era tratado

como a arma dos patrões

um povo que era obrigado

a matar por suas mãos

sem saber que um bom soldado

nunca fere os seus irmãos.

 

Ora passou-se porém

que dentro de um povo escravo

alguém que lhe queria bem

um dia plantou um cravo.

 

Era a semente da esperança

feita de força e vontade

era ainda uma criança

mas já era a liberdade.

Quem o fez era soldado

homem novo capitão

mas também tinha a seu lado

muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado

a defender um irmão

esses que tinham passado

o horror da solidão

esses que tinham jurado

sobre uma côdea de pão

ver o povo libertado

do terror da opressão.

 

Não tinham armas é certo

mas tinham toda a razão

que na escolha do mais forte

faz com que a força da vida

seja maior do que a morte.

 

Quem o fez era soldado

homem novo capitão

mas também tinha a seu lado

muitos homens na prisão.

 

Posta a semente do cravo

começou a floração

do capitão ao soldado

do soldado ao capitão.

 

Foi então que o povo armado

percebeu qual a razão

porque o povo despojado

lhe punha as armas na mão.

 

Pois também ele humilhado

em sua própria grandeza

era soldado forçado

contra a pátria portuguesa.

 

Foi então que Abril abriu

as portas da claridade

e a nossa gente invadiu

a sua própria cidade.

 

Disse a primeira palavra

na madrugada serena

um poeta que cantava

o povo é quem mais ordena.

 

E então por vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

desceram homens sem medo

marujos soldados «páras»

que não queriam o degredo

dum povo que se separa.

E chegaram à cidade

onde os monstros se acoitavam

era a hora da verdade

para as hienas que mandavam

a hora da claridade

para os sóis que despontavam

e a hora da vontade

para os homens que lutavam.

 

Em idas vindas esperas

encontros esquinas e praças

não se pouparam as feras

arrancaram-se as mordaças

e o povo saiu à rua

com sete pedras na mão

e uma pedra de lua

no lugar do coração.

 

Foi esta força sem tiros

de antes quebrar que torcer

esta ausência de suspiros

esta fúria de viver

este mar de vozes livres

sempre a crescer a crescer

que das espingardas fez livros

para aprendermos a ler

que dos canhões fez enxadas

para lavrarmos a terra

e das balas disparadas

apenas o fim da guerra.

 

Foi esta força viril

de antes quebrar que torcer

que em vinte e cinco de Abril

fez Portugal renascer.

 

De tudo o que Abril abriu

ainda pouco se disse

e só nos faltava agora

que este Abril não se cumprisse.

agora ninguém mais cerra

as portas que Abril abriu!

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MALEITA DO MAL EITO

Sábado, 16.04.16

Não há dúvida que uma boa e equilibrada alimentação é fundamental para a nossa saúde. Os achaques, as maleitas e a maioria das doenças surgem devido a uma má ou errada alimentação, ou seja de um mal eito.

A alimentação equilibrada é aquela em que se deve comer bem, ou seja comer de acordo com as normas impostas, de forma a manter-se o peso ideal de acordo com os condicionalismos que temos, sobretudo tendo em conta as doenças crónicas de que somos vítimas. É o caso dos portadores de doença renal crónica. Neste caso, se o paciente, depois de já ter eliminado todos os alimentos proibidos e de ter o controlo de todos os alimentos a evitar, constatar que ainda tem um peso excessivo, isso deve-se, segundo a opinião de conceituados nutricionistas, a um evidente abuso da quantidade de alimentos que são tomados em cada uma das seis refeições a realizar durante o dia.

Impõe-se, pois, controlar a quantidade diária de alimentos a fim não só de manter o peso ideal, mas também evitar o aumento dos sintomas da doença renal e garantir, assim, uma saúde plena. Mais do que todas as outras dietas, a dieta a realizar por um doente renal crónico deve transformar-se numa rotina alimentar que atinja o objetivo primordial pretendido, ou seja, evitar que a doença atinja maiores proporções, afastando assim a hipótese duma indesejada hemodiálise

Impõe-se, pois, cada vez mais um controlo dos alimentos que surgem à frente, não esquecendo que um descontrolo ou desequilíbrio alimentar provocará sempre o agravamento da doença renal. Um mal eito aumentará a maleita. Há pois que que evitar a maleita do mal eito.

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UMA POBRE MULHER

Terça-feira, 29.03.16

Era uma pobre mas honrada e trabalhadora mulher que quando saía de casa para ir trabalhar os seus campos, juntamente com o seu marido, deixava os filhos sozinhos em casa mas, mas antes de parir, dizia às suas vizinhas:

 - Ó vizinhas, se ouvirem os meus filhos chorarem, façam-me o favor de os ir buscar para as vossas casas e dar-lhes de comer.

As vizinhas, empertigadas, respondiam com desdém:

- Nosso Senhor não é surdo, ainda a há-de castigar esta desavergonhada.

Passado um ano, a mulher ficou grávida e teve dois filhos gémeos. Como já era de idade, não tinha leite que chegasse para as duas crianças. Assim, quem os criou foram duas cabras que a mulher possuía. Um ano depois voltou a ficar grávida e teve três gémeos, duas meninas e um menino. Também estes foram alimentados com o leite das cabras.

Cuidavam as pessoas que isto era um castigo por a mulher abandonar os filhos.

Certo dia viram aparecer no lugar onde a mulher vivia, vinda não se sabia de onde, uma velhinha que se acomodou num velho palheiro nas proximidades da localidade. Todos os dias a velhinha, depois de a mulher sair para trabalhar os seus campos, dirigia-se para a casa onde as crianças estavam sozinhas. Ninguém sabia o que a velha fazia pois tinha as portas sempre fechadas e saía sempre antes que a mãe das crianças regressasse dos campos.

Viveram neste mistério durante algum tempo. Mas depois, para espanto de todos, as crianças começaram a sair de casa e a andar pelas ruas mas estavam todas muito gordinhas, sinal de que não haviam passado fome e que tinham sido bem tratadas.

O povo compreendeu, então, que afinal se a mulher saía para os campos e pedia às vizinhas para lhe cuidarem dos filhos era porque era muito pobre e necessitava de trabalhar nos campos para os poder criar.

A partir de então toda a gente ajudava, sempre que ela necessitava, a pobre e honrada mulher.

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RETALHOS DE GUERRA

Quinta-feira, 31.12.15

Quando no início de 1974 cheguei à Guiné, entrei em pânico. Haviam-me integrado, contra a minha vontade, num cenário de uma guerra estúpida, aberrante e tremendamente horrível para a maioria das famílias portuguesas. Por essa altura estavam na Guiné, a lutar contra o PAIGC, cerca de trinta mil homens, na sua maioria oriundos de Portugal Continental dos Açores e da Maneira. No meio centenas, milhares de nativos inocentes. Nessa altura a situação naquele território era tremendamente explosiva, como se pode concluir dos relatos que se seguem, retirados do livro Os Anos da Guerra Colonial de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes:

“A operação "Amílcar Cabral", durante a guerra colonial na Guiné, foi realizada por forças do PAIGC contra o quartel de Guileje junto à fronteira com a Guiné-Conacri, ataque que apontava para uma tentativa de tomada do quartel.

 Durante a execução duma coluna de reabastecimento, as forças de Guileje foram fortemente emboscadas por duas vezes, a cerca de dois quilómetros do quartel, tendo sofrido um morto, sete feridos graves e quatro feridos ligeiros. Por falta de evacuação aérea, um dos feridos graves pouco depois. O comandante enviou mensagens a alertar para a gravidade da situação. Mas o PAIGC, antecipou-se e iniciou os ataques a Guileje que solicitou apoio urgente, pois estava debaixo de fogo contínuo. Foi-lhe respondido que seria efectuado o apoio aéreo logo que possível. No dia seguinte foi recebida, em Gadamael, a última mensagem de Guileje: "Estamos cercados de todos os lados". Seguiu-se o silenciamento das comunicações com o quartel.

Finalmente a guarnição portuguesa retirou-se do quartel de Guileje para Gadamael-Porto, depois de cinco dias de contínua flagelação pelo PAIGC, que ocupou a base. Os militares portugueses seguiram a pé para Gadamael, deixando para trás as viaturas e o armamento pesado, destruído ou inutilizado. Nos quatro dias seguintes Guileje foi bombardeada 36 vezes. O interior do aquartelamento tinha sido atingido durante um ataque com 200 impactos de granadas, que causaram grandes danos materiais; Por essa altura realizou-se uma visita do chefe de Estado-Maior General, à Guiné, perante a grave situação que se vivia, onde acompanhou a última fase das operações e analisou as medidas a tomar para garantir a manutenção duma capacidade militar mínima.

Durante um mês o PAIGC realizou 220 acções militares de sua iniciativa, atingindo o valor mais elevado desde o início da guerra. Gadamael esteve, durante mais três dias debaixo de fogo de armas pesadas e ligeiras continuadamente, com disparos de morteiros, canhões sem recuo e lança-granadas foguete, com um número de rebentamentos estimado em cerca de 700, que causaram cinco mortos e 14 feridos e elevados prejuízos materiais.

 A companhia de Caçadores de Cacine transmitiu, então, a seguinte mensagem para Bissau: "Informo Gadamael-Porto destruído. Feridos e mortos confirmados. Pessoal daquele fugiu para o mato. Solicito providências e instruções concretas acerca procedimento desta". Perante isto, o Comando-chefe determinou que as tropas pára-quedistas, que se encontravam em Cufar, seguissem para Gadamael.

Durante um mês as forças portuguesas na Guiné sofreram 63 mortos, 269 feridos e um prisioneiro, tendo o PAIGC realizado 166 ataques a posições militares portuguesas, 36 emboscadas, 12 ataques contra aeronaves, um contra embarcações, e implantado 105 minas, das quais 66 foram accionadas por militares portugueses, o que dá ideia do agravamento da situação sofrida na Guiné neste período. Na sequência destes acontecimentos, realizou-se em Bissau, a 8 de Junho, uma reunião de comandos, com a presença do general Costa Gomes, Chefe do Estado-Maior General. Concluiu-se pela necessidade de efectuar um retraimento do dispositivo, por forma a garantir um reduto final, em torno da zona central do território, com afastamento das guarnições de fronteira. A manobra proposta configurava uma acção retardadora em profundidade para “ganhar tempo e consolidar um reduto final que in extremis, ainda possa permitir a solução política do conflito”. Esta solução era a clara admissão de que as forças portuguesas tinham de abdicar da posse de boa parte do território da Guiné e das suas populações para se concentrarem num reduto central.”

 

NB - Excertos retirados do livro Os Anos da Guerra Colonial de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes.

 

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GRAFITAR

Quinta-feira, 10.12.15

Ontem, aconteceu um lamentável acidente na estação de comboios de Ermesinde. Três jovens que grafitavam um comboio foram colhidos por um outro que seguia em sentido contrário. A dramática notícia foi divulgada nas televisões, nos jornais e nas redes sociais. O verbo grafitar surgiu, assim, em pleno, conjugado nos seus diversos tempos e modos.

Razão tinha Ferdinand Saussure quando afirmou que as línguas são organismos vivos: nascem, crescem, desenvolvem-se, vivem e morrem.

E ainda há quem se oponha radicalmente ao acordo ortográfico.

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publicado por picodavigia2 às 09:12

O OUTEIRO

Segunda-feira, 05.10.15

Estava-lhe no sangue. Era como se fosse uma parte de si própria. Estampado, ali mesmo ao lado da casa onde nascera, onde crescera e onde sempre viveu, o Outeiro, sobranceiro ao povoado, fazia parte do seu quotidiano, da sua vida, tal como um amigo fiel, confidencioso e inseparável.

Desde pequenina que Carla se habituara a procurar, ali, bem no alto, entre pequenas árvores e grosseiros pedregulhos, o palco apetecido e inócuo das suas brincadeiras e folguedos. Os incensos, os sanguinhos, os folhados e uma ou outra babosa, a crescerem à porfia, forrados de um verde apetecível, deslumbrante e suculento, pareciam-lhe fantasmas encantadores e mirabolantes que povoavam o seu universo sonhador e lhe transmitiam uma alegria e uma felicidade inaudíveis e os enormes calhaus basálticos, soltos e crespidos, caiados de musgos e limos, eram monstros arrebatadores e provocantes, a embalá-la numa fantasia perfumada e deliciosamente infinita. Até a enorme cruz, branca, ingente e altiva, plantada ali sobre o povoado, como que a abençoá-lo e a protegê-lo, parecia-lhe um castelo gigante, morada de príncipes encantados, ornado de vitrais coloridos e em cuja torre de menagem repicavam, festivamente, sininhos de tamanhos diferentes e de sons diversos.

Depois viera a juventude e o Outeiro, outrora oráculo de inocência e fantasia, ora se transformava num companheiro e amigo com quem partilhava sonhos e anseios, ora se metamorfoseava num covil, esmorecido e sombrio, onde desabrochavam desejos e ambições, ou num tugúrio de soturnidade e desencantos, onde despejava o desassossego das suas goradas e desgostosas inebriações. Os fantasmas da fascinação transvertiam-se em horóscopos de deslumbramentos atrofiados e os monstros empolgantes, outrora construídos sob os penhascos, soltavam-se trôpegos, como se fossem gaivotas em voos entontecidas   

Agora, com trinta anos, Carla ainda procurava o Outeiro, mas sentia-o diferente, embora o amimasse com o mesmo carinho da infância, o amasse com o mesmo ardor da juventude e o demandasse numa paixão incontida. Era uma espécie de prodígio petrificado, agreste e desértico, onde o perfume bravio dos incensos e dos sanguinhos, a salubridade telúrica dos rochedos, o sabor dulcificado do alecrim e do poejo se confundiam com uma estranha, indolente e inconstante nostalgia. Ainda se sentia jovem, embora displicente no corpo e selvagem na alma, e continuava a sonhar, ali, embrenhada naquele andurrial, cujo silêncio e o remanso lhe transmitiam uma paz inconfundível e uma tranquilidade abundante. Agora era a vista que dali desfrutava sobre o povoado, que mais a encantava, enternecia e a forçava a galgar horizontes perdidos e intransponíveis. Ao perto, os telhados e frontispícios do casario, mais ao longe os campos verdes e amarelados de couves e milho e, mais além, separado pela mancha negra do baixio, o oceano azulado e infinito, contrastando com a tímida pequenez da ilha. Encravada, quase no cimo do Outeiro, a cruz continuava branca, ingente, altiva e teúrgica, como se fosse um santuário de sacrifícios, preces e oferendas. Era junto a ela que, nas terças e sextas-feiras quaresmais, um grupo de homens, quer chovesse, quer ventasse, ajoelhava, entoando cânticos e impropérios diversos e prolongados e, por isso mesmo, continuava a impor-se como símbolo duma sacralidade dolente, taciturna e humanizada. Parecia-lhe ouvir, mesmo em pleno dia, as vozes dos cantores ecoando nas encostas dos montes, ressoando e repercutindo-se sobre os velhos telhados dos casebres. Nesses momentos, como em todas as outras casas, ela ajoelhava também e, em simples mas sincera oração, unia-se às preces dos cantores e de todos os habitantes da freguesia e suplicava perdão para os delituosos e pecadores e beneficência para os infelizes e sofredores. Por isso mesmo, agora, mais do que na infância ou na juventude, tentava encontrar naquele cerro os ecos dos cânticos e das súplicas que lhe incendiassem o corpo e purificassem a alma. Procurava ali, no remanso da taciturnidade, o enigma do seu próprio destino. Mas a resposta vinha-lhe tão vaga, tão vazia, e tão desnudada, cerceada pelo sopro acutilante do vento norte. E os campos, lá em baixo, cobriam-se de um nevoeiro amarelado, ocultando-se num silêncio abrupto e profundo, misturado com os ecos roufenhos do estonteante estrebuchar das ondas contra escolhos e baixios e com os gritos agonizantes das gaivotas perdidas nos remoinhos do vento norte. Lá em baixo, no povoado, velhos, novos, homens, mulheres e crianças fervilhavam num desassossego perturbador, entre vagas de murmúrios, num labirinto de mexericos, num turbilhão de comentários, de interrogações, de ódios e enganos, entre suplícios e tormentas que ela joeirava, purificando-os e retirando-lhes o doloroso amargo dos espinhos.

E no sempre persistente remanso do Outeiro, Carla escrevia com o fumo emaranhado das fogueiras que nunca acendera, o restolho dos sonhos que ali sempre embalara e que, agora, se perdiam em projectos cheios de um rumor alvoroçado.

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publicado por picodavigia2 às 00:09

A PONTE

Terça-feira, 22.09.15

Conta-se que um ilustre político de um determinado partido, candidato a um importante ato eleitoral, percorria todo o país fazendo promessas em catadupa.

Ao chegar a uma pequena e isolada aldeia do interior, como era seu timbre, nos discursos de propaganda eleitoralista, prometeu mundos e fundos àquela humilde terra: um parque de estacionamento, um centro de saúde, um parque infantil, um lar de terceira idade, uma estrada e no seu empolgamento final, até prometeu construir uma ponte.

Um dos aldeões, mais atento ao discurso do ilustre visitante, enchendo-se de coragem, interveio, contestando:

- Mas para que vai Vossa Excelência mandar construir uma ponte se afinal nós, aqui na aldeia, nem rio temos!?

O político não se atrapalhou minimamente. Sem amolecer o entusiasmo do seu discurso, anunciou de imediato:

- Não há problema, meu caro amigo, Mando também construir um rio.

 

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publicado por picodavigia2 às 11:49

NEM SÓ DE CAVALOS...

Sexta-feira, 04.09.15

O cavalo abarrotava ternura e exalava meiguice. Os olhos encastoados num cinzento amarelado eram pérolas acetinadas, verdadeiros pedaços de cristal, lâminas de safira flavescente, a aspergirem uma afeição exasperada. Ela, feita de lava solta, enlevada no restolho das marés, fixava-o retribuindo quanto emanava do animal, permitindo justificar a afirmação de que o cavalo é o melhor amigo do homem, se bem que nestas circunstâncias fosse o melhor amigo da mulher, isto é, à mais nova das flores arrancadas a um deserto da esperança. Quanto ao fundamento e à razão de ser deste enlevo recíproco, soube-o mais tarde. Num sábado, inesperado, onde só existiam duas identidades. Tudo nasceu recentemente e tudo é ainda pouco claro, nem sequer existindo correntes históricas que possam afirmar já os verem, designados, persignados, entalados entre paredes sinuosas. A doçura e a simplicidade terão sido encontradas mais tarde. Quanto ao cavalo sabe-se que foi acariciado, idolatrado, mimoseado. Tanto pedi e tanto gostava de ter um cavalo! Pois os cavalos e os cães são os animais mais próximos de nós:

- Lembras-te do cão Argus de Ulisses?

- Só me lembro da luta com o gigante e dele tapar os ouvidos para não ouvir i canto das sereias.

- Quando regressou de Troia, o cão foi o único ser vivo que o reconheceu o seu dono, Ulisses, quando ele regressou da guerra de Troia. Nem a esposa Penélope o reconheceu.

Voltaram os cavalos. De facto, segundo alguns cientistas mais rigorosos não se tem um conhecimento exato da psicologia dos cavalos. Cuida-se, no entanto, que o seu comportamento terá a ver com a ternura, a bondade e as boas intenções do ser humano que o procura. Neste caso as intenções não podiam ser melhores, por isso o cavalo se rendeu perante tamanha doçura, no enlevo de tanta beleza. Óh felix equus! É na intimidade com um cavalo que existe a mais persistente docilidade que pode desejar. Sabe-se também que, desde os primeiros tempos, o cavalo se tornou num importante ícone, dada a falta de comunicação mesmo que imaginária com uma senectude inconsciente mas grabosa e com a crescente carência afetiva, nomeadamente, na trânsfuga em cunco dimensões: lenta, normal, rápida, profunda e meiga.

Esta semana vai encher-se de desejos, procuras, frustrações e desencantos. Apenas às oito e meia em ponto de cada manhã se celebrará a festa da passagem. O dia ficará mais seco e deserto. Na verdade, durante muitos anos, o desconhecimento foi um dos maiores dos erros, alguma vez cometidos. Além disso, um cavalo só se pode notabilizar, como ente desejado. Há cavalos que mesmo sem terminar a corrida têm o bafejo da sorte.

O simples desejo de um cavalo apresenta diversos pontos de interesse, começando pela própria ligação afetiva, simples e linear, com os olhos de cristal prateado, que tão bem espelham refletem a ternura desejada.

Morra o cavalo de Troia, renasça a simplicidade das misturas:

- Eu gosto das misturas que ele faz!

Nem só de cavalos se pode viver!...

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publicado por picodavigia2 às 00:05

A FORÇA DO VENTO

Quinta-feira, 27.08.15

A noite passada, apesar de estarmos ainda em pleno verão, o vento soprou forte, na ilha do Pico. Choveu torrencialmente e o mar, muito tranquilo nos dias anteriores, enfureceu-se e embraveceu, de forma enigmática. Esta inesperada alteração atmosférica, que em termos de chuva foi muito benéfica para os campos, trouxe-me à memória uma estória que se contava antigamente. Contava o povo na sua pura, genuína e inefável sabedoria, tentando explicar com lendas e mitos o que a ciência não lhe permitia entender que, quando Deus criou o mundo, o mar consciente de que era o maior, o mais forte, o mais poderoso e com anseios de tudo querer domar, pretendia que fosse ele a governar não apenas a terra mas também o universo, incluindo o Sol, a Lua, as estrelas, a chuva e até o vento. Todos aceitaram e se submeteram à força e grandeza do oceano. Todos, exceto um, o vento. Este na verdade, ao aperceber-se de tão estranhos e presumidos anseios, opôs-se, servindo-se para tal da enorme força com que Deus o dotara. Assim para contrariar a estúpida vontade do mar ou soprava com tanta violência que destruía tudo e transformava o mar num temível gigante de terror que devastava tudo o que nele navegava ou então parava-o de todo, retirando-lhe a força e a vontade de fazer o que quer que fosse. O mar, sentindo uma enorme aflição, por quanto de mal o vento lhe fazia, foi pedir à Lua que impedisse de ter que se sujeitar aos caprichos do vento e de ser governado por ele. A Lua respondeu que nada poderia fazer, porque o vento, na verdade, era muito forte, colérico e intratável, mas que iria pedir ao Sol que atendesse aos seus lamentos e pedidos. Assim o fez. Mas o Sol também se escusou, reconhecendo que nada poderia fazer contra tamanha força como era a do vento. E assim ficou tudo como Deus criara no início. Por isso o vento manteve o seu estatuto de ser mais forte e mais violento da criação, que sopra quando quer e com a força que quer, assustando não apenas a terra mas também o próprio mar e tudo quanto numa e noutro existe.

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publicado por picodavigia2 às 00:57

AZAR DOS AZARES

Terça-feira, 25.08.15

A garagem do meu prédio, onde todos os dias religiosamente guardo o meu carro, é enorme! Tem vários espaços, devidamente delineados e definidos, onde cada condómino ou inquilino pode guardar os seus automóveis. Durante a noite, claro. Porque mal amanhece, uma após outra, todas as viaturas vão escapulindo porta fora. Às oito, a garagem está menos de meia e às nove encontram-se ali apenas um ou dois carros. Um deles é o meu. Nem todos os dias, dado que, uma ou outra vez, apesar do meu estatuto de reformado, também saio, porta fora, quase sempre para uma viagem curta e pouco demorada. Regresso e arrumo o automóvel no espaço que é meu e que me foi destinado quando adquiri o apartamento.

Num destes dias saí, por volta das nove saí. Regressei uma meia hora depois e entrei com o denodo de arrumar o carro no meu espaço. Nesse dia não se encontrava na garagem nenhuma outra viatura pertencente a qualquer morador. Mas encontrava-se estacionada uma carrinha. Pela publicidade escrita nas portas percebi que era duma empresa de manutenção e reparação de extintores. Na verdade, um funcionário da empresa estava ali, a proceder à manutenção dos vários extintores existentes no prédio.

Mas azar dos azares. O homem, com uma pontaria desmedida, cuidando que os proprietários dos automóveis estariam ausentes todo o dia, estacionou a carrinha num dos espaços destinados a um morador. Mais precisamente, estacionou no meu espaço!

Apitei, indicando-lhe que aquele era o meu lugar e que pretendia arrumar ali o meu automóvel. O homem ficou desolado. Pediu desculpa, retirou a carrinha e estacionou-a noutro espaço,

Mas não se coibiu de explicar:

- Ó senhor, eu tenho tanto azar! Sempre que vou a um prédio verificar os extintores estaciono no lugar em que o dono regressa logo!

 

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publicado por picodavigia2 às 00:05

ALIMENTOS QUE NÃO ENGORDAM

Quinta-feira, 23.07.15

Para nos mantermos em forma, obter o peso ideal e ter uma saúde de ferro é necessário atentarmo-nos corretamente durante o dia todo, do café da manhã até à ceia, antes de nos deitarmos. Para quem ainda tem dúvidas sobre o que comer corretamente, é importante ressaltar que as refeições devem ser variadas, leves num total de seis por dia. Segundo os especialistas na matéria há alimentos que não engordam e outros que, pelos vistos, até emagrecem, sobretudo por serem produtos que contêm muita água. Assim, ao ingerir estes alimentos, não só não engordamos como vemos o ponteiro da balança a descer vertiginosamente, o que é excelente.

Entre os alimentos que emagrecem estão, em primeiro lugar os brócolos. Para além de serem uma fonte de água, são também uma ótima fonte de cálcio e fibras, uma boa ajuda para lhe uma sensação de saciedade e só têm 30 calorias por dose. Podem comer-se grelhados.

A couve branca posiciona-se na mesma linha. Rica em antioxidantes e vitamina C, a couve, especialmente a branca, é ótima para o sistema imunitário. Pode come-se ligeiramente salteada e, quando cozida, não deve ser cozinhada demais, pois pode perder os nutrientes.

A Couve-flor também traz muitos benefícios para a saúde, uma vez que é rica em fitonutrientes, ácido fólico, vitamina C e antioxidantes. Cuida-se que para além de emagrecer, ajuda a combater o cancro.

Alface também está nesta lista por ser uma ótima fonte de vitamina B, ácido fólico e manganésio, que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.

A nível geral, as frutas também não engordam muito.

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publicado por picodavigia2 às 00:04

TRELA COM TRELA

Terça-feira, 21.07.15

Passeava com um cão, preso por uma trela, pelas ruas desertas. Ninguém imaginava o bem que lhe sabia aquela brisa entontecida, vinda do mar, com um sussurrar meigo, apesar de distante. Já não conseguia ver a montanha cravejada de um negrume cinzento e espesso que aguentara todo o dia e jurava persistir durante a noite. Talvez a madrugada seguinte fosse um sorriso de ternura alvo. Às oito e vinte e cinco em ponto havia de passar em frente ao hall de entrada do grande hotel. Eram infindáveis os sorrisos flavescentes, o olhar trémulo, a decisão de continuar a prender o cão pela trela. Um encontro inesperado, de segundos que nada decidiria mas que os deixaria enlevados, embevecidos. E o cão a vociferar num inequívoco tormento de estar preso. Recusava postar-se ali, a dar trela, preso à trela, a negociar um milímetro que fosse de intimidade, de entrega, de respeito e de consideração. Se a trela lhe exigisse mais um esmerado sorriso, oferecê-lo-ia, de bom grado, mesmo que tivesse que se atrelar à trela. Ficaria ali a tarde toda, as tardes todas mesmo que a montanha nunca se descobrisse e o mar não cessasse o seu sussurrar roufenho. Tinha a certeza que se esvairia num entrega íntima e infinita. E foi o som surdo de um navio naufragado há séculos que o acordou. Era como se o infinito dedilhasse um piano e das teclas desafinadas saísse uma melodia seráfica, virginal. Voltou-se e, por momentos, desejou ser ele a estar preso à trela, a fim de prolongar indefinidamente a aquele encontro e a conversa que o envolveu. Desejava simplesmente uma trela com trela.

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publicado por picodavigia2 às 11:21

EQUIVOCADO PROGNÓSTICO

Segunda-feira, 01.06.15

Afinal, no Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão ou 1ª Liga, 2014/15, que agora terminou, nada ou quase tudo não estava decidido, nem muito menos clarificado.

Na verdade, era difícil preconizar e impunha-se ser-se mais do que profeta para definir uma mais que evidente profecia ou elaborar um antecipado e previsível prognóstico. O Porto não foi o previsível campeão nacional, não vencendo o 81º campeonato, muito menos com uma distância do segundo classificado superior a dez pontos. E este segundo não era o Benfica. Inverteram as prognosticadas posições: o segundo foi o Porto e o campeão o Benfica com 3 pontos de avanço e que afinal são quatro.

Nem houve grande indecisão na da conquista do terceiro lugar, onde andaram apenas Sporting e Braga, já que o Estoril, previsivelmente encastoado neste trio, ficou muito longe disto, em 12º lugar. Imagine-se a grandeza de erro do prognóstico. No entanto, o considerado mais provável aconteceu, sendo que o 3º lugar foi conquistado pelo Sporting. O Braga ficou no lugar seguinte, garantindo o acesso à liga Europa, sendo ele um dos finalistas da Taça de Portugal e dado que o Porto nada teve a ver com esta final. Cedo foi eliminado pelo Sporting que afinal foi o outro finalista da Taça, acabando por vencê-la. Mas a luta pela Europa não foi fácil, nem simples, pois nela não entrou o Nacional, nem muito menos o Marítimo. Intrometeu-se sim o Belenenses e pra ela foi apurado. Académica, Setúbal, Rio Ave, Paços, decerto que se livraram, embora não a tempo, da despromoção, mas o Gil Vicente não, pelo que da queda não se livrou e de cuja fuga lutaram, arduamente e até ao fim do campeonato, Boavista, Penafiel, Moreirense e Arouca. Desceram Gil Vicente e Penafiel.

Assim a classificação final andou longe da seguinte e que foi prognosticada: 1º Porto, 2º Benfica, 3º, 4º e 5º Sporting, Braga e Estoril, 6º, 7º, 8º Guimarães, Nacional e Marítimo, do 9º ao 13º lugar, classificar-se-ão Académica, Setúbal, Rio Ave, Paços e Gil Vicente, enquanto nos últimos lugares ficarão: Boavista, Belenenses, Penafiel, Moreirense e Arouca. Este prognóstico substitui-se por esta certeza factual: 1º Benfica; 2º Porto, 3º Sporting, 4º Braga, 5º Guimarães; 6º Belenenses; 7º Nacional; 8º Paços de Ferreira, 9º Marítimo; 10º Rio Ave; 11º Moreirense; 12º Estoril; 13º Boavista; 14ªAcadémica; 15º Setúbal; 16º Arouca; 17º Gil Vicente; 18º Penafiel.

A taça da Liga foi a única previsão certa, uma vez que, como se previra foi conquistada, pelo Benfica, mas não como prémio de consolação, como anexo ao bicampeonato. Erro sim quanto ao finalista vencido, o Marítimo e não Sporting ou Porto.

A taça de Portugal não foi prognosticada. Venceu-a o Sporting, frente ao Braga, num jogo em que quase até ao fim esteve a perder por dois a zero. No fim empatou e venceu nas penalidades.

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publicado por picodavigia2 às 00:05

ALMOÇO GAMADO

Sábado, 30.05.15

Como tantos outros trabalhadores, todos os dias ela levava a sua marmita com o almoço. A mãe, ao anoitecer, preparava-o com esmero e carinho. Ao chegar ao local de trabalho guardava a marmita no frigorífico, com um pequeno identificador que a distinguia das outras. Considerava um lugar de segurança.

Certo dia, duas colegas convidaram-na para ir almoçar ao restaurante mais próximo. Ao princípio ainda hesitou. Se tinha ali um belo e saboroso repasto, preparado pela mãe, com tanto carinho!? Mas a amizade e a vontade de conviver prevaleceu. E decidiu-se por acompanhar as colegas no repasto programado. O almoço que a marmita continha ficava para o dia seguinte.

À noite avisou a mãe. Que não lhe preparasse nadinha. Esperava-a a marmita recheada do dia anterior. E lá foi, descansada, despreocupada. À hora do almoço dirigiu-se ao frigorífico com o intuito de aquecer o conteúdo da marmita e iniciar o bródio. Para espanto seu, encontrou-lhe o lugar. Nem almoço, nem marmita. Fora-lhe gamado, o almoço… E a marmita também.

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publicado por picodavigia2 às 10:55

SENSACIONAL

Domingo, 24.05.15

A Câmara Municipal de Lajes das Flores informa que o trânsito estará condicionado na freguesia da Fajã Grande, nas ruas abaixo mencionadas, na próxima segunda-feira (dia 25), entre as 10 horas e as 18 horas, por ocasião das comemorações do Dia da Região:

 

  • Rua da Via d’Água e Rua do Porto - trânsito somente no sentido descendente Sul-Norte;
  • Estrada municipal da Ponta da Fajã - trânsito somente no sentido Poente-Nascente no troço entre a Rua do Porto e a Rua da Tronqueira;
  • Rua da Tronqueira - trânsito somente no sentido ascendente Norte-Sul.

 

É pedida a colaboração de todos, e que sigam as indicações das autoridades para que o trânsito e o estacionamento decorram da melhor forma possível.

 

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publicado por picodavigia2 às 08:02

CASTANHOLA

Sábado, 11.04.15

Contava, com muita graça, um dos meus sábios e velhos mestres, quando nós, alunos, revelávamos não perceber lá muito bem o que se aprendia, embora o decorássemos, que os meninos das escolas do Minho, ao aprenderem as primeiras palavras, quando aprendiam a ler, soletravam assim a palavra batata:

- Bê-á bá, bá, tê-á tá, tá, tê-á tá, tá. Castanhola!

E acrescentava para os menos doutos:

- É que no Minho, entre o povo, a batata é designada por castanhola.

 

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LIGAÇÕES PORTO-PICO I

Quinta-feira, 02.04.15

Hoje, 2 de abril, quinta-feira, a SATA Internacional, parte do Porto com destino a Ponta Delgada às 12,35, onde chega às 13,50, voo S42171. No entanto o único voo de hoje, de Ponta Delgada para o Pico, SP 430, está agendado para as 9,10. A hipótese seria fazer Ponta-Delgada Terceira, às 14,40, chegando às Lajes, às 15,20. Mas como o voo Terceira Pico SP 476 está agendado para as 15,45, não é possível fazer a reserva.

A solução mais viável parece ser ficar em São Miguel durante um dia e aguardar pelo voo SP430 que parte de Ponta Delgada para o Pico, amanhã às 9,10, chegando à ilha montanha às 10,00.

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publicado por picodavigia2 às 13:42

MALDITA CREATININA

Segunda-feira, 23.03.15

A creatinina existe no sangue e é um produto do metabolismo muscular, ou seja do conjunto de transformações e reações químicas dos músculos, através das quais se realizam os processos de síntese e degradação das células. Filtrada do sangue pelos rins e expelida pela urina, as alterações resultantes da sua concentração no sangue são indicadores do estado de saúde ou doença dos rins. Quando a função renal diminui, menos creatinina é expulsa e sua concentração sanguínea aumenta.

Os rins normais filtram cerca de 200 litros de sangue, produzindo aproximadamente dois litros de urina. Quando a função renal diminui devido a lesão ou doença do rim, a taxa de filtração glomerular diminui e os resíduos tóxicos acumulam-se no sangue. Esta insuficiência renal pode tornar-se progressiva e ocorrer em muitas situações de doenças, como a hipertensão. Foi o que me aconteceu. Felizmente a deteção desta minha disfunção renal foi atempada, permitindo uma intervenção terapêutica que me tem impedido de, aparentemente, aumentar as lesões dos meus rins que já perderam cerca 30% da sua função. Mas tudo isto estava estável graças à medicamentação proposta.

As últimas análises vieram trazer-me alguma preocupação, uma vez que referem níveis mais altos da dita cuja. Os valores de referência estão na faixa 0,66 - 1,25 mg/dL. As análises hoje recebidas indicam-me 1,53 mg/dL Mas cuida-se que mais importante que níveis absolutos de creatinina é a evolução dos níveis sorológicos de creatinina ao longo do tempo. Assim um nível crescente poderá indicar dano renal, enquanto um nível decrescente poderá ser indicador da melhoria das funções dos rins.

Nas análises feitas, desde de 1995, os resultados foram os seguintes: 1995 – 1,57 e 1,57; 1996 – 1,48; 1997 – 1,42 e 1,49; 1998 – 1,55; 2000 – 1,41; 2001 – 1,49 e 1,40; 2002 – 1,40 e 1,58; 2003 – 1,67; 2004 – 1,45; 2005 – 1,31 e 1,45; 2006 – 1,35; 2007 – 1,77 e 1,31; 2008 – 1,63 e 1,73; 2009 – 1,56 e 1,49; 2010 – 1,31 e 1,46; 2011 – 1,50 e 1,46; 2012 – 1,66 e 1,62; 2013 – 1,63 – 1,38; 2014 – 1,26 e 1,35; 2015 -1,53.

Maldita creatinina que não me larga ou não baixa aos 1,25!

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publicado por picodavigia2 às 17:20

VIAGEM NA SATA – PARECE INCRÍVEL MAS É VERDADE

Sábado, 21.03.15

Se quiser viajar de Lisboa para o Pico, Açores, no próximo dia 6 de Agosto, o site de marcação e reserva de voos da SATA oferece-lhes, no que à ida diz respeito, várias alternativas, cujos preços variam entre 51,38 e os 322,02 euros, sendo que os preços mais altos se referem às classes Sata-Plus. Fixemo-nos nas duas alternativas mais baratas e mais convenientes, uma vez que garantem a referida ligação num só dia. Em ambos os casos parte-se de Lisboa às 8 horas, chegando-se ao Pico às 16,10. O resto é que é diferente. Muito diferente.

Aqui transcrevo ipsis verbis os dados de ambos os voos:

Hipótese A – Custo total da viagem – 98,50 Euros

Voo 1  Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015   

Partida:          08:00  Lisboa, Portugal - Aeroporto, terminal 1

Chegada:        09:30  Terceira, Portugal - Lajes

Companhia:    SATA International S4131     Avião: Airbus Industrie A320

Histórico do voo       

A tempo          Atrasado         Cancelado

---        ---        ---

Mudança de avião necessária. Tempo entre os voos = 6:15.

Voo 2  Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015   

Partida:          15:45  Terceira, Portugal - Lajes

Chegada:        16:20  Pico Island, Portugal - Pico Island

Companhia:    SATA Air Acores SP476  Avião:De Havilland DHC-8 200 Series

Histórico do voo       

A tempo          Atrasado         Cancelado

---        ---        ---

Hipótese B – Custo total da viagem – 51,30 Euros

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015

Partida:          08:00  Lisboa, Portugal - Aeroporto, terminal 1

Chegada:        09:40  Horta, Portugal - Horta

Companhia:    SATA International S4151 Avião:     Airbus Industrie A320

Histórico do voo       

A tempo          Atrasado         Cancelado

---        ---        ---

Mudança de avião necessária. Tempo entre os voos = 3:45.

Voo 2  Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015   

Partida:          13:25  Horta, Portugal - Horta

Chegada:        14:00  Terceira, Portugal - Lajes

Companhia:    SATA Air Acores SP483 Avião:De Havilland DHC-8 400 Series

Histórico do voo       

A tempo          Atrasado         Cancelado

---        ---        ---

Mudança de avião necessária. Tempo entre os voos = 1:45.

Voo 3  Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015   

Partida:          15:45  Terceira, Portugal - Lajes

Chegada:        16:20  Pico Island, Portugal - Pico Island

Companhia:    SATA Air Acores SP476 Avião: De Havilland DHC-8 200 Series

Histórico do voo       

A tempo          Atrasado         Cancelado

---        ---        ---

Escolha o voo e decifre como faria para pagando menos chegar ao Pico mais cedo. Não se esqueça que a diferença de preços entre as duas alternativas dá perfeitamente para pagar o táxi do aeroporto de Castelo Branco para a Horta e o bilhete da viajem de ferry Horta-Madalena. Ainda pode poupar o táxi do aeroporto do Pico para a Madalena.

Mas pesquisando novas ligações ainda se encontram situações mais estranhas. Uma delas é aquela, embora por preço exorbitante, em que para se chegar, num sábado, do Porto ao Pico, uma das propostas seja realizar o seguinte itinerário: Porto-Ponta Delgada, Ponta Delgada-Lisboa e, finalmente, Lisboa-Pico!

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