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TOMÁS DA ROSA

Quarta-feira, 09.03.16

Tomás da Rosa Pereira Júnior nasceu a 20 de dezembro de 1921, no lugar de Santo António do Monte, freguesia da Candelária, concelho da Madalena, ilha do Pico, Açores e faleceu em 11 de março de 1994. Fez a instrução primária na escola oficial da sua freguesia natal. A um apelo de D. José da Costa Nunes, então Bispo de Macau, Tomás da Rosa ingressou no Seminário de S. José de Macau, revelando-se sempre um aluno exemplar e distintíssimo. O Seminário de São José de Macau, servido por mestres altamente qualificados, ministrava um ensino que tinha fama de poder equiparar-se ao do nível universitário. Sentindo que não tinha vocação para o sacerdócio, aos 18 anos abandonou o Seminário e cumpriu o serviço militar como soldado raso, deu explicações particulares para sobreviver e prestou provas de exame do 7º ano no Liceu Infante D. Henrique, de Macau, com nota elevada. Em 1946 regressou à Metrópole e ingressou, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, em quatro anos, completou o curso de Filologia Clássica, obtendo sempre a média mais alta e sendo sempre o mais bem classificado em Latim. Era um latinista nato. Chegou a ser convidado para Assistente na Faculdade onde se licenciou, cargo que nunca desempenhou. Em 1952 foi colocado interinamente no Liceu da Horta, onde se efetivou e sempre ensinou até ao ano letivo de 1988/1989, altura em que se aposentou. Entre 1964 e 1972 exerceu o cargo de Vice-Reitor daquele estabelecimento de ensino.

Segundo Victor Rui Dores Tomás da Rosa foi um Homem de vastíssima cultura, de extraordinária inteligência e de prodigiosa memória, frontal e corajoso, Tomás da Rosa era igual a si próprio. O seu pensamento humanista, a sua integridade moral e a sua agudeza de espírito fizeram dele um homem respeitado por todos. Ele foi um erudito… ele foi um homem humilde e generoso, esclarecido e moderado, vivendo com muitas dúvidas e poucas certezas.

Ao longo de anos escreveu em jornais, revistas: O Clarim (que era o órgão da Juventude Escolar Católica), Correio da Horta, O Telégrafo, O Dever, A União", "Vigília, Arauto Atlântida A Ilha, Diário de Moçambique, entre outros periódico, protagonizando, ao longo de várias décadas, uma permanente e decisiva atividade cultural, traduzida, sobretudo, na produção escrita em áreas tão diversificadas, como o ensaio literário, a crítica literária, a crónica, o artigo de opinião, o prefácio, a poesia, a palestra, a conferência, a recolha linguística e, faceta por enquanto inédita deste autor, o conto.

Dos seus estudos mais importantes, o destaque vai para autores como Roberto de Mesquita, Nunes da Rosa, Florêncio Terra e Garcia Monteiro. A par de Vitorino Nemésio, Dinis da Luz e Eduíno de Jesus, ele é o grande divulgador da obra de Mesquita.

Como autor publicado, Tomás da Rosa deu à estampa os seguintes títulos: As Éclogas de Henrique Caiado, Miragem do Tempo, O Infante D. Henrique e a Missão Civilizadora de Portugal, Evangelização a partir dos Açores, de 1985, etc

Dos inéditos de Tomás da Rosa que ficaram remetidos à gaveta, há uma coletânea de contos que ele deixou pronta para publicação. Trata-se de Contos da Ilha Morena, obra póstuma, que nos revela um ficcionista de apreciáveis recursos, foi coordenada por Manuel Tomás Gaspar da Costa.

 

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

 

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