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UM POUCO DE HISTÓRIA E ECONOMIA DA ILHA DO PICO

Sábado, 16.07.16

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), entre absolutistas e miguelistas a ilha do Pico foi ocupada sem resistência pelos liberais.

Isto refletiu-se na economia da ilha, mais agravada ainda em meados do século XIX, altura em que a produção de vinho entrou, denodadamente, em crise devido o ataque do Oídio (1852) uma verdadeira e desastrosa praga, que, oriundo dos Estados Unidos, chegou à Europa, alastrando-se por vários países, incluindo Portugal e chegando em força à ilha do Pico. Demorou a recuperação dos vinhedos, fazendo-se sobretudo à base de plantação de novos bacelos. No entanto a crise da vinha provocou, em alternativa, o desenvolvimento do cultivo de frutos como as laranjas, ameixas maçãs, pêssegos e figos, sendo estes também utilizados na produção de aguardente. A produção de fruta amentou sensivelmente na ilha Montanha, atingindo níveis de produção tão altos que permitiram a exportação da mesma, em larga escala, mas apenas a nível regional, sobretudo para a vizinha ilha do Faial. Desta forma, tornou-se um hábito diário a deslocação de picoenses para o Faial com o objetivo de proceder à venda da fruta, costume que se manteve até meados do século passado, altura em que ainda existia uma lancha que fazia a ligação entre as duas ilhas, denominada lancha da fruta.

Por esta altura também atingia o seu píncaro a pesca ou caça a baleia, transformando o Picoa e mais concretamente a vila das Lajes, no principal centro baleeiro dos Açores, durante o período áureo da caça ao cachalote. Realce para a grande qualidade e excelente qualidade dos baleiros picoenses, muitos deles emigrados sazonalmente para outras ilhas, nomeadamente para as Flores. Após o declínio desta atividade que resultou da cessação da caça, no último quartel do século XX, o Pico e os seus homens, sempre voltados para o mar, sem nunca desistir dele, lançaram-se na pesca do atum e na indústria de conservas, e, mais recentemente, na observação de cetáceos, transformada em notável atividade turística,

Em Julho de 2004, a UNESCO considerou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade. A área assim classificada engloba os lajidos das freguesias da Criação Velha e de Santa Luzia. Por sua vez o Parque Natural da ilha do Pico, engloba a área da Montanha do Pico e o Planalto Central assim como outras zonas de proteção especial. Recentemente realizou-se no Pico a maior feira agro pecuária dos Açores.

A paisagem vulcânica da ilha do Pico foi considerada uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

Recorde-se que a cultura da vinha está associada aos primeiros tempos do povoamento, nos finais do século XV. Sobre isto alguém escreveu: O vinho verdelho, a partir da casta do mesmo nome, ganhou reputação mundial ao longo dos séculos, chegando à mesa dos czares russos. A partir do século XIX são introduzidas novas castas que dão origem a vinhos de mesa brancos e tintos. O modo de cultivo, contra a aspereza dos terrenos vulcânicos quase sem terra vegetal, em currais, que são áreas muradas de pedra negra, de muito pequena dimensão, marca igualmente a cultura da Ilha do Pico.

 

NB – Este texto contém alguns dados retirados da Net.

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