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SANTIAGO DE SUBARRIFANA

Sábado, 08.06.13

A freguesia de Santiago de Subarrifana, encravada entre os rios Sousa e Mesio, pertence ao concelho de Penafiel, faz fronteira a nordeste com o concelho e cidade de Paredes e possui um interessante templo dedicado a São Tiago e que a nova via rodoviária, a ligar a estação de comboios de Penafiel, pôs a nu, uma vez que o seu trajecto lhe passou ali, mesmo ao lado. Trata-se duma pequena freguesia situada n extremo ocidental do concelho, de Penafiel e cujo nome sintetiza a sua própria história. Em tempos recuados Santiago era uma minúscula povoação, abaixo de Arrifana, o primitivo nome de Penafiel, situada bem lá no alto. Nessa altura, o seu termo pertencia à honra de Moázares, pertença de Egas Moniz e que, mais tarde, transitou para a posse de sua filha, D. Urraca Viegas, ama da infanta D. Mafalda, filha de D. Sancho I. Segundo rezam as Inquirições de 1220, ordenadas por D. Afonso II, o território da actual freguesia de Santiago de Subarrifana estava integrado no arcediago de Penafiel e constituía um curato da apresentação da reitoria de S. Martinho da Arrifana. Durante grande parte da sua história, este curato esteve anexo à paróquia de antiga freguesia de S. Tiago de Louredo, que hoje já não existe e era designado por Santiaguinho. Em meados do século XVI, alcançou a autonomia eclesiástica, sendo, nessa altura, construída a actual igreja. A partir de então a localidade conheceu um desenvolvimento notável, obtendo a sua autonomia administrativa a 6 de Março de 1934.

O que de facto mais se destaca no património da freguesia é a Igreja Paroquial, um edifício simples e de pequena dimensão, com campanário adossado ao lado direito da fachada e a Quinta de Monterroso, constituída por um solar setecentista. Trata-se de um edifício de três pisos, sendo que o último deles é ligeiramente recuado em relação aos anteriores. Sobressai, nas fachadas central e lateral, o grande número de janelas simétricas. A ponte românica sobre o rio Sousa, toda em pedra é, também, uma referência importante e significativa do património local. Por sua vez, os açudes do rio Sousa, os velhos moinhos e as margens do Sousa e do Mesio também têm interesse turístico. Mas o que mais ressalta é o interessante templo, até porque enquadrado num conjunto arquitectónico, rustico de rara beleza e interessante singularidade.

 

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publicado por picodavigia2 às 17:57





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