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SÍLVIO FLORENSE

Quarta-feira, 16.10.13

Sílvio Florense é o pseudónimo utilizado pelo professor, poeta e músico, António Luís de Fraga, natural da Fajã Grande, filho de “Tio Antonho” do Alagoeiro e irmão de Valério Florense, pseudónimo do Padre José Luís de Fraga.

António fez a instrução primária na Fajã Grande, revelando desde de criança grande inteligência e gigantesca vontade de aprender. Em 1922, com treze anos de idade, abandonou a ilha das Flores e ingressou no Seminário de Angra, onde cursou Filosofia e Teologia, sendo considerado, sobretudo pelos que lidaram de perto com ele, um aluno desvelado, estudioso, aplicado, revelando grandes dotes de inteligência e capacidade de aprender. Já nessa altura e, mais tarde ao longo de toda a sua vida, manifestou-se sempre apostado em aperfeiçoar os seus conhecimentos e a sua cultura.

Em 1931 saiu do Seminário e regressou às Flores, fixando-se, por razões laborais,em Santa Cruz, onde exerceu as funções de solicitador, de professor e de jornalista, colaborando também em diversas actividades de índole social. Foi no “Jornal das Flores” que publicou os seus primeiros poemas e artigos diversos.

Em 1957 voltou a abandonar as Flores, já casado com Maria da Glória Teodósio, fixando então residência, primeiroem Ponta Delgadae mais tardeem Santa Maria, onde continuou a dar aulas, a escrever e a dedicar-se à sua actividade de poeta e musicólogo.

Por motivos de doença e na procura de um clima mais favorável a aliviar algumas maleitas de que sofria, nomeadamente a asma, partiu para Angola, onde passou a residir, em plena guerra colonial, exercendo funções docentes, pese embora a Diocese de Angra nunca lhe concedesse o diploma de curso, nas cidades de Carmona e Teixeira de Sousa, onde continuou a sua actividade de escrita e sobretudo, de bem fazer em diversas organizações musicais, religiosas e sociais.

Por se agravar a sua doença e também devido aos distúrbios verificados em Angola após o 25 de Abril, regressou aos Açores, fixando residênciaem Vila Francado Campo e encerrando, praticamente. as suas actividades de professor, escritor e músico.

Faleceuem São Miguel, onde foi sepultado, tendo os seus restos mortais sido, mais tarde, transladados para a sua freguesia natal, numa cerimónia simples mas condigna a que aderiu toda a população da freguesia.

Aqui ficam as palavras de quem melhor do que ninguém o conheceu e com ele conviveu diariamente e que guarda o seu pecúlio artístico e cultural: “Sílvio Florense, humilde e obscuro, nunca publicou a colectânea dos seus versos, embora de vez em quando os enviasse aos jornais. Nos antípodas, Sílvio Florense comunica-nos, por exemplo, o sentimento de amor que liga o homem à terra Natal, nas Flores como nas estepes da Ásia central nos sertões africanos como na Islândia gelada, com palavras simples que uma criança entenderia e qualquer homem seria capaz de fazer suas.”,(In Jornal “As Flores”).

Sílvio Florense exerceu ainda uma actividade social e política, de acordo com os mais nobres e dignos princípios de humanismo e solidariedade, sobretudo na ilha das Flores, onde o epicentro da sua actividade se centrou na defesa dos direitos dos seus habitantes, nomeadamente dos mais fracos e mais desfavorecidos. 

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publicado por picodavigia2 às 14:58





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