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A IDADE COM QUE SE CASAVAM AS NOSSAS AVÓS E BISAVÓS

Quarta-feira, 30.10.13

No seu livro “Casais das Flores e do Corvo” publicado em 2006, Francisco António Pimentel Gomes dá-nos a conhecer os extractos dos assentos de casamento realizados nas doze paróquias das duas ilhas do Grupo Ocidental Açoriano, entre os anos de 1675 e 1911. No que à paróquia de São José da Fajã Grande diz respeito, os extractos referenciados no livro mencionam apenas os matrimónios realizados a partir da data da criação da paróquia, ou seja a partir de 1861 pelo que enumeram apenas os cerca de trezentos casamentos realizados entre os anos de 1861 e 1911, na paróquia de São José da Fajã Grande. Sendo assim os nubentes que figuram nestes registos foram os avós e os bisavós da geração nada e criada, na Fajã Grande ou a ela ligada, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta. Há alguns aspectos interessantes que ressaltam de uma análise dos dados referidos, sendo um deles o da idade com que se casavam, nessa altura, as mulheres. Efectuadas as análises dos referidos registos, tanto quanto foi necessário, verifica-se que a idade mais frequente com que casavam as meninas nossas avós, era a de entre os vinte e vinte cinco anos. De registar, no entanto que muitas mulheres casavam bastante mais novas, pois oito casaram com quinze anos, quatro com catorze e uma apenas com treze. Algumas mulheres casavam, no entanto, já com idade avançada, verificando-se muitos casamentos depois dos cinquenta, alguns após os sessenta e até uma mulher casou com a bonita idade de setenta e um anos. Muitas destas mulheres não eram viúvas e algumas eram bem mais velhas do que os maridos.

Assim, com a tenra idade treze anos casou apenas uma menina, com catorze anos casaram quatro, com quinze, oito, com dezasseis, nove, com dezassete também nove, com dezoito, o maior número, ou seja vinte e cinco e com dezanove casaram dezasseis meninas. Por sua vez o número de mulheres que casaram com vinte anos de idade foi de dezanove, com vinte e um, vinte duas, com vinte e dois anos vinte, com vinte e três catorze, com vinte e quatro casaram dezasseis, com vinte e cinco dezoito, com vinte e seis catorze, com vinte e sete também casaram catorze, com vinte e oito igual número, ou seja catorze e com vinte e nove contraíram matrimónio cinco mulheres. Com a idade de trinta anos casaram quatro mulheres, com trinta e um casaram seis, com trinta e dois, quatro, com trinta e três, dez, com trinta e quatro, seis, com trinta e cinco também casaram seis, com trinta e seis casaram dez, com trinta e sete, com trinta e oito anos, nenhuma e com trinta e nove apenas duas. O número de quarentonas que casaram durante este período foi de vinte e oito: com quarenta, quatro, com quarenta e um, três, com quarenta e dois, duas, com quarenta e três, uma, com quarenta e quatro, duas, com quarenta e cinco, uma, com quarenta e seis, duas, com quarenta e sete, quatro, com quarenta e oito, três e com quarenta e nove, duas. Já na casa dos cinquenta, apenas casaram seis mulheres: uma com cinquenta anos de idade, uma outa com cinquenta e um, duas com cinquenta e dois, uma com cinquenta e três e uma outra com cinquenta e seis. Finalmente e com a provecta idade de sessenta anos casaram duas mulheres e com sessenta e um, uma. A mulher com mais idade que casou, nesta época, na Fajã Grande tinha, nada mais nada menos, do que com a bonita idade de setenta e um anos. Durante estes anos casou uma mulher considerada exposta e, portanto, sem pais identificados e sem idade certa.

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publicado por picodavigia2 às 16:04





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