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O PADROEIRO

Sábado, 02.11.13

São José é o padroeiro da paróquia da Fajã Grande.

José é um dos personagens mais célebres do Novo Testamento, marido da mãe de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, nasceu em Belém da Judeia, no século I a.C., descendia da tribo de Judá e era descendente do rei David. Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela em Nazaré, uma localidade da Galileia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que terá ensinado a Jesus. Por essa razão as imagens de São José representam-no, geralmente, de mão dada com o menino e com uma serra na mão.

A escolha de José, para esposo da Virgem Maria, segundo uma lenda que se contava na Fajã Grande, aconteceu depois de Deus seleccionar um grupo de homens bons, generosos e de grande virtude, entregando a cada um, uma vara retirada de uma bela planta, mas ainda sem flor. Avisou-os Deus que as guardassem, pois uma delas, a do mais virtuoso, do mais santo e do que tivesse melhor coração, mesmo arrancada da planta, havia de florir. Na realidade e passado algum tempo a vara que José guardara foi a única a florir, sendo ele o eleito para esposo de Maria, Mãe de Jesus. Por essa razão em muitas das suas imagens colocadas nos altares, em vez da serra, São José surge, segurando na mão um ramo florido e, neste caso com o Menino Jesus ao colo.

São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protector da Igreja Católica Romana", pelo seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade à sua esposa, "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do Mundo. Uma delas é a da Fajã Grande das Flores.

A festa em memória do seu padroeiro, realizava-se, na Fajã Grande, no dia dezanove de Março e era a maior festa da freguesia depois da realizada em honra da Senhora da Saúde, no mês de Setembro.

 Precedida de um tríduo, em que geralmente era convidado para pregar um “padre de fora”, ou seja, de outra freguesia da ilha, a festa, no seu dia, explodia em três epicentros ou pontos altos. De manhã, tinha lugar a chamada “Missa da Comunhão”, celebrada por um dos sacerdotes de fora, solenizada e com sermão. Demorava uma eternidade porque toda a gente comungava e, nesse tempo a comunhão era recebida, de joelhos, à grade e distribuída apenas pelo celebrante. Mas era um momento de grande emoção, sobretudo nos anos de Comunhão Solene, o que acontecia de três em três anos. Depois e mais tarde a “Missa da Festa”, também demoradíssima, cantada e com sermão, celebrada pelo pároco e acolitada por dois sacerdotes, um a fazer de diácono e outro de subdiácono, estes revestidos de dalmáticas brancas, bordadas a amarelo, as únicas que a igreja possuía, para além de duas pretas. Momentos solenes eram o canto da Epístola pelo subdiácono, o Evangelho e o “Ite missa est” pelo diácono e o Prefácio e o “Pater Noster” pelo presbítero celebrante. Finalmente à tarde, precedida de sermão, realizava-se a procissão.

O pároco aproveitava o facto de esta festa se realizar sempre na Quaresma e antes da Páscoa para também proceder à desobriga pascal. Assim, com um tiro matava dois coelhos. Na véspera da festa, vários sacerdotes deslocavam-se à Fajã e durante a tarde procediam ao confesso. Os sinos anunciavam a hora do perdão, a igreja enchia-se, os sacerdotes colocavam-se nos confessionários e à grade onde estavam encravados dois ralos e desatavam a perdoar pecados e a impor as respectivas penitências. Depois e até ao dia seguinte deveria haver muito cuidadinho para não se pecar, caso contrário “estragava-se” a confissão feita e, pior do que isso, ficava-se incapaz de comungar, não dando cumprimento à desobriga.

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publicado por picodavigia2 às 16:07





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