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AR DE INVERNO

Sábado, 09.11.13

(POEMA DE ROBERTO DE MESQUITA)

 

Aves do mar que em ronda lenta

Giram no ar, à ventania,

Gritam na tarde macilenta

A sua bárbara alegria.

 

Incha lá fora a vaga escura,

Uiva o nordeste aflitamente.

Que mágoa anónima satura

Este ar de Inverno, este ar doente?

 

Alma que vogas a gemer

Na tarde anémica, de vento,

Como se infiltra no meu ser

O teu esparso sofrimento!

 

Que viuvez desamparada

Chora no ar, no vento frio

Por esta tarde macerada

Em que a esp’rança se esvaiu!”.

 

Roberto de Mesquita (1871-1923). Almas Cativas e Poemas Dispersos

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publicado por picodavigia2 às 16:00





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