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CIÁTICA

Sexta-feira, 16.08.13

Quando um dos nervos que une a coluna aos membros inferiores fica sob pressão, a dor acontece: é a ciática. Uma hérnia discal é, com frequência, a causa, mas esforço excessivo e posturas incorrectas também podem ter responsabilidades.

A ciática não é uma doença, mas um sintoma dum problema, envolvendo o nervo ciático, o mais longo do corpo humano e que desce da coluna vertebral até aos pés, passando pelas nádegas e por cada uma das pernas. É ele que controla a maioria dos músculos dos membros inferiores, conferindo sensibilidade às coxas, pernas e pés.

A ciática ocorre quando este nervo é sujeito a pressão, geralmente na região lombar, ou seja, na parte inferior da coluna. E a causa é, quase sempre, uma hérnia discal. A dor é a principal consequência. Uma dor que irradia da coluna em direcção às nádegas, continuando em sentido descendente ao longo do percurso do nervo ciático e que é de intensidade variável, desde ligeira a muito intensa, acompanhada de uma sensação de extremo desconforto, sobretudo durante a locomoção. Apesar do nervo ciático se dividir em dois a partir da coluna, a ciática, geralmente, afectada apenas uma das extremidades. À dor pode juntar-se dormência e fraqueza muscular, na perna ou no pé. E nos dedos ou noutra parte do pé pode sentir-se formigueiro.

Qualquer pessoa pode queixar-se de ciática, mas ela é mais frequente nas grávidas e a partir dos 30 anos, devido aos efeitos do envelhecimento sobre a estrutura da coluna vertebral. É a partir da terceira década de vida que os discos que separam as vértebras - funcionando como um amortecedor quando se movem - começam a sofrer alguma deterioração, abrindo caminho a uma hérnia discal. As posturas corporais incorrectas acabam por exercer pressão sobre o nervo.

Para aliviar a dor, pode ser aplicação gelo, sobre as áreas doridas durante, 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia. Mas ao fim de 48 horas de dor, torna-se mais eficaz aplicação de calor, através de compressas quentes ou de um saco de água quente. Se a dor se mantiver, pode ser alternado o frio com o calor.

Para aliviar a dor também podem ser tomados analgésicos, mas sempre por prescrição médica. Contudo, a sua eficácia é limitada, pelo que é inútil aumentar a dose quando a dor é severa.

As situações mais graves podem requerer outro tipo de intervenção, com recurso a medicamentos de prescrição médica, como os relaxantes musculares ou anti-inflamatórios. A dor crónica pode beneficiar ainda de um certo tipo de antidepressivos.

A libertação da dor pode passar pela prática de exercício físico. Pode parecer contraditório quando há dor, mas os alongamentos são uma arma eficaz contra a ciática, uma vez que aligeiram a compressão na raiz do nervo, diminuindo o desconforto.

Também os exercícios na água ou numa bicicleta estática podem contribuir para atenuar os sintomas. Naturalmente desde que praticados com moderação.

A fisioterapia faz, aliás, parte do arsenal terapêutico contra a ciática, envolvendo a correcção da postura, o fortalecimento dos músculos que apoiam a coluna e a melhoria da flexibilidade. Desta forma previne-se que a dor regresse. O repouso, deve ser moderado: apenas numa fase inicial, sob pena de a inactividade se prolongar, agravando os sintomas da ciática em vez de os atenuar.

Algumas situações não reagem a estas medidas, exigindo uma intervenção mais agressiva. Entre as opções encontra-se a cirurgia, nomeadamente para remover a hérnia discal e assim aliviar a pressão sobre o nervo.

A maior parte das pessoas recupera totalmente, mas a ciática é uma ameaça potencial à saúde do nervo. Dependendo da causa da pressão, pode dar origem a insensibilidade na perna afectada, perda de movimento ou disfunção urinária ou intestinal, sendo que esta última consequência pode indiciar um problema mais grave, ainda que raro - síndrome da cauda equina. Significa isto que a dor não deve ser ignorada nem negligenciada.

A hérnia discal, a principal causa da ciática, consiste numa deformação do disco responsável pela união dos ossos da coluna vertebral. Cada vértebra é separada por um disco de cartilagem formado por um anel externo fibroso, duro e uma parte interna mole, que funciona como um amortecedor, impedindo a fricção entre vértebras e permitindo a flexibilidade de movimentos.

Sem os discos, a coluna seria uma estrutura rígida. Acontece que os discos degeneram, em consequência do envelhecimento mas também de traumatismos. Significa que a substância interna sai através do anel fibroso, formando uma protuberância - a hérnia discal. Sem protecção, o disco acaba por comprimir a raiz do nervo ciático, provocando dor.

Para minimizar as probabilidades de ocorrência da ciática, recomendam-se algumas medidas de protecção as costas, tais como: fazer exercício regularmente; manter uma postura correcta na posição de sentado; ao usar o computador, a cadeira deve ser ajustada de modo a que os pés assentem no piso e os braços fiquem apoiados fazendo com os cotovelos um ângulo recto; o banco do carro deve ser também ajustado, evitando que as pernas estiquem demasiado para chegar aos pedais; não permanecer muito tempo sentado, fazendo intervalos para esticar as pernas; fazer bom uso da mecânica corporal; ao levantar objectos dobrar os joelhos e não as costas, colocando o esforço sobre as pernas; os objectos devem ser transportados encostados ao corpo na linha de cintura; os movimentos de rotação não devem envolver a cintura, mas os pés. Quanto à postura para dormir, o colchão deve ser confortável e a almofada não deve forçar o pescoço.

In Site de “Médicos de Portugal”

 

A ciática havia de me visitar esta semana, mantendo-se com uma acentuada intensidade e com difícil exorcismo!

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publicado por picodavigia2 às 12:45





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