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ÚLTIMO OESTE

Sexta-feira, 20.12.13

(UM POEMA DE PEDRO DA SILVEIRA)

 

A terra acaba aqui.

Além é só o mar – e vento.

A terra acaba aqui…

Com ela tudo o que eu intento.

 

Às vezes imagino-me embalando:

Um porto, onde começa o meu destino.

Mas isso é só um desatino.

Até quando?

 

……………………

 

Lenha verde no lume,

Em sonho cada sonho se resume.

 

Pedro da Silveira, In “Primeira Voz”, Julho de 1942

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publicado por picodavigia2 às 21:53

MAE E FILHA

Sexta-feira, 20.12.13

“Mãe e Filha” é um outro poema romanceado que integra o património cultural da Fajã Grande e é uma das catorze trovas apresentadas por Pedro da Silveira na “Revista Lusitana” (Nova Série), número 7, em 1986. Este e outros textos eram contados oralmente aos serões pelos nossos avós e por outras pessoas mais antigas e assim se foram transmitindo de geração em geração. Eu próprio me lembro de o ouvir contar, embora nunca tenha decorado o texto.

Segundo Pedro da Silveira, o rimance “Mãe e Filha” foi-lhe recitado, na Fajã Grande, em Julho de 1942, por José Inácio Mateus. Este ancião havia nascido em 1879 e era filho de José Inácio Mateus e Maria Lucinda, tendo afirmado, naquela altura, com 63 anos de idade, que ouvia contar aquele rimance aos serões, quando era rapaz. Acredita Pedro da Silveira que se trata de um texto construído nos Açores, e muito provavelmente baseado num facto real, acontecido numa das ilhas e que, posteriormente, se foi transmitindo também a outras.

«Margarida anda p’ra dentro, não te torno a chamar;

Com esta já são três vezes, são horas de vir’s jantar.»

«Sejam três ou sejam quatro, sejam as que a mãe quiser;

Agora nã le dou oividos, que já sou ua mulher.»

«Muito cedo, minha filha, já te queres governar;

Ainda és muito novinha, para assim puder’s falar.»

«Tenho quinze anos de idade, c’mamã deve saber,

E a mãe tinha catorze, quando se foi arreceber.»

«Ainda nã nos tinha feito, confesso esse pecado,

Mas tinha bastante juízo e o teu é muito vendado.»

«Ai, ai, ai, deixa-me rir, não por ter essa vontade;

Qual de nós terá mais juízo se for a falar a verdade.»

«Atrevida, lambareira, já te não posso aturar!

Porque nã vinheste logo que te chamei para jantar?»

«Eu bem sei que é minha mãe, presto-lhe mil atenções;

Só nã quero que me chame, naquelas ocasiões.»

«Te protesto, Margarida, do teu namoro acabar;

Tu és muito leviana, nã ‘stou para te vigiar.»

«Não preciso de vigias, que eu sei bem m’acautelar.

Soibesse pai certas cousas, tinha mais que vigiar.»

«Senhor Deus, que estais dizendo? Dou-te pancadas sem fim,

Tu é que vais ser o causo de teu pai se afastar de mim.»

«Talvez nã chegue a tanto, mas vai ser forte merenda;

Eu sei que a nossa casa percisa levar emenda.»

Nã sei que emenda sará, nã faço coisas mal feitas;

Eu é que devo d’ajustar contigo contas direitas.»

«Contas que tenha a fazer, faça-mas já sin demora;

Que quer o compadre daqui, quando pai se vai embora?»

«Com maldade isso não é, teu pai de mim é respeitado;

Nã vês qu’é nosso compadre e temos medo do pecado.»

«Ai quantas e quantas vezes me ponho a escutar,

Oiço falinhas de boca, sinto beijos a stralar.»

«Visto que tens descoberto, o segredo da maldade,

Continua o teu namoro, dou-te toda a liberdade.»

Estavam nesta porfia, o marido a entrar,

«Entra home, cá pra dentro, estava em ti a pensar.»

«Espera-me, desavergonhada, que o teu pensar não é mau;

Vou dar-te a recompensa com este pedaço de pau.»

«Aqui del’rei, quim m’acode, meu marido quer-me matar;

Talvez que o meu compadre esteja m’ouvindo a gritar.»

Foi tanta a pancadaria, pose-l’o corpo nua lama;

Esteve a malvada mulher más de três meses de cama.

«Nenhuns remédios tomou», dezia o povo da ilha;

«Olhem que mãe era aquela, conselhos que dava à filha.»,

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publicado por picodavigia2 às 20:13

JOAQUIM ESTEVES

Sexta-feira, 20.12.13

Joaquim Esteves Lourenço nasceu na freguesia dos Altares, ilha Terceira, em 12 de Junho de 1908, tendo falecido em Artesia, Califórnia, em 1993. Estudou no Seminário Episcopal de Angra entre 1923 e 1938 recebendo ordens de presbítero a 19 de Fevereiro desse ano. Foi pároco da vila de S. Sebastião, na ilha Terceira entre 1934 e 1951, emigrando por motivos de saúde para os Estados Unidos da América, paroquiando em Bristol, Rhode Island e Toronto, no Canadá. Em 1967 transferiu-se para junto de familiares na Califórnia, onde também paroquiou em Sacramento, S. José e Turlock.

Joaquim Esteves foi poeta, mas não publicou qualquer livro, estando a sua obra dispersa por revistas e jornais. Usou dois pseudónimos, Júlio Serrano e Joaquim da Ribeira, este último, uma alusão à casa dos seus pais na Ribeira de S. Roque, na freguesia dos Altares. A sua poesia é de lirismo regional e inspiração religiosa.

Distinguiu-se ainda no restauro da matriz da vila de S. Sebastião, um notável edifício tardo-gótico e foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira, em 1942.

 

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

 

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publicado por picodavigia2 às 18:44

MARIA E JOSÉ A CAMINHO DE BELÉM

Sexta-feira, 20.12.13

{#emotions_dlg.star}Na Fajã Grande, com maior incidência, por alturas do Natal, contava-se uma lenda muito antiga, segundo a qual, enquanto caminhavam para Belém, onde havia de nascer o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José passaram por a um campo onde estavam várias pessoas a semear a terra. José e Maria pararam para descansar e São José perguntou-lhes:

 - Então, que semeais aqui?

- Semeamos centeio que daqui a uns meses se há-de transformar no pão com que havemos de nos alimentar e que poderemos repartir convosco.

Vendo São José que aquelas pessoas eram boas e generosas, esboçou um leve sorriso e disse-lhes:

- Pois voltai amanhã, que haveis de encontrar o centeio maduro e pronto a ser colhido, para com ele fazerdes o vosso pão.

Crédulos e bons que eram, aqueles homens voltaram ao campo, no dia seguinte e, com grande espanto e estupefacção, encontraram o terreno repleto de centeio maduro e pronto para a ceifa.

Mais à frente, Nossa Senhora e São José encontraram outro grupo de pessoas que semeavam igualmente um terreno. De igual forma, parando para descansar da longa caminhada, São José perguntou-lhes:

- Então, que semeais vós aqui?

Mas estas pessoas eram de má índole e maldosas, escarnecendo-o, responderam:

- Semeamos pedras!

- Pois voltai amanhã, que haveis de colher pedras. – Retorquiu São José.

 Eles riram-se, mas no dia seguinte, quando voltaram ao terreno, encontraram-no cheio de pedregulhos, transformado num autêntico “maroiço”.

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publicado por picodavigia2 às 18:15

QUANDO AS VACAS ARRANCAVAM AS ESTACAS

Sexta-feira, 20.12.13

Na Fajã Grade, antigamente, era costume por parte dos criadores de gado bovino, nos meses de Abril. Maio e Junho, colocar os animais no “oitono”. Designava-se, com esta palavra, própria e creio que exclusiva da gíria fajagrandense, os terrenos onde, depois da apanha do milho, floresciam o trevo, a erva-da-casta e, por vezes o alcacel ou as favas. Estas forrageiras eram semeadas sobretudo nas terras de lavradio do interior, ou seja nas que se situavam entre as casas e a zona das relvas e das terras de mato e que existiam, sobretudo e em maior número, no Mimoio, na Bandeja, nas Queimadas, no Alagoeiro, na Ribeira, na Fontecima, no Batel, no Tanque e no Vale da Vaca.

O gado, nestes campos, estava permanentemente amarrado por uma das mãos, com uma corrente que era divida em as duas partes, sendo, a mais próxima da mão da rês, mais curta e mais delgada, ligadas por um “suevo”, a fim de evitar que se enrolasse, impedindo o animal de se movimentar. Do lado oposto, onde se situava a parte mais grossa e comprida, a corrente tinha uma argola, na qual se enfiava uma estaca de ferro. Era esta estaca que, cravada no terreno, prendia o animal.

Ao longo do dia, os donos do gado, de vez em quando, ia mudando as estacas, batendo-as com um maço de madeira de grandes dimensões, a fim de que cada animal usufruísse de uma “cordada” condigna, ou seja, de uma área delineada, em semicírculo que continha a quantidade de forrageira necessária para alimentar a rês e que esta pudesse alcançar, embora, esticando-se em demasia para o fazer.

As “cordadas” porém não eram muito folgadas. Pelo contrário, por vezes, até eram muito curtas e reduzidas, pois havia que poupar nas rações, até porque, sobretudo à noite, eram reforçadas com erva, incensos e outros alimentos recolhidos noutras paragens. Pretendia-se, assim, por um lado, poupar na forrageira e, por outro, “trilhar” bem o terreno, isto é, estrumar bem o campo a fim de que estivesse apto para a próxima sementeira, uma vez que, regra geral, não iria receber mais estrume, sargaço ou adubo.

Só que havia vaquinhas que eram fortes, muito fortes e as estacas, pelo contrário, eram pequenas e frágeis e, por vezes, enterradas em terra húmida e amolecida pela chuva. Ora uma vaca forte, com uma ”cordada” reduzida, e com a fome a apertar, começava a puxar, a puxar, a puxar e a esticar-se toda para apanhar a maior quantidade de forrageira possível. As correntes eram fortes e raramente rebentavam. Mas as estacas de reduzida dimensão, de desmedida fragilidade e enfiadas na terra mole… Não tardava nada e começavam a dar de si. Daí a saírem da terá era um ápice. Uma tragédia! Na manhã seguinte lá estava uma ou outra vaca, com a estaca arrancada, a dar cabo do “oitono”, a depenicá-lo aqui e além, como se fosse uma galinha, onde bem quisesse e lhe apetecesse, a sujá-lo e sobretudo a deitar-lhe bosta em cima, de forma que as outras vacas já mais lhe tocassem ou sequer olhassem para ele.

Vaca que se soltasse numa terra de “oitono” era um grande prejuízo. Para evitar tragédias semelhantes, embora muitas vezes só depois de estarem consumadas, os lavradores precaviam-se, colocando pesados calhaus em cima das estacas ou então, de maneira mais segura, compravam estacas maiores, que havia ferreiro na Fajã que as fazia, do tamanho que cada qual pretendesse.

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publicado por picodavigia2 às 17:40

AO MENINO

Sexta-feira, 20.12.13

(Poema de Valério Florense)

Jesus, eu tenho um presépio

Já pronto para o Natal

Como aquele onde nasceste

Em Vosso corpo mortal.

 

Um presépio com bonecos,

Todos de barro grosseiro,

Muitas casas e uma igreja

Com torre, sino e sineiro.

 

Sobre uma gruta pequena

Feita de pedras escuras

Pus um anjo com fita:

- “Glória a Deus nas alturas.”

 

Dentro da gruta há o jerico

Com o seu boi manso ao lado.

E a manjedoura com palha

Onde haveis de estar deitado,

 

E não me esqueceu o galo

De bico aberto, a cantar –

No mais alto do presépio

Já se encontra em seu lugar.

 

Mais ao lado fica a aldeia

- Casas amaldiçoadas

Onde Jesus encontrou

Todas as portas fechadas! –

 

À gruta vão dar caminhos,

Por onde os pastores vêm,

Com seus cordeiros às costas,

Tal e qual como em Belém.

 

……………………………………….

 

Tal e qual como em Belém,

Um presépio a preceito,

Dizei-me, Jesus Menino,

Se não estais satisfeito

 

De todo não?! – E eu entendo

Muito bem, Vossas razões:

Os homens dão-Vos presentes

Mas vós buscais orações.

                        Vila Franca, Dezembro de 1959

 

Valério Florense, Caminhos

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publicado por picodavigia2 às 13:56

HERODES

Sexta-feira, 20.12.13

(UM POEMA DE MIGUEL TORGA)

“Era uma vez, lá na Judeia, um rei.

Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto

E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava e via

Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.

Porque um dia,

O malvado,

Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,

Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho pela areia fora,

Fugiu

Daquelas mãos de sangue, um pequenito

Que o vivo sol da vida acarinhou;

E bastou

Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria;

Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças,

Só porque ele não gostava de crianças.”

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publicado por picodavigia2 às 10:21

JOSÉ EDUARDO

Sexta-feira, 20.12.13

A meio da Fontinha, no cimo de uma pequena ladeira, a seguir à Fonte Velha e quase anexa ao palheiro do meu avô, situava-se uma casa onde vivia, na companhia de uma irmã, um homem muito pobre e doente, chamado José Eduardo.

O exterior da casa, embora despido de cal e em pedra negra e solta, tinha um aspecto aparentemente solene, altiva e imponente na sua arquitectura e, além disso, era de dois andares. Mas o interior era muito pobre, desabrido e radicalmente despojado das mais simples e elementares condições de habitabilidade. José Eduardo e a irmã ocupavam o piso superior, com apenas duas divisões: uma cozinha e uma sala que também servia de quarto de cama aos dois irmãos. A cozinha terrivelmente escura, comunicava com a luz e o ar do exterior, apenas por uma pequena janela, com alguns vidros partidos e uma porta, toda de madeira, frente à qual havia uma escadaria de pedra que ligava a única saída de casa ao caminho. De resto, um lar revestido de tisna, onde pontificavam uns caldeiros negros de carvão, assentes sobre umas grelhas de tufo a bambalear e o forno, que apenas era utilizado para arrumos. A mobília, pobre e a desfazer-se, era constituída por uma mesa, dois ou três bancos e um pequeno armário em que as portas eram uns panos escuros e ensebados, onde guardavam os pratos, as tigelas, algumas garrafas vazias e outros utensílios. O soalho da cozinha, assim com o da sala, embora de madeira, estava esburacado e remendado com tiras de caixotes de sabão, aqui e além. A lenha era pouca, mas estava muito arrumada e empilhada de baixo do lar. A cozinha dava para a sala, por uma porta desengonçada que quase mal abria ou fechava. Era na sala que se sentavam à noite, à luz duma candeia alimentada a enxúndia de galinha, José Eduardo à espera do sono e a irmã a remendar uma outra peça de roupa ou a tricotar lã para fazer um par de meias. Era na sala também que estavam duas barras, sendo que uma delas, onde dormia a irmã, estava isolada do resto da sala por um lençol branco, preso aos tirantes. O piso inferior, outrora palheiro de gado, tinha apenas a função de nitreira, com uma caneca de madeira num dos cantos.

José Eduardo era um homem de avançada idade e diabético, pelo que já não podia nem conseguia trabalhar. Era a irmã, mais nova dois ou três anos, mas mais rija e robusta, que ia buscar umas pequenas gavelas de lenha e que trabalhava os poucos campos que tinham e que, embora parcamente, lhe iam garantindo uma mísera subsistência, juntamente com a esmola que um ou outro vizinho lhes dava. Parentes que os ajudassem, não os tinham e se outros havia não se interessavam por eles, nem os ajudavam, que permaneciam ali, sós, cercados de miséria, de limitações, de falta de tudo. Enquanto a irmã atarefada nas lides dos campos ou nos afazeres de casa, José Eduardo, amparado a uma bengala, descia a Fontinha vagarosa e lentamente, parando vezes sem conta para descansar. Vinha sentar-se à Praça, para dar dois dedos de conversa com os da sua idade, para recordar tempos de outrora e para gozar o único prazer que lhe era dado usufruir, naquele seu mundo de miséria, de dor, de sofrimento, de limitações e de ausências: mascar tabaco. José Eduardo era dos poucos homens que na Fajã Grande, no início da década de cinquenta, ainda mascavam tabaco. Para além do embrulho do tabaco, pronto a mastigar, enfiado num bolso, José Eduardo trazia sempre consigo, no outro bolso, um frasquinho de bicarbonato de sódio, o único “remédio” que tomava para fazer face aos males de que padecia, frutos da insuficiência renal que os diabetes lhe haviam causado.

José Eduardo era um homem simples, bom, educado, honesto e humilde. Não se metia na vida dos outros, não ofendia ninguém, não intrigava, nem enveredava por mexeriquices ou confusões. Ocupava-se com a sua vida, coma sua doença e com os seus problemas que não eram poucos. Por vezes, não tendo com quem conversar ficava sozinho à Praça, sentada na banqueta da empena da loja do Senhor Roberto, com a bengala entre as pernas, as mãos pousadas sobre os joelhos, pensativo, muito pensativo.

Curiosamente e porque nasceu e viveu pobre, nunca tendo apoio médico na doença, nem sequer a alimentação mais adequada, este homem, na Fajã Grande, nunca foi tratado por “senhor”, nem se quer por “Ti”, uma simpática e meiga forma de tratar e respeitar os homens mais velhos, os homens da idade de José Eduardo, mas talvez e apenas os que tinham sido mais bafejados pela sorte.

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publicado por picodavigia2 às 09:38

QUATRO MESES

Sexta-feira, 20.12.13

Gosto de gráficos, gosto de estatísticas, embora elas “valem o que valem”. Na realidade é muito interessante e deveras sedutor analisar e tentar compreender melhor a realidade que nos rodeia através de mapas, gráficos e números. A Internet possui, acessíveis aos blogues, variados meios de identificar e conhecer, através de mapas e números, a quantidade de visitantes de um blogue, identificando, também, o seu país ou região de origem.

Alguns mapas de estatísticas que o “Pico da Vigia” tem anexos, permitem concluir, hoje, que em quatro meses este blogue sobre a Fajã Grande das Flores, nos Açores, recebeu cinco mil visitas, precisamente outras tantas como as que contabilizara até ao dia 25 de Setembro, do ano transacto. Conforme a estimativa feita nessa altura, aquele número de visitantes, muito provavelmente, dizia respeito a um período de aproximadamente nove meses, uma vez que o actual contador de visitas fora colocado no blogue, apenas no dia 29 de Dezembro de 2010. Sendo assim, conclui-se que, agora, em menos de metade do tempo das primeiras cinco mil visitas, ou seja em quatro meses, o “Pico da Vigia” conseguiu alcançar igual número de visitantes.

Como os acessos ao blogue que são da responsabilidade do seu autor, ou seja, aqueles em que a ele tem que lá entrar para colocar os textos, emendar um ou outro erro, rectificar alguma incorrecção, corrigir algum gralha, substituir ou alterar alguma palavra ou expressão, consultar os “tags” a fim de verificar os textos já colocados, são praticamente os mesmos, em termos de frequência e quantidade, conclui-se que o número de internautas que acedem ao “Pico da Vigia” tem crescido exponencialmente.

Os sistemas ou meios de contagem e os vários tipos de mapas, permitem identificar, como na altura foi referido, os países e as localidades de cada país onde se efectuam as visitas. Em 25 de Setembro, o número países era de vinte e seis, agora já são trinta e três, sendo que muitos deles como a China, a Rússia, a Roménia, o Iraque, por exemplo, muito provavelmente tenham visitado o “Pico da Vigia” por mero acaso. Acrescente-se, no entanto, que alguns países como a Holanda e a Bélgica subiram substancialmente o número de visitas, embora a grande fatia de internautas a entrar no blogue, depois de Portugal, continue a pertencer aos Estados Unidos, ao Canadá e ao Brasil.

Relativamente a Portugal também é possível analisar o acesso a um blogue distrito a distrito ou região a região. Os Açores, onde o “Pico da Vigia”, por vezes, também tem sido elaborado e a cuja temática está ligado, estão à frente, seguindo-se Lisboa e Porto, distrito onde o blogue é feito. Seguem-se: Évora, Aveiro e Setúbal, sendo que Beja e Guarda são os últimos, com um reduzidíssimo número de visitas.

Na perspectiva de dar continuidade a este crescimento, o “Pico da Vigia” pretende manter os objectivos iniciais ou seja, em primeiro lugar “regressar” à Fajã Grande das Flores, recordar pessoas, contar estórias, lembrar costumes e tradições e, de mistura, trilhar os caminhos da ficção e abordar um ou outro tema da actualidade, não apenas da ilha das Flores mas das restantes ilhas açorianas, com especial referência para a ilha do Pico.

Texto publicado, em 25/01/12, No Pico da Vigia. Os dados acima referidos dizem respeito ao mesmo.

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publicado por picodavigia2 às 09:22





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