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ILUSTRE DESCONHECIDO

Sexta-feira, 20.06.14

Chegou ao Encontro e muitos não o conheciam ou dele mal se lembravam, pois terá frequentado apenas o Seminário Colégio de Ponta Delgada, em finais da década de sessenta e início da seguinte. No entanto e logo no início procurou inteirar-se de tudo e aproximar-se de todos, com uma delicadeza de modos e uma simplicidade de maneiras, imiscuindo-se, com interesse e dedicação no desenrolar de todos os acontecimentos, actividades, conversas e brincadeiras. Lembrava-se de mim nos tempos em que eu vivera no Pico, porquanto é natural da vila da Madalena, ilha do Pico, onde cresceu e estudou, até entrar para o Seminário Colégio e por isso, procurou-me, mantendo, ao longo de todo o Encontro, um agradável convívio. Assim o fez com outros participantes que ele conhecia e até com os que desconhecia. E em breve, o Faria estava tão imerso, tão embrenhado, tão activo e tão participante no Encontro, como se fosse um dos “clássicos”.

Após a quebra da barreira do gelo inicial, empenhou-se em tudo, acompanhando-nos nos passeios, sentando-se ao nosso lado durante as refeições, vivendo as emoções dos reencontros, acompanhando os momentos de reflexão, cantando na recreação do sarau-músico literário, homenageando a memória de professores e alunos, participando na Eucaristia em memória dos falecidos.

Embora residindo na Terceira, lá ao longe a memória do Pico e da Madalena, permanece bem viva e as visitas, à ilha montanha, onde tem raízes, são frequentes.

Afinal não estávamos tão distantes, nem tão separados como eu cuidara inicialmente. Um irmão, ainda a residir na Madalena, fora meu aluno, no Externato daquela vila picoense, no início da década de setenta. Por isso mesmo, à Madalena, em breve, haviam de chegar, pela voz e pelo testemunho do Alberto Faria, os mais belos e sublimes elogios ao nosso Encontro, do qual ele, afinal, também foi um dos “Senhores”. 

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publicado por picodavigia2 às 17:44

PANEGÍRICO

Sexta-feira, 20.06.14

(Texto com adaptações curriculares)

 

Hic humilis et obediens servum nostrum reformatus, autem magister jubilatus maxime illustrum, quem mittet Maria, Regnum Portugália et Algarbis, Lurdes Rodrigues, educatione ministra, in nomine serenissimum ac dulcissimum Sócrates, ille, nunc et semper, vos docebit omnia.

Comer hoje e pedir para comer muitas mais vezes, ilustres, muito nobres e muito simpáticos donos desta casa, comer hoje e pedir para comer muitas mais vezes, se possível ao menos uma vez por semana, é o assunto grande deste dia e o principal motivo da inauguração desta mesa.

Assunto grande chamei ao deste dia, mas não o único, porque também hoje, com tão devidas demonstrações de alegria, se comemora fausta e venturosamente a retirada daqueles notáveis seis pontinhos ao que se julga ser tão grande que nem Portugal o teve igual, mas que o Platini é que o vai tramar!

Mas, comecemos pela mesa, tão grande, tão pesada, tão impossível de subir pelas escadas ou pelo elevador, tão parca daquela fruta com que se deliciaram os árbitros do Porto-Estrela da Amadora e tão invejosa de não poder sentar ao seu redor aquela que o SP trás tão de perto: oh que temerosa desconsolação! É a mesa aquele monstro que se enche de fruta, de café, de chocolatinhos, e onde quanta mais gente se senta à sua volta mais se lixa a O a cozinhar. É a mesa aquele brutal pranchão de madeira, que os desgraçados dos bombeiros de Cete suaram as estopinhas para içar pela janela dentro, que leva mais euros ao C do que a Carol II ao SP,  que se enche com as panelas e os tachos da O, que alimenta a barriga do G e do F e, talvez em um momento, o C bem se lembre de querer sentar ao seu lado a Carol II para, como o pai do Diogo fez à mesa, lhe encher a rachadela de betume. É a mesa aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há algum dos convidados que, ou não se farte de comer em demasia, ou não passe uma fome desgraçada. O G não gosta de feijão verde, a A nem por nada deste mundo come arroz-de-cabidela,  a C está sempre a dizer que tem que fazer dieta e não quer comer mais para não engordar,  o F diz que só come hamburgers de soja mas se não petisca mais é porque não pode, o C só pensa em comer o que come o SP  e até O que devia estar na cozinha a limpar os tachos e as panelas ou a servir os comensais, tem a distinta lata  de se vir sentar à mesa como se fosse uma convidada! A falta, nesta casa, duma mesa grande, era a primeira e a mais viva desconsolação que de há muito padeciam  a O e o C. Tinham uma mesa tão pequena que nem podiam sentar à sua volta metade da família, uma porcaria duma mesa que nem sequer tinha uma rachadela que se visse. Mas que bem o pai do Diogo os consolou dando-lhes esta enorme e descomunal mesa com a sua grande e bonita rachadela! Racham  relinquo vobis,  racham meam do vobis, non quomodo racha  Carolina segunda do vobis. Cristiano: - Deixo-te uma rachadela, dou-te uma rachadela mas tira o cavalinho da chuva porque não é uma rachadela igual à da Carol II.

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publicado por picodavigia2 às 07:05





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