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ESPÍRITO SANTO EM SÃO CAETANO

Quinta-feira, 24.07.14

É por demais sabido que as festas de Espírito Santo, nos Açores, tomam matizes muito diversificadas e expressam tonalidades bem diferentes de ilha para ilha e até, dentro da mesma ilha, de freguesia para freguesia.

São Caetano do Pico é um bom exemplo das diferenças e dissimetrias existentes entre estas celebrações e as que referi, neste blogue, relativamente à Fajã Grande das Flores.

Em São Caetano “atestam-se” ou “arrolam-se” os irmãos, não para receber mas sim para dar, no caso, a tradicional rosquilha, feita de saborosa massa sovada. Cada irmão pode contribuir com um ou com meio açafate, sendo o primeiro de trinta rosquilhas e o segundo de quinze. Quem o entender, normalmente por não ter possibilidade de cozer a massa, pode substituir o açafate do pão por equivalente valor em dinheiro, contribuindo assim para as várias despesas da festa, nomeadamente para a compra das rezes e de outras iguarias destinadas a confeccionar a refeição comunitária que se realiza no dia da festa. É que o almoço conjunto de toda ou quase toda a população da freguesia constitui um dos momentos altos da festa.

Durante a semana que antecede a terça-feira de Pentecostes, dia em que se realiza a festa, canta-se o terço junto das insígnias. Trata-se de um conjunto de invocações ao Espírito Santo, cantadas de forma repetitiva e com uma estrutura semelhante à do terço habitual.

No dia da festa, alta madrugada ouve-se o foguete anunciador do início do cozer da carne. Esta é colocada em mais de uma dúzia de gigantescos tachos e é devidamente temperada. Assim vai cozendo lentamente e formando um saboroso caldo com o qual se irá regar o pão partido a meio, acamado em terrinas e coberto com folhas de hortelã. Antes da missa forma-se o cortejo, com destino à igreja, sendo as coroas transportadas por meninas familiares ou convidadas do mordomo, ricamente vestidas e pelo próprio mordomo, enquanto a bandeira é levada conjuntamente por um casal, umas e outras dentro de quadrados formados por varas, seguradas por crianças. Seguem-se conjuntamente os foliões com tambor, pandeiro e insígnias e o povo. Terminada a missa procede-se à “coroação do mordomo”, rito que consiste na imposição da coroa na sua cabeça, pelo celebrante, ao som do “Veni Creator”, agora numa adaptação vernácula “Vinde Espírito Paráclito”. O cortejo regressa ao local onde é servido, na presença da coroa e da bandeira, a refeição, sendo esta constituída pelas tradicionais sopas, carne assada e arroz doce, tudo regado com vinho de cheiro. Durante o almoço é revelado o nome do futuro mordomo, através de voto de cada irmão.

A festa e o convívio continuam durante a tarde e termina com o seu ponto alto ou seja, com a distribuição das rosquilhas, uma por cada habitante ou forasteiro que participe na festa ou simplesmente passe, por mero acaso, pela freguesia.

Actualmente a festa do Espírito Santo em São Caetano duplica-se, uma vez que, para além de ser efectuada na Prainha, na terça-feira seguinte ao domingo de Pentecostes, também é realizada, na Terra do Pão, no mês de Julho.

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publicado por picodavigia2 às 17:24

MOMENTO

Quinta-feira, 24.07.14

Atroz sobressaltar de meus enganos,

De meus erros, de minhas ilusões.

Seguro confirmar de tentações

De desejos maléficos, profanos.

 

Esperança sonhadora de meus anos,

Perenes, dolorosas ilusões

Em místicas e eternas doações.

Estáticos e imóveis desenganos!

 

Débil correspondência de meu ser!

Despojado de tudo, pobre e vão,

Estagnado de eterno amortecer.

 

Engano perspicaz de uma evasão,

De um contínuo e seguro esmorecer

Deixando-me pra sempre em solidão.

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publicado por picodavigia2 às 16:11

O MUNDO ENSANDECEU

Quinta-feira, 24.07.14

É verdade que este mundo em que vivemos, nos últimos cinquenta anos, evoluiu, em termos científicos e tecnológicos, substancialmente. Há quem afirme que, nas últimas cinco décadas o mundo avançou quinhentos anos, o que, em boa verdade, não será um exagero. Todos nos deslumbramos com este avanço, sobretudo com o tecnológico, e dele tiramos excelentes benefícios, entrelaçados com magníficas comodidades que nos proporcionam uma existência mais agradável, mais cómoda e, sobretudo, mais feliz.

Paralelamente, no entanto, o mesmo mundo parece ter ensandecido. Não bastavam as catástrofes naturais, a que o homem não pode pôr cobro, e que vêm prejudicar, substancial e atrozmente, por vezes até aniquilar, a sua própria vida. São as crises sísmicas, os terramotos, os ciclones, os desabamentos ou tantos outros acidentes aéreos, terrestres ou marítimos, as tragédias resultantes do desequilíbrio das forças da natureza que o homem embora, nalguns casos, as possa prever, não as pode impedir.

O pior, no entanto, é que a tudo isto, se juntam uma série de atrocidades, das quais o verdadeiro e único culpado é o próprio homem, que têm assolado o mundo, nos últimos tempos, com destaque para o permanente tiroteio entre Israelitas e Palestinianos, os conflitos no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia, na Síria, na África e em tantas outras paragens do universo, o rapto de dezenas de jovens, os maus trato de crianças e idosos, a fome, o abandono e a solidão de tantos humanos, o terrorismo e o recente abatimento de um avião das linhas aéreas da Malásia, para não falar do desaparecido há uns meses e do qual nada se sabe. 

Na verdade, a recente queda do avião da Malaysia Airlines, nos céus da Ucrânia, com duzentas e noventa e oito pessoas a bordo, chocou o mundo inteiro e vem por a nu a bruta e selvagem desumanidade da humanidade e alertar os humanos para a tremenda indignidade que revelam as suas relações, mostrando que o homem é o lobo do homem, isto é, o seu pior inimigo. É verdade que, segundo notícias que circulam, “o corredor aéreo onde o avião circulava não devia estar aberto, e que o piloto, ou quem lhe deu orientações de voo, minimizou o risco. Mas verdade é que a Malaysia Airlines perde, num curto espaço de tempo, dois dos seus aviões, praticamente superlotados, devido a causas puramente humanas e difíceis de explicar, sobretudo, no caso do primeiro, sobre cujo desaparecimento existem as mais terríveis e aberrantes suspeitas. Na verdade, o ser humano revela-se como o mais desumano e estúpido dos animais.

Recorde-se, no entanto, que o abate do voo da Malaysia Airlines, na quinta-feira passada, apesar de ser o que vitimou maior número de pessoas, no entanto, não é inédito nos últimos cinquenta anos. Antecederam-no outros, entre os quais:

A 4 de Outubro de 2001 um avião da Siberia Airlines, viajando da capital da Sibéria para Telavive, transportando 64 passageiros e 12 membros da tripulação, foi abatido sobre o mar Negro por um míssil ucraniano.

A 3 de Julho de 1988, durante a guerra entre Irão e Iraque, barcos americanos e iranianos debatiam-se no Golfo Pérsico. Nos meandros deste cenário, um Airbus 300, que era usado pelos iranianos para fins civis e militares, foi abatido pela marinha americana, que terá confundido o avião comercial com o militar F-14. Todos os passageiros que seguiam a bordo morreram.

O avião KAL007 foi, misteriosamente, derrubado a 1 de Setembro de 1983, vitimando 269 pessoas entre passageiros e tripulação, incluindo o congressista americano Larry McDonald.

No dia 27 de Junho de 1980, um avião da Itavia Airlines, que viajava de Bolonha para Palermo com 81 passageiros, foi abatido por um míssil, cujo a origem ainda hoje é desconhecida, despenhando-se no mar Tirreno, junto da Sicília.

No dia 21 de Fevereiro de 1973, um Boeing 727 pertencente à companhia Libyan Arab Airlines, que viajava de Tripoli para o Cairo, perdeu-se e sobrevoou a península de Sinai, que estava sob controlo israelita desde 1967. Depois de alguns avisos, os israelitas abateram o avião vitimando 108 pessoas das 113 que iam a bordo. Sobreviveram quatro passageiros e o co-piloto.

Finalmente, a 27 de Junho de 1955, um avião da Companhia El Al que viajava de Viena para Telavive foi abatido por dois aviões militares MiG fighters, no espaço aéreo Búlgaro. Todos os 58 passageiros morreram. A Bulgária, mais tarde, admitiu a responsabilidade do ocorrido.

A maldade dos humanos, corrói, corrompe, destrói e mata os seus semelhantes! Os cadáveres são profanados para lhes roubar jóias, dinheiro e cartões de crédito. E os responsáveis não são responsabilizados. O mundo ensandeceu, de verdade!

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publicado por picodavigia2 às 12:21

FAJÃ GRANDE - LUGAR DE VERÃO DE EXCELÊNCIA

Quinta-feira, 24.07.14

A RTP Açores tem estado a transmitir, a cargo do jornalista Vasco Pernes, alguns interessantes programas, intitulados «Lugares de Verão» onde se revelam e publicitam os melhores recantos de Verão açorianos.

No terceiro programa desta série o local escolhido foi a Fajã Grande, tendo sido transmitido no passado domingo, dia 20 e repetido ontem, dia 23, quarta-feira  na RTP Açores.

 Neste programa, dedicado à Fajã Grande e ás suas belezas naturais, pretende demonstrar-se que os lugares são das gentes que lá vivem e das gentes que por lá passam. Os lugares são feitos de sabores e de emoções. Nos lugares contam-se histórias e vive-se a ilha por dentro. Os lugares são do tempo e o tempo é de Verão. A televisão pública vai ao lugar e traz um novo olhar, com o encanto mais do que a ilha, do lugar!

 

http://v2.videos.sapo.pt/qukML6BplCWb1wfY3fZl

 

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publicado por picodavigia2 às 11:18





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