Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



TELHA CANDELHA

Domingo, 27.07.14

Una,

Dua,

Telha

Candelha

Cabeça de leão,

Engrossa cabelão!

 

Minha mãe

Mandou-me à fonte

E eu parti a cantarinha.

 

Minha mãe

Não me bata

Eu sou muito piquininha.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por picodavigia2 às 16:51

FREI JOÃO SEM CUIDADOS

Domingo, 27.07.14

Era uma vez um rei que ouvira, muitas vezes, falar em Frei João Sem-Cuidados como o único homem do seu reino que não se afligia com coisa nenhuma deste mundo. E isso provocava-lhe uma certa inveja:

- Deixa estar, que eu hei-de meter-te em trabalhos — pensou o rei para consigo.

Certo dia, mandou-o chamar à sua presença e disse-lhe:

- Vou dar-te uma adivinha e, se dentro de três dias, não me souberes responder, mando-te matar. Quero que me digas: 1.º Quanto pesa a lua? 2.º Quanta água tem o mar? 3.º Que é que eu penso?

Frei João Sem-Cuidados saiu do palácio bastante atrapalhado, pensando nas respostas que havia de dar a cada uma daquelas perguntas.

Um velho moleiro que o conhecia, pois era a ele que Frei João ia levar a sua farinha pata lh’a moer, encontrou-o no caminho e estranhou ver o frade tão macambúzio e de cabeça baixa.

- Olá, Senhor Frei João Sem-Cuidados, então porque é que está tão triste?

- Nem queira saber, Senhor Moleiro! É que o rei mandou-me chamar e disse-me que me mandava matar se, dentro de três dias, não lhe respondesse a estas três perguntas: quanto pesa a lua, quanta água tem o mar e em que é que ele pensa!

O moleiro desatou a rir e disse-lhe que não tivesse cuidado nem se preocupasse, que lhe emprestasse o hábito de frade, que ele iria disfarçado e havia de dar boas respostas ao rei.

Passados três dias, o moleiro, vestido de frade, foi pedir audiência ao rei. Este perguntou-lhe:

- Então quanto pesa a lua?

- Saberá Vossa Majestade que não pode pesar mais do que um arrátel, pois todos dizem que ela tem quatro quartos.

- É verdade. E agora: quanta água tem o mar?

- Isso é muito fácil de saber. Mas como Vossa Majestade só quer saber a quantidade de água do mar, é preciso primeiro mandar tapar todos os rios que nele desaguam, porque sem isso nada feito.

O rei achou bem respondido, mas, zangado de ver Frei João Sem-Cuidados a escapar-se às dificuldades, tornou:

- Agora, se não souberes que é que eu penso, mando-te matar!

O moleiro respondeu:

- Ora, Vossa Majestade pensa que está a falar com Frei João Sem-Cuidados e está mas é a conversar com o seu moleiro.

O velho moleiro deixou então cair o capucho de frade e o rei ficou pasmado com a esperteza dele e também com a do Frei João Sem-Cuidados, que tão bem soube fazer-se substituir.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por picodavigia2 às 09:27

DATAS

Domingo, 27.07.14

O meu avô materno, de nome José Fagundes da Silveira, nasceu, na Fajã Grande, a 18 de Setembro de 1884 e faleceu, na mesma freguesia a 8 de Maio de 1952, com 68 anos, tendo passado alguns anos da sua vida, antes de casar, na Califórnia. Por sua vez, a minha avó, Joaquina Fagundes de Sousa, nasceu a 1 de Novembro de 1890, no lugar da Cuada e faleceu a 26 de Dezembro de 1965, na Fajã Grande, com 75 anos. Nunca saiu da vila e poucas vezes da\Fajã Grande. Casaram na igreja da sua freguesia natal, em 11 de Janeiro de 1909. Tiveram doze filhos, todos nascidos na Fajã Grande, tendo um falecido pouco depois de nascer. A filha mais velha, Maria da Conceição, nasceu a 29 de Outubro de 1909 e casou com Augusto da Costa Benavide. Tiveram uma filha. O segundo filho, sempre designado por “José do Céu” nasceu a 26 de Maio de 1911, falecendo 6 meses depois. O terceiro rebento foi Angelina, a minha mãe, que nasceu a 7 de Setembro de 1912. Seguiu-se a Gloria, nascida a 2 de Novembro de 1914, a Ana, nascida a 26 de Julho de 1916 e José a 27 de Julho de 1918. A seguir, em 18 de Maio de 1920 nasceu a Luísa, a 17 de Marco de 1922 o Cristiano, recebendo o nome do pai adoptivo da minha avó, acontecendo o mesmo com a filha que nasceu a seguir, em 3 de Junho de 1924, que recebeu o nome de Margarida, ou seja o nome da mãe adoptiva da minha avó, também falecida muito nova. Seguiu-se Maria de São José, que nasceu a 18 de Marco de 1926 e o Luís, nascido a 4 de Marco de 1928. Por fim mais um casas, os únicos ainda vivos, Georgina, que nasceu a 26 de Outubro de 1931 e Francisco, nascido a 8 de Janeiro de 1933.

Os restantes filhos já faleceram. Angelina Fagundes, faleceu no hospital de Santa Cruz, em 5 de Agosto de 1954. Era casada com João Joaquim Fagundes, que nasceu a 18 de Outubro de 1902, faleceu a 16 de Janeiro de 1966, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira. Casaram em 28 de Maio de 1938. Cristiano Sousa faleceu, na Califórnia, a 17 de Fevereiro de 1978, Luís Silveira a 24 de Junho de 1979, também na Califórnia e Maria de São José a 8 de Marco de 1980, em Lisboa. Maria Benavide faleceu na Califórnia, a 8 de Marco de 1994, assim como a Gloria Dias, esta a 21 de Marco de 1998.

Já faleceu um bisneto dos meus avós maternos e netos dos meus pais, Paul Garcia, que nasceu a 23 de Fevereiro de 1976, em Arcata, norte da Califórnia, onde faleceu a 24 de Marco de 1999, num acidente de automóvel. Era filho da Maria Victoria e Octávio Garcia.

Um dos netos e meu irmão, já falecido, também na Califórnia, foi António Fagundes, que nasceu na Fajã Grande, em 25 de Fevereiro de 1943, faleceu a 8 de Maio de 2000. Alzira Sousa, nora dos meus avós, nasceu a 27 de Setembro de 1923 e faleceu a 13 de Novembro de 2000. Margarida Almeida, faleceu a 22 de Março de 2007, era casada com Manuel Almeida, nasceu em 1917, faleceu a 17 de Junho de 1991. Por sua vez José de Sousa faleceu a 8 de Julho de 2007 e Frank Fagundes Almeida, também meu irmão, a 30 de Julho de 2009. Todos faleceram na Califórnia

Ana e Luísa faleceram em Anadia e Maria de Jesus, minha irmã, faleceu em 9 de Abril de 2014, na Califórnia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por picodavigia2 às 08:40





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

VISITANTES

free web counter