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ACONTECIMENTOS OCORRIDOS NAS FLORES NO SEC. XVII

Quinta-feira, 31.07.14

Em 1642, chegaram os primeiros escravos negros às Flores e trinta anos depois, em 1672, a ilha foi atacada por 40 navios de piratas holandeses

Por sua vez, em 1675 iniciou-se a construção da primitiva igreja da Fajãzinha, Até esta data os lugares da Fajã e o da Fajazinha, assim como outros muito mais pequenos, ao redor destes, pertenciam à freguesia das Lajes. O lugar da Ponta pertencia à paróquia de Ponta Delgada. Nessa altura, as Lajes teria pouco mais de 300 habitantes. Um ano depois foi criada a paróquia das Fajãs, com sede na Fajazinha, englobando a Fajã e a Ponta. Por essa altura Domingos Rodrigues Ramos era capitão na Fajã e fora testemunha da delimitação dos limites da paróquia na rocha da Ponta.

Em 1677 nasce na Fajã Grande o Alferes André de Fraga e, um ano depois, nasce, na Fajãzinha, Ana de Freitas, esposa do Alferes André Fraga, que se supõe terem sido os meus oitavos avós.

Em 1683 deu-se o desembarque, na ilha das Flores, de alguns colonos estrangeiros, vindos na fragata dinamarquesa Hawmanden.

Em 1890 nasce, em Santa Luzia do Pico, José Pereira de Azevedo que havia de casar com Maria de São João. Cerca de 22 anos mais tarde chegariam às Flores.

Em 1694 dá-se a célebre revolta dos Inhames, com epicentro na ilha de São Jorge em São Jorge, mas extensiva, mais tarde às Flores (Net)

Finalmente em 1696 verifica-se a 1ª Visita Pastoral de um Bispo diocesano às Flores. Tratou-se de D. António Vieira Leitão, 17.º bispo da Diocese de Angra, tendo-a governado de 1694 a 1714.

D. António Vieira Leitão nasceu em Lisboa, filho de Manuel Vieira Leitão, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua mulher Maria Pedrosa. Ordenado presbítero em Lisboa, exerceu diversos cargos eclesiásticos de crescente relevo, entre os quais prior da freguesia de Santo Estêvão, desembargador da Relação Eclesiástica, provisor do Priorado do Crato e juiz da Legacia. Foi proposto para bispo de Angra por D. Pedro II, rei de Portugal, sendo confirmado por breve de 23 de Novembro de 1693 do papa Inocêncio XII. Foi sagrado bispo a 16 de Agosto de 1694 e a 25 do mesmo mês, ainda em Lisboa, nomeou uma junta para o governo da Diocese de Angra, enquanto não chegasse aos Açores. Governou a diocese açoriana até falecer, visitando todas as ilhas dos Açores, sendo o primeiro bispo diocesano a visitar as Flores e o Corvo. No entanto estas ilhas já haviam sido visitadas uma única vez, por um bispo, uma vez que, por volta de 1550, D. Baltasar de Évora ali terá chegado como visitador a mando de D. Rodrigo Pinheiro, 2.º bispo da diocese de Angra, que a governou de 1540 a 1552, sendo depois nomeado bispo do Porto, governando esta diocese de 1552 a 1572.

Por altura da visita de D. António Vieira Leitão, o concelho das Lajes teria cerca de 1200 pessoas e a ilha das Flores 1850.

 

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publicado por picodavigia2 às 16:52

A VELHA DAS LAJES

Quinta-feira, 31.07.14

Antigamente vivia nas Lajes uma mulher já de avançada idade, muito pobre e ranzelona. Além disso era um pouco desmiolada e, como não tinha familiares próximos, passava grande parte dos seus dias a arrastar-se pelas ruas, ou a sentar-se nas soleiras das portas, nas banquetas das praças, a falar com uns e com outros e a pedir alguma comida, pois nada tinha de seu.

Os rapazes, ávidos de se divertirem com o farrobodó que a velha fazia quando se metiam com ela, sempre que a encontravam pregavam-lhe partidas, levantavam-lhe a orla do saiote e chamavam-lhe nomes. A velha retorquia com maus modos, zangas, pregações e azedumes, ameaçando-os que deles havia de fazer queixa ao regedor. E quanto mais os rapazes se empolgavam em atrevimentos e provocações mais a velha ranzelava e se embravecia. Mas verdade é que, quando os não encontrava, com a sua voz ligeiramente mafiosa, perguntava a todos quantos com ela se cruzavam:

- Tu vite ui monces? Tu vite ui monces?

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publicado por picodavigia2 às 15:25

A FOLIA DO BEZERRO

Quinta-feira, 31.07.14

“… nas festas do ES é que as pessoas bailavam mais…Nos domingos não faziam isso. Mas nos dias que antecedia a uma função, na altura que andavam, por exemplo, a cozinhar o pão e depois iam peneirar a farinha, tinham um tempo pra isso. Junto às casas havia uma eira e faziam aí umas rodas, sobretudo na sexta-feira, que era o dia que faziam a matança do gado, era o dia por excelência… Em alguns lugares chamavam a folia do bezerro, depois matavam o bezerro ou os bezerros para a função do ES, e quando terminava essa matança, este trabalho todo que era necessário para preparar a carne, comiam queijo fresco de cabra, ou então mesmo de leite de vaca, como nós chamávamos pão de leite…”

 

J.B.C.M

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publicado por picodavigia2 às 06:43





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