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O PINHEIRO VAIDOSO

Segunda-feira, 06.10.14

Era uma vez um pinheiro que não estava satisfeito com a sua sorte. ”Oh! dizia ele, como são horrendas estas linhas uniformes de agulhas verdes, que se estendem ao longo dos meus braços! Sou um pouco mais orgulhoso do que os meus vizinhos, e sinto que fui feito para andar vestido de outro modo. Ah! Se as minhas folhas fossem de oiro.”

O Génio da montanha ouviu-o, e no dia seguinte pela manhã acordou o pinheiro com folhas de oiro. Ficou radiante de alegria, e admirou-se, pavoneou-se todo, olhando com altivez para os outros pinheiros, que, mais sensatos do que ele, não invejavam tão rápida fortuna. À noite passou por ali um judeu, arrancou-lhe todas as folhas, meteu-as num saco e foi-se embora, deixando-o inteiramente nu dos pés à cabeça.

“Oh! disse ele, que doido eu fui! Não me tinha lembrado da cobiça dos homens. Despiram-me todo. Não há agora em toda a floresta uma planta tão pobre como eu. Fiz mal em pedir folhas de oiro: o oiro atrai as ambições.”

“Ah! Se eu conseguisse um vestuário de cristal! Era deslumbrante e o judeu avarento não me teria despido.”

No dia seguinte acordou o pinheiro com folhas de cristal, que reluziam ao sol como pequeninos espelhos. O pinheiro ficou outra vez todo contente e orgulhoso, fitando desdenhosamente os seus vizinhos. Mas de repente o céu cobriu-se de nuvens e o vento rugindo, fortemente, quebrou todas as folhas de cristal.

“Enganei-me outra vez, disse o jovem pinheiro, vendo por terra, feito em bocados, o seu manto cristalino. O ouro e o cristal não servem para vestir bosques. Se eu tivesse a folhagem acetinada e tenrinha das aveleiras, seria menos brilhante mas viveria descansado.”

Cumpriu-se a sua última vontade e, apesar de ter renunciado às vaidades primitivas, julgava-se ainda mais bem vestido do que todos os outros pinheiros seus irmãos. Mas passou por ali um rebanho de cabras, e vendo as folhas tenrinhas e frescas, comeram-lhas todas sem lhe deixar uma única.

O pobre pinheiro envergonhado e arrependido, já queria voltar à sua forma natural. Consegui ainda este favor do Génio da montanha e nunca mais se queixou da sua sorte.

Guerra Junqueiro, “Contos Para a Infância”

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publicado por picodavigia2 às 10:33

DEBUTANTE

Segunda-feira, 06.10.14

MENU 55 – “DEBUTANTE”

 

ENTRADA

Galetes de arroz recheadas com atum de conserva, com cebola, pimentos, alho, salsa e hortelã, envolvidos com creme de queijo fresco de ervas aromáticas e um pouco de maionese, salpicadas com alface picada.

 

PRATO

 

Peixe com pipetes, cenoura, pimentos, cebola e alho com creme de queijo fresco e doce de pimentos vermelhos.

 

 

SOBREMESA

 

Rodelas de ananás, com gelatina de pêssego e suspiros..

 

******

 

Preparação da Entrada: Picar finamente todos os elementos do recheio e juntar o creme de queijo e a maionese. Misturar muito bem, parar as galetes e cobrir com tirinhas de alface.

Preparação do Prato – Cozer o peixe e a massa. Refogar juntamente com a cebola e o alho, os pedacinhos de pimentos e a raspa de cenoura. Juntar o creme de queijo e envolver. Empratar, regando com pequenas colheradas de doce de pimentos vermelhos.

 

Preparação das Sobremesas – Confecção tradicional.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:09





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