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FASES DA LUA - 2015

Segunda-feira, 05.01.15

Fase da Lua                    Data

                 

Lua cheia                          05 De janeiro

Quarto minguante            13 De janeiro

Lua nova                           20 De janeiro

Quarto crescente              27 De janeiro

Lua cheia                          03 De fevereiro

Quarto minguante             12 De fevereiro

Lua nova                           18 De fevereiro

Quarto crescente              25 De fevereiro

Lua cheia                          05 De março

Quarto minguante             13 De março

Lua nova                           20 De março

Quarto crescente              27 De março

Lua cheia                          04 De abril

Quarto minguante             12 De abril

Lua nova                           18 De abril

Quarto crescente              25 De abril

Lua cheia                          04 De maio

Quarto minguante             11 De maio

Lua nova                           18 De maio

Quarto crescente              25 De maio

Lua cheia                          02 De junho

Quarto minguante             09 De junho

Lua nova                           16 De junho

Quarto crescente              24 De junho

Lua cheia                          01 De julho

Quarto minguante             08 De julho

Lua nova                           15 De julho

Quarto crescente              24 De julho

Lua cheia                          31 De julho

Quarto minguante             06 De agosto

Lua nova                           14 De agosto

Quarto crescente              22 De agosto

Lua cheia                          29 De agosto

Quarto minguante             05 De setembro

Lua nova                          13 De setembro

Quarto crescente              21 De setembro

Lua cheia                         27 De setembro

Quarto minguante            04 De outubro

Lua nova                          12 De outubro

Quarto crescente             20 De outubro

Lua cheia                         27 De outubro

Quarto minguante            03 De novembro

Lua nova                          11 De novembro

Quarto crescente              19 De novembro

Lua cheia                          25 De novembro

Quarto minguante             03 De dezembro

Lua nova                           11 De dezembro

Quarto crescente              18 De dezembro

Lua cheia                          25 De dezembro

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publicado por picodavigia2 às 12:34

LEMBRANÇA DE SAN MIGUEL-O-ANJO

Domingo, 04.01.15

Na igreja da Fajã Grande, na década de cinquenta, ainda existia uma imagem de São Miguel-o-Anjo. Tratava-se de uma pequena escultura em talha dourada, com pintura semelhante à Senhora do Rosário e que se dizia ser muito antiga, tendo pertencido à ermida, construída em 1755 e que antecedeu a atual igreja. Representava o arcanjo São Miguel, empunhando numa das mãos uma espada e na outra uma balança. Estranhamente esta imagem não estava exposta à veneração dos fiéis, encontrando-se guardada, juntamente com a Senhora da Soledade, numas arrecadações que existiam por detrás do altar-mor, junto às escadas do camarim. Muito provavelmente em anos anteriores estaria na igreja e nela se inspirou o poeta fajãgrense, Pedro da Silveira para escrever o seguinte poema, dedicado a Armando Cortes-Rodrigues e Diogo Ivens.

 

Lembrei-me agora de ti,

San Miguel-o-Anjo de espada ferrugenta e capacete emplumado

De quando eu ia com meu pai à missa de domingo.

 

Tu não falavas nunca com os meninos da tua idade,

Nem rias quando olhávamos para ti;

Os teus beiços ficaram sempre mudos

Ao meu apelo insistente de criança.

Abismados em não sei eu pensamentos de nuvens,

Teus olhos nunca se abriram para a vida

Que a minha ingenuidade de seis anos te quis dar.

 

                        Todos os dias a pesar pecados

                        Na balança velha do céu…

 

San Miguel-o-Anjo da minha infância,

Esquecido da vida num canto escuro da igreja,

Nem tu talvez existes já…

 

Outras vozes acordaram nos meus dias

E chamaram a outros caminhos

O menino que eu era contigo.

 

Hoje, San Miguel-o-Anjo da minha infância,

Menino santo de pau insensível à vida,

De ti em mim persiste só

A vontade que eu tinha de gritar à tua indiferença

Que deixasses de ser santo

E viesses cá para fora brincar comigo

Nas poças da beira-mar.

 

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publicado por picodavigia2 às 16:41

OS PRESÉPIOS DO MEU TEMPO (DIÁRIO DE TI’ANTONHO)

Domingo, 04.01.15

“No meu tempo de criança não havia presépios como os de agora, muitos deles enormes, a encher quase metade das salas, com muitas casas e casinhas, estradas, montes e muitas outras coisas. No meu tempo, não havia nada disto e, em muitas casas, nem presépios se faziam. Apenas as crianças a tal se dedicavam.

Mas verdade é que chegados ao Natal, todos percebiam que era uma época diferente em que se desejava viver com alegria, paz e conforto. Tudo começava no dia dezasseis com as novenas do Natal, realizadas na igreja, ainda de noite. E a igreja enchia-se de gente. Todos cantavam. Er muito bonito.

Todos percebiam que esses dias deviam ser de paz e de amor pois era pelo Natal que se comemorava o nascimento do Menino Jesus, nu estábulo dos arredores da cidade de Belém, há mil novecentos e quarenta e seis anos!

Na igreja o primeiro vigário desta freguesia, o padre António José de Freitas pregava que o profeta Isaías havia anunciado muitos anos antes de Jesus nascer: “Brotará uma vara do trono de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de temor do Senhor... Julgará os pobres com justiça e com equidade os humildes da terra...” Tantas vezes ouvi isto que decorei tal qual está escrito na Bíblia. Mas o padre José Maria não se ficava por aqui nos seus ensinamentos sobre o Natal. Falava dos evangelhos de São Lucas, que conta assim, pelo menos era assim que o senhor padre pregava: ”José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da Casa de David, a fim de recensear-se juntamente com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida. E, quando ali se encontravam, completaram-se os dias de dar à luz, e ela teve o seu filho primogénito que envolveu em panos e recostou numa manjedoira, por não haver lugar para eles na hospedaria.” E continuava: “Entretanto, o Anjo do Senhor apareceu aos pastores da região e anunciou-lhes o nascimento do Salvador, que é o Messias, o Senhor. E uma multidão do exército celeste juntou-se ao Anjo, cantando glória a Deus nas alturas e paz na terra a todos os homens. Depois explicava o aparecimento do presépio por São Francisco de Assis. Foi ele que construiu o primeiro presépio. Construiu uma gruta à maneira de estábulo, com manjedoira em que comia uma vaca e um burro. Deitou o Menino Jesus na manjedoura onde os animais comiam a palha e foram eles que aqueceram o Menino com o seu bafo. Ao lado a Virgem Maria e São José. Sobre a gruta os anjos cantavam enquanto os pastores dos arredores se aproximavam carregados com as suas ofertas. Era assim que também devíamos fazer os nossos presépios, pois o presépio deve ser a recordação mais sensível e cristã do Nascimento de Jesus.

Este padre António José de Freitas nasceu na Fajã Grande no início do século XIX. Era filho do alferes Inácio José de Freitas e de sua mulher Maria de Jesus. Dizia que se tinha ordenado sacerdote em 1841, sendo nomeado reitor da Lomba. Em 1848 veio para a Fajã Grande, como capelão da ermida que existia antes desta igreja que temos agora. Esteve na Fajã até 1851. Nessa altura foi transferido para o Mosteiro, exercendo aí o múnus sacerdotal até 1958, altura em que regressou à Fajã Grande, novamente como capelão da ermida de São José, tornando-se, assim, em 1861, com 53 anos de idade, o primeiro pároco desta nova freguesia. O padre António José de Freitas faleceu na Fajã Grande, a 8 de Março de 1881, com 73 anos.

Mas voltemos às novenas de Natal e aos presépios que se faziam naquele tempo. Depois de ouvir tudo isto na igreja, voltávamos e construíamos o nosso pequenino presépio semelhante ao que o senhor padre explicara.

No final deste ano de 1947 desejo que todos tenham um Santo Natal, semelhante ao que tínhamos nos meus tempos de criança.”

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publicado por picodavigia2 às 10:23

SÓNIA MIRANDA NA CUADA

Sábado, 03.01.15

Após terminar a sua apresentação em público, durante mais de seis meses, com a peça Espera pela Tua Vez, a atriz Sónia Miranda encontrou, numa das casas rurais da Aldeia da Cuada, na Fajã Grande das Flores, um espaço feito à sua medida para o necessário e merecido repouso, após uma ininterrupta e desgastante atuação.

O que mais encantou esta jovem atriz portuguesa, neste magnífico recanto paradisíaco açoriano, para além do silêncio e de um misterioso envolvimento com a natureza, na sua pureza original, foi a proximidade do mar. “Se o mar chama por mim não posso resistir ao seu apelo”, declarou a atriz à revista francesa Succès.  Mas nas Flores em geral e na Fajã Grande em particular, se o mar, por vezes, bravo e altivo impede que tome banho nas suas águas límpidas e puras ou se zarpe de barco até aos recantos da baía dos Fanais e ao ilhéu de Maria Vaz ou até de dar uma volta à ilha, as serenas e doces águas dos poços do Bacalhau, da Alagoinha e de tantos outros, alguns ali bem perto, podem embalar-nos em encanto e fantasia. Ao redor do pequeno povoado, cenários deslumbrantes e paisagens maravilhosas. O paraíso ideal para descançar.

O trajecto pedestre e que não pode ser feito de outra forma, após a viagem do Aeroporto de Santa Cruz até ao Vale Fundo, entre a estrada e o antigo povoado, agora transformado em resort, é curto, mas suficientemente esclarecedor em termos de paisagem natural, daquilo que a atriz poderá encontrar naquela belíssima ilha açoriana e aguça-lhe o apetite para pequenos passeios pedestres, de que tanto ela gosta, nos arredores do pequeno planalto, onde se localiza a aldeiea turística. Ali perto, o alto da Eira da Cuada, com a secular Pedra da Missa, a desfrutar de uma bela vista sobre o vale da Fajãzinha e o oceano. De relance, pode passear no silêncio deserto das ruas empedradas, ladeadas por muros rústicos e os pátios de pedra do velho mas recuperado casario, outrora casas habitadas e palheiros de gado que, dourado por um radiante sol outonal, deixa saudades a quem ali se fixa, mesmo que seja por uns escassos dias. Com a Ribeira Grande aos pés, a esplanada do restaurante Por-do-Sol, jã na Fajãzinha, mas ali bem perto, é um porto seguro para Sónia sacear-se dos melhores peixes, carnes, queijos e petiscos que a ilha produz. Depois de um revigorante mergulho no mar, nas magnícas águas do cais da Fajã Grande, ou de um passeio de barco, nada melhor do que ganhar novas energias com a mais-valia gastronómica da ilha – o peixe, nomeadamente, o cherne,

Aberto aos fins de semana, a atriz, que não se demorará por ali mais do qur uns escassos oito dias, aproveitou o primeiro sábado após a sua chegada para ali se deslocar e saborear as especialidades da casa, toda ela elaborada à base de produtos locais e tradicionais; peixe, lapas, carne guisada, feijoada, algas marihas, linguiça e morcela. A atriz começou pelas  tradicionais tortas de musgão. De seguida e enquanto saboreava umas rodelas de morcela e linguiça intercaladas com pedacinhos de bolo do tijolo, Sónia recordou as suas origens e formação teatral. “Nasceu em Mirandela, mas, em miúda, passava ali muito pouco tempo, apenas no mês de Agosto. Os pais, pouco tempo depois de ter nascido, emigraram para a França, fixando-se nos arredores de Paris. Já adulta regressou a Portugal, desta feita para estudar teatro em Lisboa, onde se fixou definitivamente e onde trabalha”. Uma bela posta de cherne grelhado com batata e um cativante molho cru interrompe o desfilar de memórias. Adoçada a boca com um belíssimo pudim de laranja Sónia parte, desafiada em subir a rocha dos Bredos, até à mítica cruz da Caldeira. Mas aina é cedo e o Sol muito quente. Umas horas passadas no Rossio, a ouvir o canto dos pássaros e os murmúrios das fonts são lenitivo para a subida.

O regresso à Cuada, até o percurso pedestre é de automóvel. Espera-a o silêncio, o mistério, a serenidade e o encanto.

Velozes com o vento os dias passam rápidos. Chega ao fim o idílio. Sónia promote voltar… “Se puder, claro.”

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publicado por picodavigia2 às 09:54

EXCELÊNCIA CULTURAL E ARTÍSTICA

Sexta-feira, 02.01.15

Álamo Oliveira nasceu na freguesia do Raminho, ilha Terceira, em 1945, matriculando-se no Seminário Menor de Ponta Delgada, em 1957, transitando dois anos depois para o Seminário de Angra, onde fez grande parte da sua formação académica, manifestando já uma fina sensibilidade pelo teatro, pela poesia, pelo desenho e pela cultura em geral. Hoje, conta, com alguma jocosidade, que retirava as capas dos cadernos de significados e com elas revestia as dos livros de poesia, a fim de que os pudesse ler sem que o prefeito disso se apercebesse.

Álamo Oliveira trabalhou em Angra, em diversos departamentos governamentais ligados à cultura, sendo, no entanto, mais conhecido como poeta, contista, dramaturgo, cronista, romancista e pintor. Tem mais de trinta livros publicados e, actualmente, é considerado como uma das mais destacadas figuras da literatura açoriana. As técnicas de escrita de alguns dos seus livros, como "Pátio da Alfândega, meia-noite", "Já não gosto de chocolates" e "Até hoje - memórias de cão", têm servido de base a trabalhos académicos em universidades dos Estados Unidos e do Brasil. Tem poesia e prosa traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol e croata e a Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou-o para leccionar na qualidade de escritor do semestre a sua própria obra aos estudantes de Língua Portuguesa - sendo o primeiro português a receber tal distinção. Álamo Oliveira tem-se destacado, ainda, pela sua participação em diversas acções de dinamização cultural nos Açores e nas comunidades emigrantes dos Estados Unidos. É um dos fundadores do Alpendre, o mais antigo grupo de teatro dos Açores, onde já encenou alguns dos seus textos. Em 2010, nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, recebeu, do Presidente da República, o grau de Comendador da Ordem do Mérito,

 Álamo Oliveira com a sua modéstia, simplicidade e delicadeza, ofuscou todo este relevante, majestoso e quase único currículo, pautado por uma excelência cultural e artística notável, participando no Encontro com uma humilde e simples naturalidade, com uma meiga e terna docilidade. Acompanhou-nos em todas as actividades sem protagonismo, sem exibicionismo, sem exuberância, revelando uma saudável sensatez, uma inaudita galanteria, um apreciável companheirismo. Senhor de um domínio cultural e artístico notáveis, Álamo Oliveira enobreceu o Encontro com a sua presença dignificante, sensata, amiga e, culturalmente, apoiante. Para além de nos enriquecer com a sua conversa, de nos opulentar comos seus esclarecimentos, de nos envolver emocionalmente com a sua companhia, de nos transpor em universos de sublimidade poética e de nos presentear com as “andanças de pedra e cal”, Álamo Oliveira contribuiu para a valorização do sarau músico literário, durante o qual foram declamados alguns dos seus poemas. Por tudo isto foi mais um dos “Senhores” do Encontro.

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publicado por picodavigia2 às 09:47

QUE EM 2015...

Quinta-feira, 01.01.15

paco reĝadoj

prevalece justeco

fanfaroni egaleco

 

fino malsato

fini la militon

malaperas korupteco

estos ekzilita ĉiuj diktaturoj

 

ke ĉiu homo estas sinjoro kaj mastro de lia destino

 

NB – A mensagem deste texto está escrita em esperanto, com tradução obtida a partir do Google tradutor: https://www.google.pt/?gws_rd=ssl#q=google+tradutor

 

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publicado por picodavigia2 às 00:07


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