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AFETUOSO

Domingo, 08.02.15

M 58 – “AFETUOSO”

 

ENTRADA

Canapés de bolacha Cream Crakers com recheio de carne de peru alternado com creme de queijo fresco

PRATO

Arroz de salmão, cenoura, pimentos e flageoletes, temperado com ervas aromáticas e salsa

SOBREMESA

Maçã e Gelatina de Pêssego

Confeção da Entrada: - Reduzir a puré as sobras de carne assada, juntando salsa e temperos. Barrar as bolachas, alternadamente, com a carne e o creme.

Confeção do prato: - Num tacho, colocar o azeite, o alho e a cebola picados. Deixar alourar e juntar as lascas da cenoura, os pimentos picados e o ramo de salsa picada. Juntar o salmão, os temperos e ervas e a água necessária para a cozedura do arroz e deixar apurar. Adicionar o arroz e envolver. Retificar temperos. Quando o arroz estiver pronto, juntar a restante salsa fresca e deixar repousar 5 a 7 minutos até o arroz terminar de abrir. Servir bem quente e ainda caldoso.

Sobremesa - Tradicional

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publicado por picodavigia2 às 15:50

AS ENGORLADEIRAS

Domingo, 08.02.15

Na Fajã Grande, chamava-se engorladeira a uma espécie de pequeno funil, feito de lata e que servia para encher as linguiças. O tubo ou parte inferior da engorladeira, contrariamente à dos funis, era cilíndrico e, portanto, com a mesma espessura quer na base, quer no cimo, a fim de que a carne por ali enfiada entrasse na tripa com facilidade e sem grande esforço. Por sua vez, a parte superior da engorladeira também não era rigorosamente igual à do funil, uma vez que o seu bordo não era equidistante do buraco da base, isto é, a sua borda não era homogénea, facilitando assim o manuseamento enquanto se enchia e se ia rolando a tripa e calcando a carne dentro desta.

As engorladeiras eram encomendadas ao latoeiro da freguesia, o Antonino de tio Francisco Inácio que as fazia com perfeição, embora do seu fabrico não resultasse grande negócio, uma vez que elas, usadas duas ou três vezes por ano, tinham uma longa duração.

Em todas as casas havia engorladeiras que eram usadas por altura das matanças, no dia de encher as linguiças, trabalho, habitualmente, destinado às mulheres. No entanto, na maioria dos casos, o número de engorladeias que cada família possuía não era suficiente, pelo que se pediam emprestadas aos amigos, vizinhos ou parentes, sempre solícitos e emprestar e ajudar.

O estranho nome dado a este útil e interessante utensílio doméstico poderá muito bem, estar ligado ao verbo engolir, na sua forma deturpada engorlir, pelo que engorladeiro ou engorladeira, seria aquele ou aquela que engole. No entanto a palavra não se aplicaria a pessoas mas sim a objetos que engoliam ou eram utilizados para engolir. Neste caso, aquela pequena peça era colocada numa das extremidades da tripa (a outra era tapada com um focho falquejado, semelhante aos atuais palitos de madeira) com o objetivo de engolir a carne ou como se dizia encher a linguiça.

Muito interessante era a imaginação dos nossos antepassados a inventar e criar palavras que usavam no seu quotidiano. Engorladeira parece ser patente exclusiva da Fajã Grande, porquanto não vem referida o livro Falares de Outro Arquipélago (Flores e Corvo) de J.M Soares de Barcelos, nem em nenhum dicionário ou enciclopédia. No entanto, na língua portuguesa existe o verbo engorlar que significa cozer mal, deixar encruado. Não parece, no entanto, a julgar pelo seu significado, que tenha a ver com as engorladeiras das linguiças da Fajã Grande. Existe ainda o verbo engorolar que significa mal pronunciado, pronunciado de forma ininteligível e no sentido figurado, uma vez que quem pronuncia mal é porque engole as palavras, significa engolir. Pode, na verdade, ser esta uma outra explicação para origem daquela palavra, só que neste caso seriam engoroladeiras, que mais tarde, muito naturalmente, terão evoluído para engorladeiras, na habitual tendência de simplificar e abreviar as plavras.

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publicado por picodavigia2 às 09:30





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