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O LUGAR DO TANQUE

Sábado, 14.02.15

Muito diversa e variada era a toponímica da Fajã Grande. Muitos eram os lugares com nomes interessantes e curiosos. Um deles era o lugar do Tanque.

O lugar do Tanque encastoava-se nos contrafortes do Outeiro e localizava-se à direita de quem subia a Fontinha, entre a casa de Tio José Teodósio e o Cruzeiro onde existia a fábrica da Manteiga. Era um lugar muito pequeno mas muito airoso e também muito fértil. Um recanto de verdura um tapete de produtividade! A ele tinha-se acesso por uma pequena e mal desenhada canada, conhecida pela Canada do Tanque, cujo percurso se iniciava no início da reta, finda a qual se situava aquela fábrica, uma espécie de zona industrial da freguesia, constituída por três edifícios de tamanho diferente. O maior destinado ao fabrico da manteiga, o médio à carpintaria, onde eram construídas as caixas para o transporte das latas e a mais pequena, do lado do Alagoeiro, para armazém de arrumos. O acesso ao lugar do Tanque, que só se poderia fazer por aquela canada, no entanto, não era muito fácil porquanto a canada fora edificada quase toda ela sobre uma espécie de maroiço, sob a forma de muralha, construída sobre as paredes dos terrenos circundantes e sem nenhuma muro ou bardo circundante, que protegesse os transeuntes ou a que estes se amparassem. Assim, em dias de vento forte era quase impossível transpô-la. Os animais estavam impedidos de ali transitar e as pessoas, sobretudo quando carregadas com molhos ou sacos, deviam percorrê-la com muito cuidado e cautela.

O lugar do Tanque era ladeado a norte pela Fontinha, a Oeste pelo Cruzeiro, a sul pela Bandeja e a oeste pelo Outeiro. Era um local de terras de cultivo muito férteis como eram as da Fontinha e nelas cultivava-se, sobretudo, batata-doce, milho, favas feijão e de couves. Lugar pequeno, as propriedades ali existentes também eram minúsculas, até porque todos os trabalhos de cultivo, uma vez que ali não transitava gado, tinham que ser feitos com o sacho e a enxada e os produtos acarretados aos ombros, pelo menos até ao caminho da Fontinha.

A origem deste nome parece estar ligada ao facto de, outrora, ter existido por ali algum chafariz ou tanque, utilizado como local para reserva de água para as habitações ou para lavagem de roupa, uma vez que a hipótese de alguma vez ali ter passado ou permanecido um tanque de guerra está total e absolutamente posta de lado. Uma outra hipótese, bem menos provável, é de alguém com o nome ou apelido de Tanque ou outra palavra próxima, tenha ali vivido ou possuído propriedades.

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publicado por picodavigia2 às 21:10

SUBSIDIOS AOS RESIDENTES NOS AÇORES PARA AS VIAGENS DE AVIÃO AO CONTINENTE

Sábado, 14.02.15

O Conselho de Ministros aprovou ontem (dia 12-2-2015) o diploma que regula o subsídio social de mobilidade para os residentes nos Açores, que assegurará a quem vive nas ilhas que uma viagem ao continente lhes custará, no máximo, 134 euros.

Assim, os residentes, equiparados e estudantes nos Açores vão passar a receber um subsídio do Estado para as viagens de avião ao continente e à Madeira, a atribuir diretamente aos beneficiários mas só depois de comprado o bilhete.

"O auxílio social é variável por viagem e a sua atribuição vai ser feita 'a posteriori', sendo primeiro pago o bilhete e depois levantado o apoio", disse o ministro da Presidência, Marques Guedes, após o Conselho de Ministros.

Uma portaria conjunta dos ministros com a tutela das Finanças e do transporte aéreo, após audição do Governo da Região Autónoma dos Açores, irá definir o montante de ajuda e os respetivos apoios.

"O auxílio é criado no âmbito da revisão do modelo das referidas ligações aéreas, prevendo-se ainda a liberalização dos serviços aéreos regulares nas rotas Lisboa/Ponta Delgada/Lisboa, Lisboa/Terceira/Lisboa, Porto/Ponta Delgada/Porto e Porto/terceira/Porto", acrescenta o Governo, no comunicado divulgado no final da reunião do Conselho de Ministros.

A liberalização destas rotas entra em vigor a 29 de março e resulta de um acordo entre o Governo da República e o executivo regional dos Açores, fechado no ano passado, que prevê, por outro lado, que os residentes no arquipélago pagarão um máximo de 134 euros pelas viagens a Lisboa ou ao Porto.

Se a companhia aérea lhe cobrar mais do que aquele valor por um bilhete, os residentes nas ilhas são depois reembolsados da diferença, sendo este o chamado subsídio social de mobilidade.

Até agora, o Governo indemnizava diretamente as companhias aéreas pelos bilhetes vendidos com tarifas para os residentes nos Açores.

A revogação das obrigações de serviço público nas ligações aéreas entre as ilhas de São Miguel e Terceira e o continente (Lisboa e Porto) foram publicadas a 27 de janeiro no Jornal Oficial da União Europeia, depois de terem sido enviadas para Bruxelas pelo Governo português, para autorização e publicação pela Comissão.

A aprovação e regulamentação do subsídio social de mobilidade para os residentes nos Açores permite, assim, operacionalizar na totalidade o novo modelo das ligações aéreas entre o arquipélago e o resto do país.

O novo modelo levará à entrada das chamadas 'low cost' (companhias de baixo custo) na região autónoma. Atualmente, só a TAP e a SATA voam para os Açores. A EasyJet e a Rayanair já anunciaram que vão voar, pelo menos para, São Miguel (Ponta Delgada). Mas a SATA, também, já revelou que vai continuar a voar para São Miguel e aumentar as ligações que faz entre a Terceira e Lisboa.

 

NB- Dados retirados da RTP Açores

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publicado por picodavigia2 às 10:54





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