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A LENDA DA QUEBRADA DAS COVAS

Quinta-feira, 05.03.15

Contava-se antigamente, de maneira que parecia mais uma lenda do que um fato histórico, que os primitivos habitantes da Fajã Grande se haviam estabelecido na margem direita da Ribeira das Casas, junto à Rocha das Covas, no local onde há vestígios de uma enorme ribanceira. Segundo essa lenda teria sido naquele local que se formou o primitivo povoado e o nome da Ribeira poderá muito bem ser a prova desse facto. Se a Ribeira se chama das Casas é porque, muito provavelmente, nalgum tempo, terão existido casas junto dela. Mas na década de cinquenta, naquele local, apenas havia moinhos. Pode até concluir-se que a população demandasse e se fixasse, inicialmente, naquele local por ser mais abrigado, sobretudo dos ventos que soravam do norte e do leste. Diz a lenda que estes primeiros habitantes foram obrigados a abandonar este local pelo motivo de ter caído ali uma enorme ribanceira, soterrando todas as casas e terrenos circundantes, tendo, no entanto, a maioria da população fugido a tempo. Talvez ficaram alguns velhos e algumas crianças, incapazes de fugir e de não terem quem os salvasse. Os habitantes resolveram então estabelecer-se no local onde é hoje o lugar da Fajã Grande. Ali ficou para sempre o vestígio da enorme quebrada, a Quebrada das Covas.

 

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publicado por picodavigia2 às 19:37

CHARME E EXCENTRICIDADE

Quinta-feira, 05.03.15

Pulverizou o Encontro com o seu charme e excentricidade, adoçou-o com a sua permanente boa disposição, alegrou-o com o seu fino sentido de humor, aureolando-o com a sua presença descontraída, abnegadora e vivificante. Cativou todos, mesmo os que não o conheciam ou dele tinham simplesmente uma vaga e ténue lembrança.

Juntamente com outros colegas ainda a exercerem o sacerdócio na diocese, entrou no Seminário de Angra, no ano lectivo de 1953/54, trazendo consigo um rastro esperança reflectida na verdura cativante da ilha do Arcanjo, donde é natural, arrastando uma aurora de beleza e transcendência espelhada na simplicidade das lagoas que nela proliferam e uma réstia de integridade projectada nos socalcos pedregosos mas produtivos, encravados entre o mar e as montanhas. No Seminário fez a sua formação académica, completando o Curso de Teologia, em 1965, trabalhando, durante algum tempo nos Açores. Foi, como muitos outros que se empenharam árdua e valorosamente na defesa dos mais nobres valores do humanismo e da mensagem evangélica, “desterrado” para o Ultramar, forçado a envolver-se numa guerra que não era sua. Após esta forçada experiencia no teatro castrense, decidiu abandonar os Açores, fixando-se nos Estados Unidos, donde se deslocou a fim de participar no Encontro do passado mês Julho.

Partilhámos a estadia na mesma residencial, pelo que bastante conversámos antes e depois das actividades programadas no Encontro. Pudemos assim recordar vivências e percursos de vida, em muitos aspectos paralelos e semelhantes. Para além de um espírito magnânimo, liberto, tranquilizador, compreensivo, benevolente e duma simpática excentricidade, revelou-se defensor dos mais altos e nobres valores a que o ser humano, por direito, aspira. Além disso, é seu timbre dosear as suas vivências e actividades quotidianas e os mais diversos acontecimentos do seu dia-a-dia, por mais dolentes e agrestes que sejam, com um optimismo deslumbrante e com um sentimento de confiança convicto, narrando-os com uma simples e agradável jocosidade.

E o Mariano com todo este acervo de encantamento, jactância, contentamento e boa disposição, chegou ao Encontro, recebendo todos com uma satisfação desmesurada, com uma alegria inebriante e com um abraço fraterno. Acompanhou-nos com dedicação, envolveu-nos com ternura, deslumbrou-nos com as suas narrações e, mais do que tudo, deliciou-nos com a sua amizade e com o seu carinho. Com a sua “tablet”, feita “maquinão fotográfico” disparava permanentemente na procura de fotos que perpetuassem, na imagem, aquilo que, durante o Encontro se vivia em sentimentos. Por tudo isto foi mais um dos “Senhores” do Encontro.

 

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publicado por picodavigia2 às 19:34





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