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O DECEPADO

Quinta-feira, 12.03.15

Conta-se que D. Garcia, Governador do Castelo da Penha Garcia, raptou, numa certa noite de tempestade, Dona Branca, figura de grande beleza, filha do Governador de Monsanto. Este ficou furioso e perseguiu D. Garcia durante meses, até que o apanhou. A justiça impunha para estes casos de rapto de donzelas a pena de morte. Mas o Governador de Monsanto condoído por causa da filha decidiu punir publicamente D. Garcia, tendo substituído a pena capital pela amputação do braço esquerdo. Segundo reza a lenda a figura do decepado, continua ainda, no alto das torres, vigiando e olhando o morro sobranceiro de Monsanto.

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publicado por picodavigia2 às 16:18

Nº 21 MARIA

Quinta-feira, 12.03.15

“Aos sete dias do mes de Julho do anno de mil oitocentos e sessenta e um, pelas oito horas da manhã, na egreja Parochial de Nossa Senhora dos Remédios, freguesia da Fajansinha, concelho da vila das Lajens, distrito eclesiástico da Horta, Diocese de Angra, eu presbítero José Maria Henriques Álvares, vigário da mesma freguesia, baptisei solenemente um indivíduo do sexo feminino quem dei o nome de Maria, e que nasceu ás seis horas da tarde do dia dois do dito mês e anno filho natural primeiro do nome de Francisco Lourenço Mancebo, trabalhador e de Maria dos Santos, parochianos desta freguesia e moradores no logar da Fajamgrande, neta paterna de Manuel Joaquim Fagundes e de Clara de Jesus e materna de José António Camarão e de Maria dos Santos. Foi padrinho António Pereira solteiro trabalhador e morador na Fajamgrande os quais todos sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado o presente assento de baptismo que depois de ser lido e conferido perante o padrinho, comigo o assigna de cruz  por não saber assignar. Era ut supra.

(Seguem-se 3 assinaturas em forma de cruz)

O Vigário José Maria Henriques Álvares”.

Este é o registo de batismo da última criança nascida na Fajã Grande e batizada na igreja da Fajãzinha por aquela ainda não ser paróquia. A partir de então os registos começaram a ser feitos no cartório da igreja paroquial da Fajã Grande. Há no entanto uma criança da Ponta que depois desta data, ainda se batizou na igreja paroquial da Fajãzinha.

Acrescente-se que das 21 crianças batizadas na igreja da Fajãzinha naquele ano, até esta data, 9 nasceram na Fajãzinha, enquanto das outras 12, 9 nasceram na Fajã e 3 na Ponta, o que só por si parece justificar a criação da nova paróquia, que abrangia os lugares da Fajã, Ponta e Cuada. Esta criança 

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publicado por picodavigia2 às 10:49

JACOB TOMAZ

Quinta-feira, 12.03.15

Jacob Tomaz, a nível cultural, foi um dos mais ilustres florentinos. Nasceu na freguesia da Fazenda, concelho de Lajes, em 25 de Junho de 1922. Mas visitava a Fajã Grande com muita frequência. Faleceu em 19 de Março de 1999 num hospital de Fresno, Califórnia, cidade para onde emigrara em 1972.

Era filho de Mariano Tomaz Pereira e de Maria José Jeremias Tomaz Pereira. Descendia de ilustres famílias florentinas de origem nórdica, de cuja linhagem se orgulhava.

Na escola da fazenda fez a instrução primária com excelente aproveitamento, após o que seguiu para as cidades da Horta e de Ponta Delgada, onde concluiu o Curso Geral dos Liceus. Aí foi um aluno brilhante, tendo suspendido o ensino para prestar Serviço Militar, em Tavira. Regressado à ilha das Flores, desempenhou profissionalmente na vila das Lajes, durante vários anos, o cargo de Despachante Oficial da Alfândega da Horta e, mais tarde, o de solicitador judicial da Comarca das Flores. Foi um dos fundadores e proprietários da Drogaria Florentina, nas Lajes. Essa empresa, para além de perfumaria e drogaria, vendia medicamentos, sob a responsabilidade dos médicos municipais, servindo assim as populações das freguesias limítrofes, numa altura em que apenas havia uma farmácia na vila de Santa Cruz.

Mas foi como intelectual e investigador histórico que Jacob Tomaz se distinguiu, fazendo então importantes relacionamentos nessas áreas. Foi o grande obreiro da edição dos “Anais do Município de Lajes das Flores”, conjuntamente com Pedro da Silveira, em 1970. Nela foram inseridos importantes estudos históricos sobre o concelho das Lajes das Flores. Jacob Tomaz colaborou com Armando Cortes-Rodrigues na recolha de folclore florentino para o Cancioneiro Geral dos Açores, bem como com outros investigadores que se interessavam pelos assuntos florentinos, designadamente com o Tenente Coronel José Agostinho, na pesquisa de aves, plantas, rochas e outros assuntos de interesse histórico das Flores. Além disso, recolheu músicas e textos do folclore florentino, gravando vários números, nomeadamente o que Maria Antónia Esteves introduziu no seu disco Canto do Prisioneiro, relativo à música tradicional açoriana.

Durante a sua vida colaborou em vários jornais, com artigos sobre os mais variados temas, sobretudo de interesse histórico e cultural, designadamente no Jornal de Tavira, Correio dos Açores, Diário Insular, Diário de Notícias, Correio da Horta, O Telégrafo, As Flores, A Ilha e Portugal Madeira e Açores.

Foi durante vários anos presidente da Direcção da Cooperativa de Lacticínios Senhor Santo Cristo dos Milagres da Fazenda das Lajes, Presidente da Comissão Concelhia de Assistência de Lajes das Flores, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, vereador da Câmara Municipal de Lajes das Flores, onde desempenhou as funções de Vice-Presidente, durante o primeiro mandato da Presidência de José de Freitas Silva, iniciado em 1948.

Em 1972 abandonou a ilha das Flores e partiu para os EUA, onde fixou residência na cidade do Fresno, Califórnia. Contava já 50 anos de idade. Aí, depois de passar por serviços vulgares na indústria hoteleira, trabalhou numa repartição de finanças públicas, onde tinha por funções o controlo das declarações de impostos. Apesar de viver longe da sua terra natal, continuava intimamente ligado e apaixonado pela investigação histórica açoriana, designadamente pela da sua querida ilha das Flores. Durante a sua vida sempre se dedicou â recolha e guarda de objetos antigos e de valor histórico, tais como imagens, louças, selos, livros, moedas, medalhas e marfins ou scrimshaws

Em 1988, doou ao Governo Regional dos Açores 31 scrimshaws, a maior coleção privada da especialidade e que, atualmente, se encontra no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico e que possui grande valor histórico.

Jacob Tomaz distinguiu-se, sobretudo, como investigador histórico de elevado mérito, e era dotado de privilegiada inteligência e possuidor de elevada cultura.

 

NB – Dados retirados do Jornal Tribuna das Ilhaspessoas

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publicado por picodavigia2 às 09:32





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