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DELÍRIO

Segunda-feira, 23.03.15

O mar,

quando emaranhado de bravura

traz-me

uma onda de tumulto,

uma safra de revolta .

 

É o grito das marés

a despejarem-se,

inconscientes

sobre um cais de lava apodrecida.

 

O bramir das ondas

é eterno!

Sobre ele construirei

uma cabana coberta de choupos

onde as gaivotas

se esconderão nas noites de invernia.

 

Depois, irei permanecer

silencioso,

à espera que renasça

a mais sublime e delirante brisa matinal.

 

- Por favor, deixem-me permanecer neste delírio.

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publicado por picodavigia2 às 21:26

MALDITA CREATININA

Segunda-feira, 23.03.15

A creatinina existe no sangue e é um produto do metabolismo muscular, ou seja do conjunto de transformações e reações químicas dos músculos, através das quais se realizam os processos de síntese e degradação das células. Filtrada do sangue pelos rins e expelida pela urina, as alterações resultantes da sua concentração no sangue são indicadores do estado de saúde ou doença dos rins. Quando a função renal diminui, menos creatinina é expulsa e sua concentração sanguínea aumenta.

Os rins normais filtram cerca de 200 litros de sangue, produzindo aproximadamente dois litros de urina. Quando a função renal diminui devido a lesão ou doença do rim, a taxa de filtração glomerular diminui e os resíduos tóxicos acumulam-se no sangue. Esta insuficiência renal pode tornar-se progressiva e ocorrer em muitas situações de doenças, como a hipertensão. Foi o que me aconteceu. Felizmente a deteção desta minha disfunção renal foi atempada, permitindo uma intervenção terapêutica que me tem impedido de, aparentemente, aumentar as lesões dos meus rins que já perderam cerca 30% da sua função. Mas tudo isto estava estável graças à medicamentação proposta.

As últimas análises vieram trazer-me alguma preocupação, uma vez que referem níveis mais altos da dita cuja. Os valores de referência estão na faixa 0,66 - 1,25 mg/dL. As análises hoje recebidas indicam-me 1,53 mg/dL Mas cuida-se que mais importante que níveis absolutos de creatinina é a evolução dos níveis sorológicos de creatinina ao longo do tempo. Assim um nível crescente poderá indicar dano renal, enquanto um nível decrescente poderá ser indicador da melhoria das funções dos rins.

Nas análises feitas, desde de 1995, os resultados foram os seguintes: 1995 – 1,57 e 1,57; 1996 – 1,48; 1997 – 1,42 e 1,49; 1998 – 1,55; 2000 – 1,41; 2001 – 1,49 e 1,40; 2002 – 1,40 e 1,58; 2003 – 1,67; 2004 – 1,45; 2005 – 1,31 e 1,45; 2006 – 1,35; 2007 – 1,77 e 1,31; 2008 – 1,63 e 1,73; 2009 – 1,56 e 1,49; 2010 – 1,31 e 1,46; 2011 – 1,50 e 1,46; 2012 – 1,66 e 1,62; 2013 – 1,63 – 1,38; 2014 – 1,26 e 1,35; 2015 -1,53.

Maldita creatinina que não me larga ou não baixa aos 1,25!

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publicado por picodavigia2 às 17:20

ACIDENTE NO CANTINHO

Segunda-feira, 23.03.15

No dia 20 de março do ano de 1891 deu-se mais uma trágica morte no mar da Fajã Grande, segundo se pode concluir de dados contidos no livro de registo de óbitos referentes àquele ano. O estranho acidente terá acontecido durante a noite do dia 19 para o dia 20, uma vez que o corpo foi encontrado às 6 horas da manhã, a boiar no mar, no lugar do Cantinho, ou seja no, atualmente, chamado Porto Novo. O cadáver foi identificado como sendo António Joaquim da Silveira, de 32 anos, sem profissão, solteiro, filho natural ou ilegítimo de Maria Emília da Glória. Era neto materno de José António Lourenço da Silveira e de Mariana Claudina da Silveira e nascera a 12 de abril de 1859, tendo sido batizado na igreja paroquial de Nossa Senhora dos Remédios da Fajãzinha a dezassete do mesmo mês, uma vez que nessa data a Fajã Grande ainda não fosse paróquia, embora tivesse uma pequena ermida e um cura pelo cura, o padre António José de Freitas que realizou o batismo. Recorde-se que o padre António José de Freitas nasceu na Fajã Grande em 14 de Agosto de 1808. Era filho do alferes Inácio José de Freitas e de sua mulher Maria de Jesus Ter-se-á ordenado presbítero em 1841, ou alguns anos antes, uma vez que nesse ano já era reitor na Lomba, Em 1848 transitou para a Fajã Grande, como capelão da ermida ali existente, funcionando como uma espécie de curato, pertencente à paróquia das Fajãs, com sede na Fajãzinha, tendo como igreja paroquial, a igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Colocado na sua terra natal, ali permaneceu até 1851. Nessa altura foi transferido para o Mosteiro, regressando à Fajã Grande, tornando-se, em 1861, o primeiro pároco da nova freguesia, onde veio a falecer, a 8 de Março de 1881, com 73 anos.

Filho de pai incógnito, sem profissão e o acidente ocorreu durante a noite do dia da festa do padroeiro da ermida da Fajã Grande, São José. Tratam-se de indícios que poderão permitir que o rapaz, eventualmente, de costumes pouco abonatórios, se possa ter excedido, talvez com bebida ou então poder-se-á ter tratado de um suicídio. O registo, no entanto, nada permite concluir.

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publicado por picodavigia2 às 09:52





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