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ALVORADAS DE BRUMA

Domingo, 21.06.15

O negrume da noite incendeia

E transforma

O destino dos rochedos plantados à beira-mar.

Ao redor

Soam palavras envenenadas pelo rugir do vento norte

E o perfume das marés sabe a madrugada virgem.

Há insucessos a germinarem, abençoados pela brisa.

Um dia transformarão o universo num rio de silêncio.

 

E o mar que agora desperta, pacífico

Transformar-se-á num enorme vulcão,

Amarrotado pelo suplício do cais deserto

 

É o princípio de o dia!

 

Incendiadas pelo sufoco dos vinhedos

Que chorosos, gritam sobre as encostas de lava negra

e se desfazem, esquecidos, numa ilha sem nome,

As alvoradas da madrugada,

Envoltas em bruma,

Enforcam-se num arco-íris de lava e de vidro...

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publicado por picodavigia2 às 00:16





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