Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O PICO, A MONTANHA, AS GRUTAS E MUITO MAIS

Domingo, 06.09.15

A Montanha do Pico, com os seus cerca de 2350 metros de altitude, é o ponto mais alto de Portuga. Subi-la foi sempre e ainda continua a ser um desafio fascinante e invulgar. Chegar lá bem ao alto e ver nascer o astro-rei, ao mesmo tempo que se observam, lá em baixo, as restantes ilhas do grupo central, é um espetáculo deslumbrante e inesquecível. Trata-se de um vulcão ainda com uma fraca mas bem percetível atividade, de vertentes íngremes, sobretudo do lado sul, sobre a freguesia de São Caetano, a mais próxima da montanha, dela recebendo algumas influências, sobretudo a nível climático. Atualmente as subidas manifestam-se bastante mais sofisticadas e apoiadas, pelo que consequentemente são mais seguras, tornando-se num quase vulgar ato de turismo. Especialmente nas épocas da primavera e do verão, realizam-se frequentes e contínuas subidas à montanha, sendo esta uma experiência única pela aventura e pela incrível paisagem que, ao subir, dali se disfruta. E se, por motivos de mau tempo, ou de nevoeiro intenso, como aconteceu por estes dias, a subida à montanha é fechada pelos controladores da casa de apoio, todos se agigantam em protestos e contestação. Com os meios de que os guias, atualmente, dispõem pode-se subir a montanha em segurança com qualquer tempo. Mas com sol e bom tempo, o espetáculo é, substancialmente mais belo e atrativo. Pelo Património Natural Biológico que alberga, a Montanha do Pico recebeu o estatuto de Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000.

Mas quem visita o Pico não deve ficar apenas pela subida à montanha, uma vez que a ilha usufrui disponibiliza aos visitantes muitas outras atrações turísticas com destaque para as Grutas das Torres, os museus da Baleia e do vinho, o núcleo museológico do Lajido, a paisagem protegida da vinha, as furnas de Santo António, o Parque Florestal da Prainha, etc, etc.

As Grutas das Torres, situadas na Criação Velha, logo a seguir à saída da Madalena para sul, representam o maior tubo lávico conhecido em Portugal, com 5150 metros, de elevado interesse ecológico e geológico. Com um centro de interpretação, parte da gruta pode ser explorada com o apoio de um guia especializado. Antes de entrar na gruta é proporcionada aos visitantes uma sessão informativa de grande interesse. Devido à sua importância como património natural, esta gruta foi classificada como Monumento Natural Regional.

O Museu do Vinho, instalado na Casa Conventual dos Carmelitas, construção dos séculos XVII e XVIII, na saída norte da vila da Madalena, é constituído por dois edifícios. O primeiro, de dois pisos, sendo o superior destinado a habitação e o inferior para a adega e o segundo, onde se encontra o alambique. Existe ainda uma mata de dragoeiros e um miradouro de onde é possível observar os currais de vinha. Neste museu está representado a cultura da vinha e a produção do vinho na ilha do Pico.

Por sua vez, o Museu da Indústria Baleeira de São Roque do Pico é o polo explicativo da atividade “Memória Baleeira”, sendo o principal centro de transformação industrial dos cachalotes capturados no grupo central dos Açores. Com a adaptação da antiga fábrica a museu, os objetos industriais passaram a ter a nova função de testemunho, relembrando o amplo complexo processo de transformação industrial do cachalote.

O Núcleo Museológico do Lajido de Santa Luzia é um espaço que testemunha o cultivo da vinha e a produção de vinho e aguardentes, uma das maiores fontes de riqueza a nível da economia do concelho, que traduz o êxito da exploração dos seus solos vulcânicos no final do século XV. O Núcleo museológico dispõe de um valioso espólio composto por um centro interpretativo da paisagem da vinha e do vinho, um armazém, outrora, um complemento ao alambique, para o armazenamento das frutas em fermentação, para depois serem transformadas em aguardente, e onde se expõem utensílios e alfaias agrícolas e se pode observar um alambique utilizado para a produção de aguardente de figo e de vinho e uma típica adega regional.

A Paisagem Protegida da Vinha, outro local de grande interesse, é uma extensa área de um notável padrão de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa. Os muros foram construídos pela mão do homem com pedra vulcânica para proteção dos milhares de pequenos currais da água do mar e do vento, para plantação de vinha. Este sítio está classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

A norte, as Furnas de Santo António também se enquadram numa área classificada como Zona de Proteção Especial. Estão situadas junto á linha de costa, constituída por uma falésia rochosa e pelos ilhéus, formações basálticas, onde nidificam colónias de aves marinhas, com destaque para o cagarro e o garajau.

O Parque Florestal da Prainha do Norte oferece grandes zonas arborizadas e uma área botânica na qual se encontram expostos diversos exemplares de vegetação endémica dos Açores Neste Parque estão implantados dois imóveis de grande valor histórico e patrimonial, nomeadamente a casa e a adega, típicas da ilha do Pico, que expõem valiosos e significativos objetos ligados á arte de viver Açoriana.

A nível religioso destacam-se o Santuário Diocesano do Bom Jesus, uma imponente construção com um corpo principal dividido em três naves, por duas séries de arcos. Capela-mor é dedicada ao Santíssimo Sacramento e São Mateus. Uma capela lateral é dedicada ao Senhor Bom Jesus e constitui o segundo maior centro de devoção e peregrinação dos Açores e ainda o Convento de São Pedro de Alcântara, testemunho do património religioso construído no Município de São Roque e que constitui um exemplo da arquitetura barroca, guardando no seu interior valiosas talhas douradas, azulejos historiados na capela - mor e um imponente arcaz em jacarandá na sacristia. Nas Lajes destaca-se um outro convento franciscano, a igreja da Senhora da Conceição e a ermida de São Pedro, o primeiro edifício religioso construído na ilha.

De visitar ainda as interessantes lagoas, situadas no interior da ilha, com destaque para a Lagoa do Capitão, a maior do Pico, que possui na sua imediação uma abundante vegetação endémica da macaronésia, muito rica em várias espécies com destaque para a erica azórica, o cedro, o loureiros e o vinhático.

As Lajes do Pico, que muito justamente recebeu o epíteto de vila Baleeira, constitui um conjunto harmonioso da memória baleeira, por nela se concentrar o maior património baleeiro dos Açores, testemunho do passado e estímulo para o futuro. De entre o vasto espólio cultural, destaque para o Museu dos Baleeiros e a antiga fábrica SIBIL. Há ainda a referenciar como locais de interesse turístico o Monumento à Baleação, os botes baleeiros, as casas de botes, as torrinhas em madeira de alguns edifícios e ainda o scrimshaw ou seja a gravação artesanal em osso ou dente de cetáceo. A observação de baleias e golfinhos e as regatas em botes baleeiros são algumas das extensões desta cultura. Os aspetos religiosos e festivos atuais incluem uma semana de atividades culturais, desportivas, religiosas e de lazer, denominada Semana dos Baleeiros em Honra da Senhora de Lourdes. O Forte de Santa Catarina, localizado à entrada da vila, constitui um magnífico exemplar de arquitetura militar do século XVIII, tendo sido recuperado e inaugurado em 2006. O Forte, com o seu miradouro é um espaço privilegiado de fruição do imenso panorama oceânico.

O Parque Matos Souto, na freguesia da Piedade é uma unidade paisagística inserida em parte dos terrenos do Parque Matos Souto, formada por jardim, viveiros, "cerrados" de cultivo e pasto e edifício de dois pisos mais sótão. O jardim apresenta grande variedade de espécies arbóreas e arbustivas e inclui a recriação de ambientes no âmbito da etnografia agrícola da Ilha do Pico.

Em São João, para além do saborosíssimo queijo que ali se fabrica, há que referenciar o Museu "O Alvião". Trata-se de um conjunto arquitetónico constituído por casa de habitação tradicional, com adega, tanque e áreas de cultivo. Tem igualmente um pequeno núcleo dedicado à cultura pastorícia e à divulgação do queijo.

De visitar ainda os moinhos de vento da Ponta Rasa e do Morricão, Ermida de Santa Isabel, assim como muitas igrejas, ermidas, capelas do Espírito Santo e muitas outras construções.

 

NB – Dados retirados dos sites das Câmaras Municipais da Madalena, São Roque e Lajes do Pico.

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por picodavigia2 às 00:05





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

VISITANTES

free web counter

calendário

Setembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930