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MANTEIGAS

Terça-feira, 08.09.15

O concelho de Manteigas, encravado no Coração da Serra da Estrela, totalmente integrado no Parque Natural, possui belezas paisagísticas emblemáticas, consideradas verdadeiras "ex-libris" da Região.

A vila situa-se num Vale Glaciar, serpenteado pelo Rio Zêzere, com um ambiente pastoril característico e lugares naturais de beleza rara, com destaque para os imponentes Cântaros, constituídos por um rochoso granítico na zona do Covão D'Ametade, onde no sopé brota a nascente cristalina do Rio Zêzere, o Poço do Inferno, cascata de água límpida e gélida de uma beleza rara e extraordinária e as Penhas Douradas. Mas outros locais merecem especial destaque como por exemplo o Miradouro do Fragão do Corvo, o Vale da Castanheira, o Covão da Ponte, o Vale de Sameiro, etc.

Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também um valioso Património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história. Destaque ainda para a Casa das Obras, Solar construído no Século XVIII.

Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a gastronomia tradicional, como o caso da chanfana, as trutas, os enchidos regionais, o arroz doce, o requeijão e o célebre queijo da Serra da Estrela. Por sua vez, o artesanato assenta na tecelagem tradicional, destacando-se os trabalhos em madeira. No inverno Manteigas é procurada pela neve, no verão é a beleza natural que domina as atenções dos visitantes.

O concelho de Manteigas é constituído, apenas, por 3 freguesias: Sameiro com cerca de 500 habitantes, Santa Maria com 1.752 habitantes e São Pedro com quase dois mil, estas últimas constituindo a vila de Manteigas

Ignora-se a origem do nome de Manteigas e por quem teria sido fundada esta povoação. Mas consta que o imperador Júlio César passou por aqui, no ano 50 a c., à frente dos seus exércitos. Em 1188, D. Sancho I deu o primeiro foral à Vila de Manteigas e D. Manuel I concedeu-lhe foral novo a 4 de Março de 1514. O concelho de Manteigas, extinto a 26 de Junho de 1896 e anexado ao da Guarda, veio a ser restaurado em 13 de Janeiro de 1898. Com uma área aproximada de 11.000 km2, tem como limítrofes os concelhos da Guarda, Covilhã, Seia e Gouveia.

As principais atividades económicas do concelho são os têxteis, os lacticínios, o turismo, a construção civil e o comércio.

Igreja de Santa Maria de Manteigas, a mais antiga da Vila, possuía, em meados do séc. XVIII, cinco altares; Igreja de S. Pedro de Manteigas, cuja sua construção é posterior à da Igreja de Santa Maria. Desta Igreja saía, em anos alternados, nos meados do séc. XVIII, a procissão real do Corpus Christi. Esta igreja era enriquecida pelo valor de sete capelas anexas: Santo Amaro, S. Domingos, S. Sebastião, Santo André, Santo António d’Além do Rio, Santo António da Argenteira e Senhora dos Verdes. A capela da Senhora dos Verdes é a mais recente edificação e foi mandada erigir pelos moradores de Manteigas no ano de 1756. A Igreja da Misericórdia de Manteigas, construída em meados do séc. XVII, a Casa das Obras (IPP), robusta construção de tipo solarengo, encimada por brasão a conferir título de nobreza.

A nível cultural, há a salientar a existência de duas bandas centenárias, a Banda Boa União – Música Velha e a Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova, que muito contribuem para o enriquecimento cultural do concelho. São igualmente importantes, a nível cultural, o Rancho Folclórico da Casa do Povo e o Rancho Folclórico "Os Malmequeres" de Sameiro, que divulgam a cultura e etnografia manteiguense, bem como o Grupo Coral e o Grupo de Teatro Amador de Manteigas que desempenham o mesmo papel.

Muito ligado a Manteigas está o Zêzere, afluente da margem direita do Tejo. O Zêzere nasce na Serra da Estrela, ao pé do Cântaro Magro, na vertente da Estrela, concelho de Manteigas, a cerca de 1.900 m de altitude. Inicia o seu curso por um pequeno troço – Alto Zêzere – orientado no sentido SO-NE, em que passa junto de Manteigas. Trata-se de uma corrente volumosa e de grande longitude que circula em pleno coração do país, onde a pluviosidade se mostra elevada devido às precipitações quer das chuvas quer das neves e lhe confere frequentes desníveis. É constituído por um leito estreito, com pequenos desfiladeiros e gargantas rasgadas por entre os granitos dos Montes Hermínios, salvo no breve trecho entre Manteigas e Valhelhas, no qual diminui a inclinação e o vale aproveita os terrenos pré-câmbricos para se alargar um pouco. Por sua vez o Rio Mondego serve de fronteira natural entre este concelho e o vizinho Gouveia.

 

NB – Dados retirados da net, Wilkipédia

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