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O ARREGANHADO

Quinta-feira, 12.11.15

Uma das estórias cómicas que se contava antigamente na Fajã Grande era a do Arreganhado. Rezava assim:

Era uma vez uma viúva que velando o seu marido morto, deitado dentro de um caixão, sobre a essa, lamentava-se assim:

- Ai, mei home, que desgraçada qu’ei sou porque morreste com Prazer e Alegria e me levas a minha Consolação entre as pernas. Ai Jasus! Que desgraçada qu’ei fique que já nan tenhe quen me sacuda u mei arreganhade! 

Mas para que não houvesse interpretações maliciosas e desonestas vinha logo a explicação: Afinal a pobre viúva chorava e tinha toda a razão para fazer aquele pranto. Naquele tempo a pobreza era muita e quando falecia mais do que uma pessoa numa casa, para poupar dinheiro, sepultavam-se todas no mesmo caixão. Ora a pobre mulher perdera o marido e as três criancinhas que tinha no mesmo dia. As crianças eram três meninas. Uma chamava-se Prazer, outra Alegria e a terceira Consolação. A mulher mandara colocar as duas maiores, a Prazer e a Alegria, uma de cada lado do marido. A Consolação, por ser mais pequenina, foi-lhe colocada entre as pernas. E como na ilha das Flores era costume chamar arreganhado ao castanheiro, porque os ouriços ao caírem abrem-se, como que a rir-se ou arreganhados a fim de porem as castanhas à mostra, a parte final da estória está explicada. É que a pobre viúva também se lamentava por já não ter o marido para lhe sacudir o castanheiro, a fim de que os ouriços caíssem e deles retirasse as castanhas.

Ele há cada interpretação maliciosa!

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publicado por picodavigia2 às 16:52

EU FUI AO MAR ÀS LARANJAS

Quinta-feira, 12.11.15

Eu fui ao mar às laranjas

Coisa que lá não havia

Vim de lá toda molhada

Co'as ondas que o mar fazia

 

Ó minha mãe, minha mãe

Ó minha mãe, minha amada

Quem tem uma mãe tem tudo

Quem não tem mãe não tem nada

 

Eu fui ao mar às laranjas...

 

Ó estrela que vais tão alta

Por essas serras d'além

Leva-me aos céus onde tenho

A alma de minha mãe.

 

Fui no mar da vida um dia,

Fui buscar amor também.

O amor que eu queria,

Ai, meu deus, no mar não tem!

 

Nas ondas fui embalada

Até que à praia voltei

Sozinha, triste e molhada

Das lágrimas que chorei!

 

Fajã Grande - Cancioneiro Popular

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publicado por picodavigia2 às 00:05





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