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CONTO DE NATAL

Segunda-feira, 25.12.17

(CONTO TRADICIONAL EUROPEU)

Leocádia, contra vontade do pai, construiu um pequeno presépio num canto da esconsa sala do velho castelo. Tudo muito simples, como lhe ensinara o ermitão Justino: o Menino, a Virgem Mãe e São José. Umas pedras rústicas, cobertas de limos esverdeados, formavam a gruta. Leocádia sabia que havia mais figuras a representar o nascimento de Jesus, mas não as tinha e, mesmo que as tivesse não as podia ali colocar, contrariando a vontade do progenitor.

Mesmo assim, permanecia numa enorme angústia. Se o pai descobrisse aquelas imagens, seria o fim de tudo. De repente teve uma ideia. E se colocasse em frente ao presépio algumas árvores? Para além de encobrirem o seu querido presépio, enfeitariam o berço do Menino e fazer-lhe-iam companhia na noite mágica em que nascesse, uma vez que esse privilégio estava interdito aos anjos e aos pastores. Sem que os guardas se apercebessem, saiu do castelo  e correu à floresta que o rodeava onde abundavam muitas árvores. Num ápice cortou três: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao regressar colocou as três pequenas árvores ao redor do presépio, tão pequenas que nem a parte mais alta de gruta cobriam.

À meia-noite fez-se um enorme relâmpago. Estranhando tal acontecimento, todo o castelo se pôs em alvoroço. O rei também se levantou. Ao passar em frente ao presépio de Leocádia, deparou-se com três enormes árvores. Para admiração de todos duas sorriam e uma chorava. De facto, as três árvores ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus uma bela cesta de azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe um açafate com as suas doces tâmaras. Ambas se alegravam e sorriam de contentamento por terem oferecido ao Menino belos presentes. Mas o pinheiro como não tinha nenhum fruto para lhe oferecer chorava de tristeza.

Nessa altura o céu voltou a clarear. Todas as estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, aproximaram-se da terra, desceram sobre o castelo e pousaram sobre os ramos do pinheiro, iluminando. e adornando tudo ao seu redor e oferecendo ao Menino Jesus a mais bela luz que jamais se vira sobre a face da terra.

O rei caiu de joelhos diante do presépio e da filha. Pouco tempo depois batizou-se e, no  Natal seguinte mandou construir um belo presépio, onde colocou um grande pinheiro, à espera de que, na noite mágica, no momento em que o menino nascesse. Mas a estrelas não mais voltaram a cair sobre o castelo, nem sobre os ramos do pinheiro. No entanto, o rei mandou colocar estrelas reluzentes e brilhantes e ordenou que, a partir de então, em todas as casas do seu reino e do mundo mandou colocar um pinheiro e que nele se pendurassem muitas luzes que fizessem lembrar as estrelas que naquela noite haviam descido do céu sobre o seu castelo.

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publicado por picodavigia2 às 00:00





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