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A ESTÓRIA DA CAROCHINHA E DO JOÃO RATÃO TAL COMO SE CONTAVA OUTRORA NA FAJÃ GRANDE

Segunda-feira, 09.12.13

Era uma vez uma Carochinha, muito vaidosa e bonitinha que queria casar mas não tinha com quem, nem dinheiro para o casamento.

Certo dia, quando estava a varrer a sua casa, encontrou uma moedinha. Pensou que já era muito rica e que já podia arranjar um marido. Por isso vestiu o seu melhor vestido, penteou-se e foi pôr-se à janela para ver se alguém que passasse por ali quisesse casar com ela. Começou, então, a gritar:

 - Quem quer casar com a Carochinha, que é tão formosa e bonitinha?

Primeiro passou o boi e disse:

- Muuum! Quero eu, quero eu.

Respondeu a Carochinha:

- Não. Não quero casar contigo porque com essa voz tão grossa acordavas-me a mim e aos nossos filhos todas as noites. Não serves para marido. - Voltou para a janela e pôs-se de novo a gritar:

- Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?

Passou o cão a ladrar e disse logo:

- Ão, ão! Quero eu, quero eu!

- Contigo não, pois com essa voz tão assustadora, acordavas-me a mim e aos nossos filhos todas as noites! Não serves para marido. – Voltando para a janela, a Carochinha tentou, de novo, a sua sorte.

- Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?        

Passou o porco e disse:

- Oinc! Oinc! Quero eu, quero eu!

- Tu também não serves para marido, pois com essa voz tão feia, acordavas-me a mim e aos nossos filhos todas as noites! Não serves para marido. – E voltando mais uma vez à janela, perguntou:

- Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?

Passou o galo e disse:

- Cocorocó! Cocorocó! Quero eu, quero eu!

- Tu não, pois com essa voz tão esganiçada, acordavas-me a mim e aos nossos filhos todas as noites! Não serves para marido.                                                                                 

Ainda passaram o burro, o gato, o cavalo e o carneiro, mas a todos a Carochinha mandou embora porque as suas vozes não lhe agradavam. Já muito desanimada, ainda voltou à janela, uma última vez, e perguntou:

- Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?

Passou um rato e gritou com uma voz muito fininha:

- Ih, ih! - Quero eu, quero eu.

A Carochinha gostou daquela voz. Muito feliz por ter encontrado alguém tão bonito e com uma voz tão fininha, veio logo abrir a porta e perguntou-lhe:

- Como te chamas?

 - Sou o João Ratão. Quero casar contigo.

A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e a data de casamento para marcar. Prepararam tudo muito bem preparadinho, casaram e foram muito felizes.

Porém, certo dia, a Carochinha disse ao João Ratão que queria ir à missa. O João Ratão disse que não podia ir porque estava muito doente. A Carochinha disse-lhe que tinha um caldeirão de sopa ao lume e pediu-lhe que não lhe tocasse, antes de ela chegar. Mas o João Ratão era muito guloso e logo que ela saiu foi espreitar o caldeirão para provar a sopa. Como era muito pequeno, teve que se por nos bicos dos pés para lá chegar, mas escorregou e – zás – caiu dentro do caldeirão.

Quando chegou a casa, a Carochinha começou a procura-lo, mas não o encontrou. Então foi à cozinha e viu-o caído dentro do caldeirão. Muito aflita começou a gritar:

- Ai, ai, que o meu João Ratão está cozido e assado dentro do caldeirão!

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publicado por picodavigia2 às 00:12





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