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VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Sábado, 14.12.13

(DADOS RETIRADOS DO SECRETARIADO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS

A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e económica. Essas formas de violência inter-relacionam-se e afectam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice.

Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.

As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade. A violência contra as mulheres também empobrece as mulheres, suas famílias, suas comunidades e seus países. A violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres.

Cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida. As mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.

A forma mais comum de violência experimentada pelas mulheres em todo o mundo é a violência física praticada por um parceiro íntimo, em que as mulheres são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em 11 países constatou que a percentagem de mulheres submetidas à violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59% na Etiópia.

Diversas pesquisas mundiais apontam para que metade das mulheres vítimas de homicídio, são mortas pelos maridos ou parceiros, actuais ou anteriores. Na Austrália, no Canadá, em Israel, na África do Sul e nos Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas pelos parceiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Por sua vez, na Colômbia, a cada seis dias uma mulher é morta pelo parceiro ou ex-parceiro.

A violência psicológica ou emocional praticada pelos parceiros íntimos também
está disseminada. Calcula-se que, em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida.

A prática do matrimónio precoce – uma forma de violência sexual – é comum em todo o mundo, especialmente, na África e no Sul da Ásia. As meninas são muitas vezes forçadas a se casar e a manter relações sexuais, o que acarreta riscos para a saúde, inclusive a exposição ao HIV/AIDS e a limitação da frequência à escola. Nestes e em muitos outros casos, um dos efeitos do abuso sexual é a fístula traumática ginecológica: uma lesão resultante do rompimento severo dos tecidos vaginais, deixando a mulher incontinente e indesejável socialmente.

A violência sexual em conflitos é uma grave atrocidade actual que afecta milhões de pessoas, principalmente mulheres e meninas. Trata-se, com frequência, de uma estratégia deliberada empregada em larga escala por grupos armados a fim de humilhar os oponentes, aterrorizar as pessoas e destruir as sociedades. Mulheres e meninas também podem ser submetidas à exploração sexual por aqueles que têm a obrigação de protegê-las.

Ao longo dos séculos, as mulheres, sejam elas avós, mulheres casadas, jovens, crianças ou, até, bebés, têm, rotineiramente, sofrido violento abuso sexual nas mãos de forças militares e rebeldes.

O estupro e a violação há muito são usados como tácticas de guerra, com relatos de violência contra as mulheres durante ou após conflitos armados em todas as zonas de guerra internacionais ou não internacionais. Na República Democrática do Congo, cerca de 1.100 estupros são relatados todos meses, com uma média de 36 mulheres e meninas violentamente violadas todos os dias. Acredita-se que mais de 200 mil mulheres tenham sofrido violência sexual nesse país, desde o início do conflito armado. O estupro e a violação sexual de mulheres e meninas, também, permeiam o conflito na região de Darfur, no Sudão. Sabe-se também que entre 250 mil e 500 mil mulheres foram violadas durante o genocídio de 1994, no Ruanda. A violência sexual foi um traço característico da guerra civil que durou 14 anos na Libéria e durante o conflito na Bósnia, no início dos anos 1990, entre 20 mil e 50 mil mulheres foram estupradas.

Em muitas sociedades, vítimas de estupro, mulheres suspeitas de praticar sexo pré-matrimonial e mulheres acusadas de adultério têm sido assassinadas por seus parentes, porque a violação da castidade da mulher é considerada uma afronta à honra da família.

Muitas mulheres enfrentam múltiplas formas de discriminação e um risco cada vez maior de violência. No Canadá, mulheres indígenas são cinco vezes mais propensas a morrer como resultado da violência do que as outras mulheres da mesma idade. Na Europa, América do Norte e Austrália, mais da metade das mulheres portadoras de deficiência sofreram abuso físico, em comparação a um terço das mulheres sem deficiência.

Finalmente, sabe-se que a violência contra as mulheres, até atinge, em muitos caos, as que são detidas pela polícia. Muitas detenções de mulheres incluem violência sexual, vigilância inadequada, revistas com desnudamento realizadas por homens e exigência de actos sexuais em troca de privilégios ou necessidades básicas.

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publicado por picodavigia2 às 10:13





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