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SANTOS BARROS

Segunda-feira, 16.12.13

José Henrique dos Santos Barros nasceu em Angra do Heroísmo, em 1946, tendo falecido em Mérida, Espanha, em1983, vítima de acidente de viação. Viveu a infância e a juventude na ilha Terceira. Após a conclusão de estudos secundários, empregou-se como funcionário público. Anos depois, deu início àquela que viria a ser a «aventura» da sua vida: a poesia, a animação cultural e o ensaio literário, o sindicalismo, a literatura, notabilizando-se pela sua extraordinária propensão para as coisas da cultura. O seu nome não pode deixar de associar-se a um movimento de renovação inscrito, nos Açores, desde a criação do suplemento «Glacial», no jornal angrense A União.

Santos Barros acreditou na possibilidade de unir numa só frente uma postura de vanguarda ideológica, militante, com a ideia libertária de uma cultura em duplo: popular e de grupo. Com outros intelectuais angrenses, fundou a galeria de artes plásticas «Degrau»; animou cooperativas, sindicatos, rádios e jornais; fundou e dirigiu o suplemento «Cartaz» e a revista “A Memória da Água-Viva”, de parceria com Urbano Bettencourt. Mas foi no suplemento «Contexto», do jornal Açores que mais e melhor sistematizou todo um trabalho de animação e coordenação que se estenderia à crítica, à polémica literária, à ensaística de fundo e até a uma curiosa experiência heteronímica que o levaria a subscrever, com diversos nomes, posições e conceitos propositada e provocatoriamente contraditórios. No essencial da sua poesia, a fidelidade da radicação aos temas insulares não é de molde a inscrevê-la no tão pouco apreciado apego ao regionalismo da escrita literária; pelo contrário, o regional e o tradicional de Santos Barros tornam-se matriz e ponto de partida da alternância ilha/Mundo. Da sua obra Poética destacam-se: poemas na Novíssima Poesia Açoriana, Aventura em Sete Poemas, Canto de Abril, Imagem Fulminante, Testes e Versos Para Andar na Rua, Topiária, Galeria Degrau, As Crónicas, A Humidade, Os Alicates do Tempo e São Mateus, Outros Lugares e Nomes. Por sua vez na sua Obra Ensaística são de realça: 20 Anos de Literatura e Arte nos Açores e O Lavrador de Ilhas.

 

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

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publicado por picodavigia2 às 16:09





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