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A MINHA GALINHA PINTADA

Quarta-feira, 01.01.14

Poema oral, umas vezes cantado, outras declamado, na Fajã Grande, sobretudo aos serões ou emfestas, na década de cinquenta e anteriores:

“A minha galinha pintada

Põe três ovos por dia,

Se ela pusesse quatro

Que dinheiro não faria.

 

Já me deram pela cabeça

Uma vaquinha moiresca.

Já me deram pela crista

Uma vaquinha mourisca.

 

Já me deram pela moela

Uma vaquinha moirela.

Já me deram pelas penas

Duas vaquinhas morenas.

 

Já me deram pelo rabo

um cavalo enfreiado.

Já me deram pelas tripas

Duas feixadas de tripas.

 

Já me deram pelas asas

Uma aldeia com dez casas.

Já me deram pela língua

A cidade de Coimbra.

 

Já me deram pelas pernas

Umas meias amarelas.

Já me deram pelo corpo

Toda a cidade do Porto.

 

Galinha que vale assim tanto

Das penas até ao osso

Não vai parar ao convento...

Vou eu comê-la ao almoço.”

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publicado por picodavigia2 às 13:06





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