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NAVIO CAÇA TESOUROS

Quarta-feira, 19.06.13

Li, há dias, algures, uma notícia um pouquinha estranha e algo preocupante e que cito de memória: “O navio inglês “John Lethbridge”, especialista em procurar cargas e tesouros de antigas embarcações naufragadas, tem andado a navegar no mar dos Açores, encontrando-se desde há alguns dias fundeado no porto da Horta, na ilha do Faial”. Ora, todos nós sabemos que os mares açorianos, nomeadamente ao redor das ilhas das Flores e do Corvo se encontram pejados de antigas embarcações naufragadas, cujo o espólio, de uma boa parte, nunca terá sido procurado ou recolhido. Que este navio o faça sob a égide e responsabilidade do governo, das autoridades marítimas e da comunidade científica açoriana parece plausível. Se o faz à revelia destas é, no mínimo, invulgar e lamentável, sobretudo porque originará uma perda irrecuperável para o património histórico e cultural das ilhas. Exemplifique-se com a “Bidarta”, barca francesa capitaneada por Jaqcues Blondel, que na noite de 24 para 25 de Maio de 1915, naufragou, no Canto do Areal, por fora da Poça das Salemas, na Fajã Grande das Flores e, cujo naufrágio ouvíamos contar vezes sem conta. Vinha carregada de níquel que transportava da Nova Caledónia e se destinava a descarregar em Glasgow, na Escócia. Outro exemplo, também narrado outrora com muita frequência, era o do Salavónia, naufragado por fora do Lajedo em 1909, embora, neste caso muito do seu pecúlio, tenha sido recolhido por populares que o guardaram em suas casas, tendo sido já criado, na ilha das Flores o “Museu do Salavónia”. Desde de 1536 existem registos de mais de cem naufrágios nas ilhas das Flores e do Corvo.

 

NB - Texto publicado no Pico da Vigia 1, em 18/08/09

 

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publicado por picodavigia2 às 19:04





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