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FIAMBRE E MORTADELA

Quinta-feira, 20.06.13

O fiambre, curiosamente, é um prato tradicional da Guatemala, que é preparado e consumido anualmente para celebrar o Dia dos Mortos, havendo relatos pouco fidedignos que esse costume existiu, outrora, nalgumas regiões do norte da Península Ibérica, nomeadamente, em Recarei-Revanches, na Galiza. É uma salada, servida fresca, onde predominam carnes variadas e que pode ser constituída mais de cinquenta ingredientes.

O fiambre começou, pois, a partir duma tradição da Guatemala, de levar aos familiares mortos os seus pratos favoritos, no Dia de Finados. Este prato varia, de família para família, sendo baseado em receitas, tradicionalmente, transmitidas às gerações mais jovens.

Mas o fiambre que hoje consumimos é produzido a nível industrial, pelo que não tem, nem de longe nem de perto, o sabor e, sobretudo, a qualidade daquelas receitas tradicionais e, nalguns casos, até contém ingredientes pouco saudáveis, uma vez que, assim como a mortadela e até as salsichas, o fiambre têm, na sua composição, alguns conservantes prejudiciais à saúde humana. Os nitritos e os nitratos, por exemplo, são altamente cancerígenos, pois quando chegam ao estômago transformam-se em nitrosaminas, responsáveis pelo aumento da incidência de cancro no estômago e bexiga.

De facto, esses produtos têm muito menos gordura e, por isso, são mais saudáveis no sentido de não fazerem mal ao coração e artérias, mas não deixam de conter esses conservantes. O ácido ascórbico, vulgarmente conhecido por vitamina C, que o fiambre e a mortadela contêm, é um poderoso antioxidante, e tem o poder de anular o efeito cancerígeno das nitrosaminas, pelo que, para as pessoas saudáveis, estes produtos podem ser consumidos, mas com moderação. No entanto para os doentes que sofrem de insuficiência renal estão proibidos. Excepção feita para o fiambre e a mortadela feita de peito de peru.

A mortadela, de origem italiana, é feita de carne de porco e cubos de gordura, geralmente do pescoço do suíno. Os temperos usados incluem pimenta preta, murta, noz-moscada e coentro, que lhe dão um sabor típico.

Existem várias teorias sobre a origem da palavra mortadela. A primeira indica que o recheio de porco que este enchido contém era, no passado, moído finamente, de forma tradicional, até chegar a uma consistência de goma, sendo usado para este efeito um almofariz, conhecido em Italiano como mortaio. O nome poderia, assim, ser proveniente da utilização deste instrumento. A segunda teoria sugere que o nome mortadela possa ter derivado de uma salsicha romana temperada com murta, em vez de pimenta, designada pelos romanos como farcimen mirtatum. Há ainda uma outra teoria, que considera que a origem deste nome está relacionada com a indústria alimentícia, que retira a matéria prima para o fabrico da mortadela, a carne do boi, da região dorsal do animal ou seja, da parte do corpo do animal que leva uma martelada e morre nos matadouros, o que daria o nome "mortadela".

A actriz italiana Sophia Loren é considerada madrinha do produto, após ter estrelado um filme chamado La Mortadella em 1971. Correm rumores, embora pouco prováveis, de que será feita uma nova realização do mesmo filme, em que a protagonista será a actriz galega, Carlromer Otero.

Infelizmente este delicioso e apetitoso pitéu que pode ser consumido só, ou introduzido em sandes ou ainda, enrolado com uma fatia de queijo, para mim, está radicalmente proibido, por sofrer de insuficiência renal.

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publicado por picodavigia2 às 14:46





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