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CROISSANT

Sexta-feira, 21.06.13

Croissant é uma palavra francesa que significa “crescente”, e por isso, é utilizada para identificar e nomear um tipo de pão característico, feito de massa folhada, em formato de meia-lua, ou seja quarto crescente. Para a sua confecção utiliza-se farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo, para pincelar.

A sua origem, segundo uma antiga lenda, é atribuída a uns padeiros de Viena, cidade onde, noutros tempos, quando ainda desconhecido no resto da Europa, era conhecido pelo nome de Kipferl e era feito de tamanhos variados. Segundo essa lenda, em 1683, ano em que se deu a batalha de Viena, quando trabalhavam, à noite, uns padeiros da cidade, ouviram o barulho que os inimigos otomanos faziam, ao cavarem um túnel, através do qual se introduziriam, secretamente, na cidade. Ao dar o alarme sobre o que estava a acontecer, os padeiros conseguiram impedir o êxito do ataque otomano. Para o fazer, inventaram e cozeram um pão em forma de quarto-crescente, ou seja com o formato semelhante ao símbolo gravado na bandeira do Império Otomano. Outros pesquisadores atribuem a invenção do croissant a um comerciante vienense, de origem polaca, que vivia em Constantinopla. Esse homem conheceu o café nessa cidade, quando em 1475 e, com cerca de 500 sacas de café abandonadas pelos Turcos após derrota numa outra batalha, abriu um "café" onde passou a servir a bebida. Para acompanhar o café, inventou esse pão em formato de crescente.

Coube à rainha Maria Antonieta, originária de Viena, introduzir e popularizar o croissant na França, a partir de 1770, onde hoje ainda é considerado um elemento tradicional do desjejum matinal, da maioria dos franceses, acompanhado com uma boa chávena de café com leite. Os nutricionistas recomendam moderação, no consumo deste tipo de pão, pois contém metade de seu peso em lipídios.

Um croissant deve ter um bom aspecto, com forma semelhante ao quarto-crescente da Lua, uma crosta crocante e uma cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo e mostrar alguma consistência. O croissant, no entanto, é rico em gordura, devido ao excessivo uso de manteiga, por vezes de menor qualidade e grandes quantidades de açúcar, o que o torna muito doce, sendo que alguns chegam a apresentar-se nos circuitos comerciais, relativamente, mal cozidos.

Mas é sobretudo para os doentes que sofrem de insuficiência renal que o consumo do croissant está totalmente impedido. A estes doentes, sobra a recordação suave, deliciosa e terna, do seu excelente paladar, da sua aveludada suavidade, do seu adocicado sabor, do crocante da sua massa e do tostado da sua côdea exterior. Croissant, doce croissant… exposto em montras de pastelarias, a mostrar-se tentador e provocante, a quem passa e não os pode saborear, nem comer, em Gôndolas del Mar.

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publicado por picodavigia2 às 19:03





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